30 As palavras de Agur. Sexta coleção 1-33
30:1 Palavras de Agur, filho de Jaque, de
Massá. Disse o homem: Fatiguei-me, ó Deus; fatiguei-me, ó Deus, e estou exausto
30:2 porque sou demasiadamente estúpido para
ser homem; não tenho inteligência de homem,
30:3 não aprendi a sabedoria, nem tenho o
conhecimento do Santo.
30:4 Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou
os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu
todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu
filho, se é que o sabes?
30:5 Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo
para os que nele confiam.
30:6 Nada acrescentes às suas palavras, para
que não te repreenda, e sejas achado mentiroso.
30:7 Duas coisas te peço; não mas negues,
antes que eu morra:
30:8 afasta de mim a falsidade e a mentira;
não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário;
30:9 para não suceder que, estando eu farto,
te negue e diga: Quem é o SENHOR? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane
o nome de Deus.
30:10 Não calunies o servo diante de seu
senhor, para que aquele te não amaldiçoe e fiques culpado.
30:11 Há daqueles que amaldiçoam a seu pai e
que não bendizem a sua mãe.
30:12 Há daqueles que são puros aos próprios
olhos e que jamais foram lavados da sua imundícia.
30:13 Há daqueles -- quão altivos são os seus
olhos e levantadas as suas pálpebras!
30:14 Há daqueles cujos dentes são espadas, e
cujos queixais são facas, para consumirem na terra os aflitos e os necessitados
entre os homens.
30:15 A sanguessuga tem duas filhas, a saber:
Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam, sim, quatro que não dizem: Basta!
30:16 Elas são a sepultura, a madre estéril, a
terra, que se não farta de água, e o fogo, que nunca diz: Basta!
30:17 Os olhos de quem zomba do pai ou de quem
despreza a obediência à sua mãe, corvos no ribeiro os arrancarão e pelos
pintãos da águia serão comidos.
30:18 Há três coisas que são maravilhosas
demais para mim, sim, há quatro que não entendo:
30:19 o caminho da águia no céu, o caminho da
cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar e o caminho do homem com uma
donzela.
30:20 Tal é o caminho da mulher adúltera:
come, e limpa a boca, e diz: Não cometi maldade.
30:21 Sob três coisas estremece a terra, sim,
sob quatro não pode subsistir:
30:22 sob o servo quando se torna rei; sob o
insensato quando anda farto de pão;
30:23 sob a mulher desdenhada quando se casa;
sob a serva quando se torna herdeira da sua senhora.
30:24 Há quatro coisas mui pequenas na terra
que, porém, são mais sábias que os sábios:
30:25 as formigas, povo sem força; todavia, no
verão preparam a sua comida;
30:26 os arganazes, povo não poderoso;
contudo, fazem a sua casa nas rochas;
30:27 os gafanhotos não têm rei; contudo,
marcham todos em bandos;
30:28 o geco, que se apanha com as mãos;
contudo, está nos palácios dos reis.
30:29 Há três que têm passo elegante, sim,
quatro que andam airosamente:
30:30 O leão, o mais forte entre os animais,
que por ninguém torna atrás;
30:31 o galo, que anda ereto, o bode e o rei,
a quem não se pode resistir.
30:32 Se procedeste insensatamente em te
exaltares ou se maquinaste o mal, põe a mão na boca.
30:33 Porque o bater do leite produz manteiga,
e o torcer do nariz produz sangue, e o açular a ira produz contendas.
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sergiovalentin