1 - 31:31

 

1 Introdução. Uso dos provérbios 1-7

 

 1:1 Provérbios de Salomão, filho de Davi, o rei de Israel.

 

 1:2 Para aprender a sabedoria e o ensino; para entender as palavras de inteligência;

 

 1:3 para obter o ensino do bom proceder, a justiça, o juízo e a eqüidade;

 

 1:4 para dar aos simples prudência e aos jovens, conhecimento e bom siso.

 

 1:5 Ouça o sábio e cresça em prudência; e o instruído adquira habilidade

 

 1:6 para entender provérbios e parábolas, as palavras e enigmas dos sábios.

 

 1:7 O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.

 

8-19 Contra as seduções dos pecadores

8-9.28 Primeira coleção

 

 1:8 Filho meu, ouve o ensino de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe.

 

 1:9 Porque serão diadema de graça para a tua cabeça e colares, para o teu pescoço.

 

 1:10 Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas.

 

 1:11 Se disserem: Vem conosco, embosquemo-nos para derramar sangue, espreitemos, ainda que sem motivo, os inocentes;

 

 1:12 traguemo-los vivos, como o abismo, e inteiros, como os que descem à cova;

 

 1:13 acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos de despojos a nossa casa;

 

 1:14 lança a tua sorte entre nós; teremos todos uma só bolsa.

 

 1:15 Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés;

 

 1:16 porque os seus pés correm para o mal e se apressam a derramar sangue.

 

 1:17 Pois debalde se estende a rede à vista de qualquer ave.

 

 1:18 Estes se emboscam contra o seu próprio sangue e a sua própria vida espreitam.

 

 1:19 Tal é a sorte de todo ganancioso; e este espírito de ganância tira a vida de quem o possui.

 

20-33 Clama a Sabedoria

 

 1:20 Grita na rua a Sabedoria, nas praças, levanta a voz;

 

 1:21 do alto dos muros clama, à entrada das portas e nas cidades profere as suas palavras:

 

 1:22 Até quando, ó néscios, amareis a necedade? E vós, escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós, loucos, aborrecereis o conhecimento?

 

 1:23 Atentai para a minha repreensão; eis que derramarei copiosamente para vós outros o meu espírito e vos farei saber as minhas palavras.

 

 1:24 Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a mão, e não houve quem atendesse;

 

 1:25 antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão;

 

 1:26 também eu me rirei na vossa desventura, e, em vindo o vosso terror, eu zombarei,

 

 1:27 em vindo o vosso terror como a tempestade, em vindo a vossa perdição como o redemoinho, quando vos chegar o aperto e a angústia.

 

 1:28 Então, me invocarão, mas eu não responderei; procurar-me-ão, porém não me hão de achar.

 

 1:29 Porquanto aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do SENHOR;

 

 1:30 não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão.

 

 1:31 Portanto, comerão do fruto do seu procedimento e dos seus próprios conselhos se fartarão.

 

 1:32 Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição.

 

 1:33 Mas o que me der ouvidos habitará seguro, tranqüilo e sem temor do mal.

 

2 A excelência da sabedoria 1-22

 

 2:1 Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos,

 

 2:2 para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento,

 

 2:3 e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz,

 

 2:4 se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares,

 

 2:5 então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus.

 

 2:6 Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento.

 

 2:7 Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade,

 

 2:8 guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos.

 

 2:9 Então, entenderás justiça, juízo e eqüidade, todas as boas veredas.

 

 2:10 Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será agradável à tua alma.

 

 2:11 O bom siso te guardará, e a inteligência te conservará;

 

 2:12 para te livrar do caminho do mal e do homem que diz coisas perversas;

 

 2:13 dos que deixam as veredas da retidão, para andarem pelos caminhos das trevas;

 

 2:14 que se alegram de fazer o mal, folgam com as perversidades dos maus,

 

 2:15 seguem veredas tortuosas e se desviam nos seus caminhos;

 

 2:16 para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras,

 

 2:17 a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus;

 

 2:18 porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas, para o reino das sombras da morte;

 

 2:19 todos os que se dirigem a essa mulher não voltarão e não atinarão com as veredas da vida.

 

 2:20 Assim, andarás pelo caminho dos homens de bem e guardarás as veredas dos justos.

 

 2:21 Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela.

 

 2:22 Mas os perversos serão eliminados da terra, e os aleivosos serão dela desarraigados.

 

3 Exortação a Sabedoria a obedecer o Senhor 1-35

 

 3:1 Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos;

 

 3:2 porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.

 

 3:3 Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração

 

 3:4 e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens.

 

 3:5 Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.

 

 3:6 Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.

 

 3:7 Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal;

 

 3:8 será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos.

 

 3:9 Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda;

 

 3:10 e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.

 

 3:11 Filho meu, não rejeites a disciplina do SENHOR, nem te enfades da sua repreensão.

 

 3:12 Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.

 

 3:13 Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento;

 

 3:14 porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata, e melhor a sua renda do que o ouro mais fino.

 

 3:15 Mais preciosa é do que pérolas, e tudo o que podes desejar não é comparável a ela.

 

 3:16 O alongar-se da vida está na sua mão direita, na sua esquerda, riquezas e honra.

 

 3:17 Os seus caminhos são caminhos deliciosos, e todas as suas veredas, paz.

 

 3:18 É árvore de vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm.

 

 3:19 O SENHOR com sabedoria fundou a terra, com inteligência estabeleceu os céus.

 

 3:20 Pelo seu conhecimento os abismos se rompem, e as nuvens destilam orvalho.

 

 3:21 Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos; guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso;

 

 3:22 porque serão vida para a tua alma e adorno ao teu pescoço.

 

 3:23 Então, andarás seguro no teu caminho, e não tropeçará o teu pé.

 

 3:24 Quando te deitares, não temerás; deitar-te-ás, e o teu sono será suave.

 

 3:25 Não temas o pavor repentino, nem a arremetida dos perversos, quando vier.

 

 3:26 Porque o SENHOR será a tua segurança e guardará os teus pés de serem presos.

 

 3:27 Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo.

 

 3:28 Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo.

 

 3:29 Não maquines o mal contra o teu próximo, pois habita junto de ti confiadamente.

 

 3:30 Jamais pleiteies com alguém sem razão, se te não houver feito mal.

 

 3:31 Não tenhas inveja do homem violento, nem sigas nenhum de seus caminhos;

 

 3:32 porque o SENHOR abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade.

 

 3:33 A maldição do SENHOR habita na casa do perverso, porém a morada dos justos ele abençoa.

 

 3:34 Certamente, ele escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes.

 

 3:35 Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si a ignomínia.

 

4 Exortação paternal 1-27

 

 4:1 Ouvi, filhos, a instrução do pai e estai atentos para conhecerdes o entendimento;

 

 4:2 porque vos dou boa doutrina; não deixeis o meu ensino.

 

 4:3 Quando eu era filho em companhia de meu pai, tenro e único diante de minha mãe,

 

 4:4 então, ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos e vive;

 

 4:5 adquire a sabedoria, adquire o entendimento e não te esqueças das palavras da minha boca, nem delas te apartes.

 

 4:6 Não desampares a sabedoria, e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá.

 

 4:7 O princípio da sabedoria é: Adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento.

 

 4:8 Estima-a, e ela te exaltará; se a abraçares, ela te honrará;

 

 4:9 dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.

 

 4:10 Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida.

 

 4:11 No caminho da sabedoria, te ensinei e pelas veredas da retidão te fiz andar.

 

 4:12 Em andando por elas, não se embaraçarão os teus passos; se correres, não tropeçarás.

 

 4:13 Retém a instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida.

 

 4:14 Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus.

 

 4:15 Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo;

 

 4:16 pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono, se não fizerem tropeçar alguém;

 

 4:17 porque comem o pão da impiedade e bebem o vinho das violências.

 

 4:18 Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.

 

 4:19 O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam.

 

 4:20 Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos.

 

 4:21 Não os deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu coração.

 

 4:22 Porque são vida para quem os acha e saúde, para o seu corpo.

 

 4:23 Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.

 

 4:24 Desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade dos lábios.

 

 4:25 Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti.

 

 4:26 Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos.

 

 4:27 Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.

 

5 Advertência contra a lascívia 1-23

 

 5:1 Filho meu, atende a minha sabedoria; à minha inteligência inclina os ouvidos

 

 5:2 para que conserves a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento;

 

 5:3 porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;

 

 5:4 mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes.

 

 5:5 Os seus pés descem à morte; os seus passos conduzem-na ao inferno.

 

 5:6 Ela não pondera a vereda da vida; anda errante nos seus caminhos e não o sabe.

 

 5:7 Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e não te desvies das palavras da minha boca.

 

 5:8 Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa;

 

 5:9 para que não dês a outrem a tua honra, nem os teus anos, a cruéis;

 

 5:10 para que dos teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia;

 

 5:11 e gemas no fim de tua vida, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo,

 

 5:12 e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina!

 

 5:13 E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos!

 

 5:14 Quase que me achei em todo mal que sucedeu no meio da assembléia e da congregação.

 

 5:15 Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço.

 

 5:16 Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas?

 

 5:17 Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo.

 

 5:18 Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,

 

 5:19 corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.

 

 5:20 Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra?

 

 5:21 Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas.

 

 5:22 Quanto ao perverso, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.

 

 5:23 Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia.

 

6 Advertência contra a servir como fiador 1-5

 

 6:1 Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro e se te empenhaste ao estranho,

 

 6:2 estás enredado com o que dizem os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca.

 

 6:3 Agora, pois, faze isto, filho meu, e livra-te, pois caíste nas mãos do teu companheiro: vai, prostra-te e importuna o teu companheiro;

 

 6:4 não dês sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras;

 

 6:5 livra-te, como a gazela, da mão do caçador e, como a ave, da mão do passarinheiro.

 

 6:6 Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio.

 

 6:7 Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante,

 

 6:8 no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento.

 

 6:9 Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?

 

 6:10 Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso,

 

6-11 Advertência contra a preguiça

 

 6:11 assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.

 

12-19 Advertência contra a maldade

 

 6:12 O homem de Belial, o homem vil, é o que anda com a perversidade na boca,

 

 6:13 acena com os olhos, arranha com os pés e faz sinais com os dedos.

 

 6:14 No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas.

 

 6:15 Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente, será quebrantado, sem que haja cura.

 

 6:16 Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina:

 

 6:17 olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,

 

 6:18 coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal,

 

 6:19 testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.

 

20-35 Advertência contra a mulher adúltera

 

 6:20 Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe;

 

 6:21 ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço.

 

 6:22 Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.

 

 6:23 Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida;

 

 6:24 para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia.

 

 6:25 Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender com as suas olhadelas.

 

 6:26 Por uma prostituta o máximo que se paga é um pedaço de pão, mas a adúltera anda à caça de vida preciosa.

 

 6:27 Tomará alguém fogo no seio, sem que as suas vestes se incendeiem?

 

 6:28 Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?

 

 6:29 Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar.

 

 6:30 Não é certo que se despreza o ladrão, quando furta para saciar-se, tendo fome?

 

 6:31 Pois este, quando encontrado, pagará sete vezes tanto; entregará todos os bens de sua casa.

 

 6:32 O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa.

 

 6:33 Achará açoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará.

 

 6:34 Porque o ciúme excita o furor do marido; e não terá compaixão no dia da vingança.

 

 6:35 Não se contentará com o resgate, nem aceitará presentes, ainda que sejam muitos.

 

7 Mais adversidades contra a mulher adúltera 1-27

 

 7:1 Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos.

 

 7:2 Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.

 

 7:3 Ata-os aos dedos, escreve-os na tábua do teu coração.

 

 7:4 Dize à Sabedoria: Tu és minha irmã; e ao Entendimento chama teu parente;

 

 7:5 para te guardarem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com palavras.

 

 7:6 Porque da janela da minha casa, por minhas grades, olhando eu,

 

 7:7 vi entre os simples, descobri entre os jovens um que era carecente de juízo,

 

 7:8 que ia e vinha pela rua junto à esquina da mulher estranha e seguia o caminho da sua casa,

 

 7:9 à tarde do dia, no crepúsculo, na escuridão da noite, nas trevas.

 

 7:10 Eis que a mulher lhe sai ao encontro, com vestes de prostituta e astuta de coração.

 

 7:11 É apaixonada e inquieta, cujos pés não param em casa;

 

 7:12 ora está nas ruas, ora, nas praças, espreitando por todos os cantos.

 

 7:13 Aproximou-se dele, e o beijou, e de cara impudente lhe diz:

 

 7:14 Sacrifícios pacíficos tinha eu de oferecer; paguei hoje os meus votos.

 

 7:15 Por isso, saí ao teu encontro, a buscar-te, e te achei.

 

 7:16 Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores;

 

 7:17 já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo.

 

 7:18 Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores.

 

 7:19 Porque o meu marido não está em casa, saiu de viagem para longe.

 

 7:20 Levou consigo um saquitel de dinheiro; só por volta da lua cheia ele tornará para casa.

 

 7:21 Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou.

 

 7:22 E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede,

 

 7:23 até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.

 

 7:24 Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e sê atento às palavras da minha boca;

 

 7:25 não se desvie o teu coração para os caminhos dela, e não andes perdido nas suas veredas;

 

 7:26 porque a muitos feriu e derribou; e são muitos os que por ela foram mortos.

 

 7:27 A sua casa é caminho para a sepultura e desce para as câmaras da morte.

 

8 A excelência da Sabedoria 1-21

 

 8:1 Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua voz?

 

 8:2 No cimo das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca;

 

 8:3 junto às portas, à entrada da cidade, à entrada das portas está gritando:

 

 8:4 A vós outros, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens.

 

 8:5 Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria.

 

 8:6 Ouvi, pois falarei coisas excelentes; os meus lábios proferirão coisas retas.

 

 8:7 Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade.

 

 8:8 São justas todas as palavras da minha boca; não há nelas nenhuma coisa torta, nem perversa.

 

 8:9 Todas são retas para quem as entende e justas, para os que acham o conhecimento.

 

 8:10 Aceitai o meu ensino, e não a prata, e o conhecimento, antes do que o ouro escolhido.

 

 8:11 Porque melhor é a sabedoria do que jóias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela.

 

 8:12 Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos.

 

 8:13 O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.

 

 8:14 Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria, eu sou o Entendimento, minha é a fortaleza.

 

 8:15 Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça.

 

 8:16 Por meu intermédio, governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra.

 

 8:17 Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham.

 

 8:18 Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça.

 

 8:19 Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado; e o meu rendimento, melhor do que a prata escolhida.

 

 8:20 Ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo,

 

 8:21 para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros.

 

22-36 A eternidade da Sabedoria

 

 8:22 O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas.

 

 8:23 Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra.

 

 8:24 Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas.

 

 8:25 Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci.

 

 8:26 Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo.

 

 8:27 Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;

 

 8:28 quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo;

 

 8:29 quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem os seus limites; quando compunha os fundamentos da terra;

 

 8:30 então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo;

 

 8:31 regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens.

 

 8:32 Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque felizes serão os que guardarem os meus caminhos.

 

 8:33 Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis.

 

 8:34 Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada.

 

 8:35 Porque o que me acha acha a vida e alcança favor do SENHOR.

 

 8:36 Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.

 

9 O banquete da Sabedoria 1-12

 

 9:1 A Sabedoria edificou a sua casa, lavrou as suas sete colunas.

 

 9:2 Carneou os seus animais, misturou o seu vinho e arrumou a sua mesa.

 

 9:3 Já deu ordens às suas criadas e, assim, convida desde as alturas da cidade:

 

 9:4 Quem é simples, volte-se para aqui. Aos faltos de senso diz:

 

 9:5 Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que misturei.

 

 9:6 Deixai os insensatos e vivei; andai pelo caminho do entendimento.

 

 9:7 O que repreende o escarnecedor traz afronta sobre si; e o que censura o perverso a si mesmo se injuria.

 

 9:8 Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e ele te amará.

 

 9:9 Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência.

 

 9:10 O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência.

 

 9:11 Porque por mim se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te acrescentarão.

 

 9:12 Se és sábio, para ti mesmo o és; se és escarnecedor, tu só o suportarás.

 

13-18 O convite da mulher-loucura

 

 9:13 A loucura é mulher apaixonada, é ignorante e não sabe coisa alguma.

 

 9:14 Assenta-se à porta de sua casa, nas alturas da cidade, toma uma cadeira,

 

 9:15 para dizer aos que passam e seguem direito o seu caminho:

 

 9:16 Quem é simples, volte-se para aqui. E aos faltos de senso diz:

 

 9:17 As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável.

 

 9:18 Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno.

 

10 O justo em contraste com o perverso 1-32

1-22.16 Segunda coleção: “Palavras de Salomão”

 

 10:1 Provérbios de Salomão. O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe.

 

 10:2 Os tesouros da impiedade de nada aproveitam, mas a justiça livra da morte.

 

 10:3 O SENHOR não deixa ter fome o justo, mas rechaça a avidez dos perversos.

 

 10:4 O que trabalha com mão remissa empobrece, mas a mão dos diligentes vem a enriquecer-se.

 

 10:5 O que ajunta no verão é filho sábio, mas o que dorme na sega é filho que envergonha.

 

 10:6 Sobre a cabeça do justo há bênçãos, mas na boca dos perversos mora a violência.

 

 10:7 A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos cai em podridão.

 

 10:8 O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato de lábios vem a arruinar-se.

 

 10:9 Quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido.

 

 10:10 O que acena com os olhos traz desgosto, e o insensato de lábios vem a arruinar-se.

 

 10:11 A boca do justo é manancial de vida, mas na boca dos perversos mora a violência.

 

 10:12 O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.

 

 10:13 Nos lábios do prudente, se acha sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de senso.

 

 10:14 Os sábios entesouram o conhecimento, mas a boca do néscio é uma ruína iminente.

 

 10:15 Os bens do rico são a sua cidade forte; a pobreza dos pobres é a sua ruína.

 

 10:16 A obra do justo conduz à vida, e o rendimento do perverso, ao pecado.

 

 10:17 O caminho para a vida é de quem guarda o ensino, mas o que abandona a repreensão anda errado.

 

 10:18 O que retém o ódio é de lábios falsos, e o que difama é insensato.

 

 10:19 No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente.

 

 10:20 Prata escolhida é a língua do justo, mas o coração dos perversos vale mui pouco.

 

 10:21 Os lábios do justo apascentam a muitos, mas, por falta de senso, morrem os tolos.

 

 10:22 A bênção do SENHOR enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto.

 

 10:23 Para o insensato, praticar a maldade é divertimento; para o homem inteligente, o ser sábio.

 

 10:24 Aquilo que teme o perverso, isso lhe sobrevém, mas o anelo dos justos Deus o cumpre.

 

 10:25 Como passa a tempestade, assim desaparece o perverso, mas o justo tem perpétuo fundamento.

 

 10:26 Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.

 

 10:27 O temor do SENHOR prolonga os dias da vida, mas os anos dos perversos serão abreviados.

 

 10:28 A esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos perversos perecerá.

 

 10:29 O caminho do SENHOR é fortaleza para os íntegros, mas ruína aos que praticam a iniqüidade.

 

 10:30 O justo jamais será abalado, mas os perversos não habitarão a terra.

 

 10:31 A boca do justo produz sabedoria, mas a língua da perversidade será desarraigada.

 

 10:32 Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos perversos, somente o mal.

 

11 Cap. 1-31

 

 11:1 Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer.

 

 11:2 Em vindo a soberba, sobrevém a desonra, mas com os humildes está a sabedoria.

 

 11:3 A integridade dos retos os guia; mas, aos pérfidos, a sua mesma falsidade os destrói.

 

 11:4 As riquezas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte.

 

 11:5 A justiça do íntegro endireita o seu caminho, mas pela sua impiedade cai o perverso.

 

 11:6 A justiça dos retos os livrará, mas na sua maldade os pérfidos serão apanhados.

 

 11:7 Morrendo o homem perverso, morre a sua esperança, e a expectação da iniqüidade se desvanece.

 

 11:8 O justo é libertado da angústia, e o perverso a recebe em seu lugar.

 

 11:9 O ímpio, com a boca, destrói o próximo, mas os justos são libertados pelo conhecimento.

 

 11:10 No bem-estar dos justos exulta a cidade, e, perecendo os perversos, há júbilo.

 

 11:11 Pela bênção que os retos suscitam, a cidade se exalta, mas pela boca dos perversos é derribada.

 

 11:12 O que despreza o próximo é falto de senso, mas o homem prudente, este se cala.

 

 11:13 O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre.

 

 11:14 Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança.

 

 11:15 Quem fica por fiador de outrem sofrerá males, mas o que foge de o ser estará seguro.

 

 11:16 A mulher graciosa alcança honra, como os poderosos adquirem riqueza.

 

 11:17 O homem bondoso faz bem a si mesmo, mas o cruel a si mesmo se fere.

 

 11:18 O perverso recebe um salário ilusório, mas o que semeia justiça terá recompensa verdadeira.

 

 11:19 Tão certo como a justiça conduz para a vida, assim o que segue o mal, para a sua morte o faz.

 

 11:20 Abomináveis para o SENHOR são os perversos de coração, mas os que andam em integridade são o seu prazer.

 

 11:21 O mau, é evidente, não ficará sem castigo, mas a geração dos justos é livre.

 

 11:22 Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição.

 

 11:23 O desejo dos justos tende somente para o bem, mas a expectação dos perversos redunda em ira.

 

 11:24 A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda.

 

 11:25 A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado.

 

 11:26 Ao que retém o trigo, o povo o amaldiçoa, mas bênção haverá sobre a cabeça do seu vendedor.

 

 11:27 Quem procura o bem alcança favor, mas ao que corre atrás do mal, este lhe sobrevirá.

 

 11:28 Quem confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem.

 

 11:29 O que perturba a sua casa herda o vento, e o insensato é servo do sábio de coração.

 

 11:30 O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.

 

 11:31 Se o justo é punido na terra, quanto mais o perverso e o pecador!

 

12 Cap. 1-28

 

 12:1 Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido.

 

 12:2 O homem de bem alcança o favor do SENHOR, mas ao homem de perversos desígnios, ele o condena.

 

 12:3 O homem não se estabelece pela perversidade, mas a raiz dos justos não será removida.

 

 12:4 A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como podridão nos seus ossos.

 

 12:5 Os pensamentos do justo são retos, mas os conselhos do perverso, engano.

 

 12:6 As palavras dos perversos são emboscadas para derramar sangue, mas a boca dos retos livra homens.

 

 12:7 Os perversos serão derribados e já não são, mas a casa dos justos permanecerá.

 

 12:8 Segundo o seu entendimento, será louvado o homem, mas o perverso de coração será desprezado.

 

 12:9 Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão.

 

 12:10 O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel.

 

 12:11 O que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso.

 

 12:12 O perverso quer viver do que caçam os maus, mas a raiz dos justos produz o seu fruto.

 

 12:13 Pela transgressão dos lábios o mau se enlaça, mas o justo sairá da angústia.

 

 12:14 Cada um se farta de bem pelo fruto da sua boca, e o que as mãos do homem fizerem ser-lhe-á retribuído.

 

 12:15 O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos.

 

 12:16 A ira do insensato num instante se conhece, mas o prudente oculta a afronta.

 

 12:17 O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a testemunha falsa, a fraude.

 

 12:18 Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina.

 

 12:19 O lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento.

 

 12:20 Há fraude no coração dos que maquinam mal, mas alegria têm os que aconselham a paz.

 

 12:21 Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os perversos, o mal os apanhará em cheio.

 

 12:22 Os lábios mentirosos são abomináveis ao SENHOR, mas os que agem fielmente são o seu prazer.

 

 12:23 O homem prudente oculta o conhecimento, mas o coração dos insensatos proclama a estultícia.

 

 12:24 A mão diligente dominará, mas a remissa será sujeita a trabalhos forçados.

 

 12:25 A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra.

 

 12:26 O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar.

 

 12:27 O preguiçoso não assará a sua caça, mas o bem precioso do homem é ser ele diligente.

 

 12:28 Na vereda da justiça, está a vida, e no caminho da sua carreira não há morte.

 

13 Cap. 1-25

 

 13:1 O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão.

 

 13:2 Do fruto da boca o homem comerá o bem, mas o desejo dos pérfidos é a violência.

 

 13:3 O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína.

 

 13:4 O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta.

 

 13:5 O justo aborrece a palavra de mentira, mas o perverso faz vergonha e se desonra.

 

 13:6 A justiça guarda ao que anda em integridade, mas a malícia subverte ao pecador.

 

 13:7 Uns se dizem ricos sem terem nada; outros se dizem pobres, sendo mui ricos.

 

 13:8 Com as suas riquezas se resgata o homem, mas ao pobre não ocorre ameaça.

 

 13:9 A luz dos justos brilha intensamente, mas a lâmpada dos perversos se apagará.

 

 13:10 Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.

 

 13:11 Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem, mas o que ajunta à força do trabalho terá aumento.

 

 13:12 A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida.

 

 13:13 O que despreza a palavra a ela se apenhora, mas o que teme o mandamento será galardoado.

 

 13:14 O ensino do sábio é fonte de vida, para que se evitem os laços da morte.

 

 13:15 A boa inteligência consegue favor, mas o caminho dos pérfidos é intransitável.

 

 13:16 Todo prudente procede com conhecimento, mas o insensato espraia a sua loucura.

 

 13:17 O mau mensageiro se precipita no mal, mas o embaixador fiel é medicina.

 

 13:18 Pobreza e afronta sobrevêm ao que rejeita a instrução, mas o que guarda a repreensão será honrado.

 

 13:19 O desejo que se cumpre agrada a alma, mas apartar-se do mal é abominável para os insensatos.

 

 13:20 Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau.

 

 13:21 A desventura persegue os pecadores, mas os justos serão galardoados com o bem.

 

 13:22 O homem de bem deixa herança aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo.

 

 13:23 A terra virgem dos pobres dá mantimento em abundância, mas a falta de justiça o dissipa.

 

 13:24 O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.

 

 13:25 O justo tem o bastante para satisfazer o seu apetite, mas o estômago dos perversos passa fome.

 

14 Cap. 1-35

 

 14:1 A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.

 

 14:2 O que anda na retidão teme ao SENHOR, mas o que anda em caminhos tortuosos, esse o despreza.

 

 14:3 Está na boca do insensato a vara para a sua própria soberba, mas os lábios do prudente o preservarão.

 

 14:4 Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheitas.

 

 14:5 A testemunha verdadeira não mente, mas a falsa se desboca em mentiras.

 

 14:6 O escarnecedor procura a sabedoria e não a encontra, mas para o prudente o conhecimento é fácil.

 

 14:7 Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento.

 

 14:8 A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora.

 

 14:9 Os loucos zombam do pecado, mas entre os retos há boa vontade.

 

 14:10 O coração conhece a sua própria amargura, e da sua alegria não participará o estranho.

 

 14:11 A casa dos perversos será destruída, mas a tenda dos retos florescerá.

 

 14:12 Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.

 

 14:13 Até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é tristeza.

 

 14:14 O infiel de coração dos seus próprios caminhos se farta, como do seu próprio proceder, o homem de bem.

 

 14:15 O simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.

 

 14:16 O sábio é cauteloso e desvia-se do mal, mas o insensato encoleriza-se e dá-se por seguro.

 

 14:17 O que presto se ira faz loucuras, e o homem de maus desígnios é odiado.

 

 14:18 Os simples herdam a estultícia, mas os prudentes se coroam de conhecimento.

 

 14:19 Os maus inclinam-se perante a face dos bons, e os perversos, junto às portas do justo.

 

 14:20 O pobre é odiado até do vizinho, mas o rico tem muitos amigos.

 

 14:21 O que despreza ao seu vizinho peca, mas o que se compadece dos pobres é feliz.

 

 14:22 Acaso, não erram os que maquinam o mal? Mas amor e fidelidade haverá para os que planejam o bem.

 

 14:23 Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, levam à penúria.

 

 14:24 Aos sábios a riqueza é coroa, mas a estultícia dos insensatos não passa de estultícia.

 

 14:25 A testemunha verdadeira livra almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador.

 

 14:26 No temor do SENHOR, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos.

 

 14:27 O temor do SENHOR é fonte de vida para evitar os laços da morte.

 

 14:28 Na multidão do povo, está a glória do rei, mas, na falta de povo, a ruína do príncipe.

 

 14:29 O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura.

 

 14:30 O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos.

 

 14:31 O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado.

 

 14:32 Pela sua malícia é derribado o perverso, mas o justo, ainda morrendo, tem esperança.

 

 14:33 No coração do prudente, repousa a sabedoria, mas o que há no interior dos insensatos vem a lume.

 

 14:34 A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos.

 

 14:35 O servo prudente goza do favor do rei, mas o que procede indignamente é objeto do seu furor.

 

15 Cap. 1-33

 

 15:1 A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.

 

 15:2 A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia.

 

 15:3 Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.

 

 15:4 A língua serena é árvore de vida, mas a perversa quebranta o espírito.

 

 15:5 O insensato despreza a instrução de seu pai, mas o que atende à repreensão consegue a prudência.

 

 15:6 Na casa do justo há grande tesouro, mas na renda dos perversos há perturbação.

 

 15:7 A língua dos sábios derrama o conhecimento, mas o coração dos insensatos não procede assim.

 

 15:8 O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento.

 

 15:9 O caminho do perverso é abominação ao SENHOR, mas este ama o que segue a justiça.

 

 15:10 Disciplina rigorosa há para o que deixa a vereda, e o que odeia a repreensão morrerá.

 

 15:11 O além e o abismo estão descobertos perante o SENHOR; quanto mais o coração dos filhos dos homens!

 

 15:12 O escarnecedor não ama àquele que o repreende, nem se chegará para os sábios.

 

 15:13 O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate.

 

 15:14 O coração sábio procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos se apascenta de estultícia.

 

 15:15 Todos os dias do aflito são maus, mas a alegria do coração é banquete contínuo.

 

 15:16 Melhor é o pouco, havendo o temor do SENHOR, do que grande tesouro onde há inquietação.

 

 15:17 Melhor é um prato de hortaliças onde há amor do que o boi cevado e, com ele, o ódio.

 

 15:18 O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta.

 

 15:19 O caminho do preguiçoso é como que cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é plana.

 

 15:20 O filho sábio alegra a seu pai, mas o homem insensato despreza a sua mãe.

 

 15:21 A estultícia é alegria para o que carece de entendimento, mas o homem sábio anda retamente.

 

 15:22 Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito.

 

 15:23 O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!

 

 15:24 Para o sábio há o caminho da vida que o leva para cima, a fim de evitar o inferno, embaixo.

 

 15:25 O SENHOR deita por terra a casa dos soberbos; contudo, mantém a herança da viúva.

 

 15:26 Abomináveis são para o SENHOR os desígnios do mau, mas as palavras bondosas lhe são aprazíveis.

 

 15:27 O que é ávido por lucro desonesto transtorna a sua casa, mas o que odeia o suborno, esse viverá.

 

 15:28 O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos perversos transborda maldades.

 

 15:29 O SENHOR está longe dos perversos, mas atende à oração dos justos.

 

 15:30 O olhar de amigo alegra ao coração; as boas-novas fortalecem até os ossos.

 

 15:31 Os ouvidos que atendem à repreensão salutar no meio dos sábios têm a sua morada.

 

 15:32 O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento.

 

 15:33 O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra.

 

16 Cap. 1-33

 

 16:1 O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR.

 

 16:2 Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito.

 

 16:3 Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.

 

 16:4 O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade.

 

 16:5 Abominável é ao SENHOR todo arrogante de coração; é evidente que não ficará impune.

 

 16:6 Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal.

 

 16:7 Sendo o caminho dos homens agradável ao SENHOR, este reconcilia com eles os seus inimigos.

 

 16:8 Melhor é o pouco, havendo justiça, do que grandes rendimentos com injustiça.

 

 16:9 O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.

 

 16:10 Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas; no julgar não transgrida, pois, a sua boca.

 

 16:11 Peso e balança justos pertencem ao SENHOR; obra sua são todos os pesos da bolsa.

 

 16:12 A prática da impiedade é abominável para os reis, porque com justiça se estabelece o trono.

 

 16:13 Os lábios justos são o contentamento do rei, e ele ama o que fala coisas retas.

 

 16:14 O furor do rei são uns mensageiros de morte, mas o homem sábio o apazigua.

 

 16:15 O semblante alegre do rei significa vida, e a sua benevolência é como a nuvem que traz chuva serôdia.

 

 16:16 Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!

 

 16:17 O caminho dos retos é desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma.

 

 16:18 A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.

 

 16:19 Melhor é ser humilde de espírito com os humildes do que repartir o despojo com os soberbos.

 

 16:20 O que atenta para o ensino acha o bem, e o que confia no SENHOR, esse é feliz.

 

 16:21 O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber.

 

 16:22 O entendimento, para aqueles que o possuem, é fonte de vida; mas, para o insensato, a sua estultícia lhe é castigo.

 

 16:23 O coração do sábio é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios.

 

 16:24 Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo.

 

 16:25 Há caminho que parece direito ao homem, mas afinal são caminhos de morte.

 

 16:26 A fome do trabalhador o faz trabalhar, porque a sua boca a isso o incita.

 

 16:27 O homem depravado cava o mal, e nos seus lábios há como que fogo ardente.

 

 16:28 O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos.

 

 16:29 O homem violento alicia o seu companheiro e guia-o por um caminho que não é bom.

 

 16:30 Quem fecha os olhos imagina o mal, e, quando morde os lábios, o executa.

 

 16:31 Coroa de honra são as cãs, quando se acham no caminho da justiça.

 

 16:32 Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.

 

 16:33 A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda decisão.

 

17 Cap. 1-28

           

 17:1 Melhor é um bocado seco e tranqüilidade do que a casa farta de carnes e contendas.

 

 17:2 O escravo prudente dominará sobre o filho que causa vergonha e, entre os irmãos, terá parte na herança.

 

 17:3 O crisol prova a prata, e o forno, o ouro; mas aos corações prova o SENHOR.

 

 17:4 O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna.

 

 17:5 O que escarnece do pobre insulta ao que o criou; o que se alegra da calamidade não ficará impune.

 

 17:6 Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são os pais.

 

 17:7 Ao insensato não convém a palavra excelente; quanto menos ao príncipe, o lábio mentiroso!

 

 17:8 Pedra mágica é o suborno aos olhos de quem o dá, e para onde quer que se volte terá seu proveito.

 

 17:9 O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos.

 

 17:10 Mais fundo entra a repreensão no prudente do que cem açoites no insensato.

 

 17:11 O rebelde não busca senão o mal; por isso, mensageiro cruel se enviará contra ele.

 

 17:12 Melhor é encontrar-se uma ursa roubada dos filhos do que o insensato na sua estultícia.

 

 17:13 Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa.

 

 17:14 Como o abrir-se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois, antes que haja rixas.

 

 17:15 O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o SENHOR, tanto um como o outro.

 

 17:16 De que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento?

 

 17:17 Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.

 

 17:18 O homem falto de entendimento compromete-se, ficando por fiador do seu próximo.

 

 17:19 O que ama a contenda ama o pecado; o que faz alta a sua porta facilita a própria queda.

 

 17:20 O perverso de coração jamais achará o bem; e o que tem a língua dobre vem a cair no mal.

 

 17:21 O filho estulto é tristeza para o pai, e o pai do insensato não se alegra.

 

 17:22 O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.

 

 17:23 O perverso aceita suborno secretamente, para perverter as veredas da justiça.

 

 17:24 A sabedoria é o alvo do inteligente, mas os olhos do insensato vagam pelas extremidades da terra.

 

 17:25 O filho insensato é tristeza para o pai e amargura para quem o deu à luz.

 

 17:26 Não é bom punir ao justo; é contra todo direito ferir ao príncipe.

 

 17:27 Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência.

 

 17:28 Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio.

 

18 Cap. 1-24

 

 18:1 O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria.

 

 18:2 O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior.

 

 18:3 Vindo a perversidade, vem também o desprezo; e, com a ignomínia, a vergonha.

 

 18:4 Águas profundas são as palavras da boca do homem, e a fonte da sabedoria, ribeiros transbordantes.

 

 18:5 Não é bom ser parcial com o perverso, para torcer o direito contra os justos.

 

 18:6 Os lábios do insensato entram na contenda, e por açoites brada a sua boca.

 

 18:7 A boca do insensato é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma.

 

 18:8 As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre.

 

 18:9 Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador.

 

 18:10 Torre forte é o nome do SENHOR, à qual o justo se acolhe e está seguro.

 

 18:11 Os bens do rico lhe são cidade forte e, segundo imagina, uma alta muralha.

 

 18:12 Antes da ruína, gaba-se o coração do homem, e diante da honra vai a humildade.

 

 18:13 Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.

 

 18:14 O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar?

 

 18:15 O coração do sábio adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios procura o saber.

 

 18:16 O presente que o homem faz alarga-lhe o caminho e leva-o perante os grandes.

 

 18:17 O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina.

 

 18:18 Pelo lançar da sorte, cessam os pleitos, e se decide a causa entre os poderosos.

 

 18:19 O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza; suas contendas são ferrolhos de um castelo.

 

 18:20 Do fruto da boca o coração se farta, do que produzem os lábios se satisfaz.

 

 18:21 A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.

 

 18:22 O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR.

 

 18:23 O pobre fala com súplicas, porém o rico responde com durezas.

 

 18:24 O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão.

 

19 Cap. 1-29

 

 19:1 Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de lábios e tolo.

 

 19:2 Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado.

 

 19:3 A estultícia do homem perverte o seu caminho, mas é contra o SENHOR que o seu coração se ira.

 

 19:4 As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa.

 

 19:5 A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa.

 

 19:6 Ao generoso, muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes.

 

 19:7 Se os irmãos do pobre o aborrecem, quanto mais se afastarão dele os seus amigos! Corre após eles com súplicas, mas não os alcança.

 

 19:8 O que adquire entendimento ama a sua alma; o que conserva a inteligência acha o bem.

 

 19:9 A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras perece.

 

 19:10 Ao insensato não convém a vida regalada, quanto menos ao escravo dominar os príncipes!

 

 19:11 A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.

 

 19:12 Como o bramido do leão, assim é a indignação do rei; mas seu favor é como o orvalho sobre a erva.

 

 19:13 O filho insensato é a desgraça do pai, e um gotejar contínuo, as contenções da esposa.

 

 19:14 A casa e os bens vêm como herança dos pais; mas do SENHOR, a esposa prudente.

 

 19:15 A preguiça faz cair em profundo sono, e o ocioso vem a padecer fome.

 

 19:16 O que guarda o mandamento guarda a sua alma; mas o que despreza os seus caminhos, esse morre.

 

 19:17 Quem se compadece do pobre ao SENHOR empresta, e este lhe paga o seu benefício.

 

 19:18 Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.

 

 19:19 Homem de grande ira tem de sofrer o dano; porque, se tu o livrares, virás ainda a fazê-lo de novo.

 

 19:20 Ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir.

 

 19:21 Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do SENHOR permanecerá.

 

 19:22 O que torna agradável o homem é a sua misericórdia; o pobre é preferível ao mentiroso.

 

 19:23 O temor do SENHOR conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará.

 

 19:24 O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.

 

 19:25 Quando ferires ao escarnecedor, o simples aprenderá a prudência; repreende ao sábio, e crescerá em conhecimento.

 

 19:26 O que maltrata a seu pai ou manda embora a sua mãe filho é que envergonha e desonra.

 

 19:27 Filho meu, se deixas de ouvir a instrução, desviar-te-ás das palavras do conhecimento.

 

 19:28 A testemunha de Belial escarnece da justiça, e a boca dos perversos devora a iniqüidade.

 

 19:29 Preparados estão os juízos para os escarnecedores e os açoites, para as costas dos insensatos.

 

20 Cap. 1-30

 

 20:1 O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio.

 

 20:2 Como o bramido do leão, é o terror do rei; o que lhe provoca a ira peca contra a sua própria vida.

 

 20:3 Honroso é para o homem o desviar-se de contendas, mas todo insensato se mete em rixas.

 

 20:4 O preguiçoso não lavra por causa do inverno, pelo que, na sega, procura e nada encontra.

 

 20:5 Como águas profundas, são os propósitos do coração do homem, mas o homem de inteligência sabe descobri-los.

 

 20:6 Muitos proclamam a sua própria benignidade; mas o homem fidedigno, quem o achará?

 

 20:7 O justo anda na sua integridade; felizes lhe são os filhos depois dele.

 

 20:8 Assentando-se o rei no trono do juízo, com os seus olhos dissipa todo mal.

 

 20:9 Quem pode dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou do meu pecado?

 

 20:10 Dois pesos e duas medidas, uns e outras são abomináveis ao SENHOR.

 

 20:11 Até a criança se dá a conhecer pelas suas ações, se o que faz é puro e reto.

 

 20:12 O ouvido que ouve e o olho que vê, o SENHOR os fez, tanto um como o outro.

 

 20:13 Não ames o sono, para que não empobreças; abre os olhos e te fartarás do teu próprio pão.

 

 20:14 Nada vale, nada vale, diz o comprador, mas, indo-se, então, se gaba.

 

 20:15 Há ouro e abundância de pérolas, mas os lábios instruídos são jóia preciosa.

 

 20:16 Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por estrangeiros.

 

 20:17 Suave é ao homem o pão ganho por fraude, mas, depois, a sua boca se encherá de pedrinhas de areia.

 

 20:18 Os planos mediante os conselhos têm bom êxito; faze a guerra com prudência.

 

 20:19 O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios.

 

 20:20 A quem amaldiçoa a seu pai ou a sua mãe, apagar-se-lhe-á a lâmpada nas mais densas trevas.

 

 20:21 A posse antecipada de uma herança no fim não será abençoada.

 

 20:22 Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo SENHOR, e ele te livrará.

 

 20:23 Dois pesos são coisa abominável ao SENHOR, e balança enganosa não é boa.

 

 20:24 Os passos do homem são dirigidos pelo SENHOR; como, pois, poderá o homem entender o seu caminho?

 

 20:25 Laço é para o homem o dizer precipitadamente: É santo! E só refletir depois de fazer o voto.

 

 20:26 O rei sábio joeira os perversos e faz passar sobre eles a roda.

 

 20:27 O espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo.

 

 20:28 Amor e fidelidade preservam o rei, e com benignidade sustém ele o seu trono.

 

 20:29 O ornato dos jovens é a sua força, e a beleza dos velhos, as suas cãs.

 

 20:30 Os vergões das feridas purificam do mal, e os açoites, o mais íntimo do corpo.

 

21 Cap. 1-31

 

 21:1 Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; este, segundo o seu querer, o inclina.

 

 21:2 Todo caminho do homem é reto aos seus próprios olhos, mas o SENHOR sonda os corações.

 

 21:3 Exercitar justiça e juízo é mais aceitável ao SENHOR do que sacrifício.

 

 21:4 Olhar altivo e coração orgulhoso, a lâmpada dos perversos, são pecado.

 

 21:5 Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza.

 

 21:6 Trabalhar por adquirir tesouro com língua falsa é vaidade e laço mortal.

 

 21:7 A violência dos perversos os arrebata, porque recusam praticar a justiça.

 

 21:8 Tortuoso é o caminho do homem carregado de culpa, mas reto, o proceder do honesto.

 

 21:9 Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.

 

 21:10 A alma do perverso deseja o mal; nem o seu vizinho recebe dele compaixão.

 

 21:11 Quando o escarnecedor é castigado, o simples se torna sábio; e, quando o sábio é instruído, recebe o conhecimento.

 

 21:12 O Justo considera a casa dos perversos e os arrasta para o mal.

 

 21:13 O que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido.

 

 21:14 O presente que se dá em segredo abate a ira, e a dádiva em sigilo, uma forte indignação.

 

 21:15 Praticar a justiça é alegria para o justo, mas espanto, para os que praticam a iniqüidade.

 

 21:16 O homem que se desvia do caminho do entendimento na congregação dos mortos repousará.

 

 21:17 Quem ama os prazeres empobrecerá, quem ama o vinho e o azeite jamais enriquecerá.

 

 21:18 O perverso serve de resgate para o justo; e, para os retos, o pérfido.

 

 21:19 Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda.

 

 21:20 Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato os desperdiça.

 

 21:21 O que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra.

 

 21:22 O sábio escala a cidade dos valentes e derriba a fortaleza em que ela confia.

 

 21:23 O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias.

 

 21:24 Quanto ao soberbo e presumido, zombador é seu nome; procede com indignação e arrogância.

 

 21:25 O preguiçoso morre desejando, porque as suas mãos recusam trabalhar.

 

 21:26 O cobiçoso cobiça todo o dia, mas o justo dá e nada retém.

 

 21:27 O sacrifício dos perversos já é abominação; quanto mais oferecendo-o com intenção maligna!

 

 21:28 A testemunha falsa perecerá, mas a auricular falará sem ser contestada.

 

 21:29 O homem perverso mostra dureza no rosto, mas o reto considera o seu caminho.

 

 21:30 Não há sabedoria, nem inteligência, nem mesmo conselho contra o SENHOR.

 

 21:31 O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do SENHOR.

 

22 Cap. 1-16

 

 22:1 Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.

 

 22:2 O rico e o pobre se encontram; a um e a outro faz o SENHOR.

 

 22:3 O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.

 

 22:4 O galardão da humildade e o temor do SENHOR são riquezas, e honra, e vida.

 

 22:5 Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe deles.

 

 22:6 Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.

 

 22:7 O rico domina sobre o pobre, e o que toma emprestado é servo do que empresta.

 

 22:8 O que semeia a injustiça segará males; e a vara da sua indignação falhará.

 

 22:9 O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre.

 

 22:10 Lança fora o escarnecedor, e com ele se irá a contenda; cessarão as demandas e a ignomínia.

 

 22:11 O que ama a pureza do coração e é grácil no falar terá por amigo o rei.

 

 22:12 Os olhos do SENHOR conservam aquele que tem conhecimento, mas as palavras do iníquo ele transtornará.

 

 22:13 Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas.

 

 22:14 Cova profunda é a boca da mulher estranha; aquele contra quem o SENHOR se irar cairá nela.

 

 22:15 A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.

 

 22:16 O que oprime ao pobre para enriquecer a si ou o que dá ao rico certamente empobrecerá.

 

17-29 Preceitos e admoestações dos sábios

17-2422 Terceira coleção: “Palavras do sábio”

 

 22:17 Inclina o ouvido, e ouve as palavras dos sábios, e aplica o coração ao meu conhecimento.

 

 22:18 Porque é coisa agradável os guardares no teu coração e os aplicares todos aos teus lábios.

 

 22:19 Para que a tua confiança esteja no SENHOR, quero dar-te hoje a instrução, a ti mesmo.

 

 22:20 Porventura, não te escrevi excelentes coisas acerca de conselhos e conhecimentos,

 

 22:21 para mostrar-te a certeza das palavras da verdade, a fim de que possas responder claramente aos que te enviarem?

 

 22:22 Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem oprimas em juízo ao aflito,

 

 22:23 porque o SENHOR defenderá a causa deles e tirará a vida aos que os despojam.

 

 22:24 Não te associes com o iracundo, nem andes com o homem colérico,

 

 22:25 para que não aprendas as suas veredas e, assim, enlaces a tua alma.

 

 22:26 Não estejas entre os que se comprometem e ficam por fiadores de dívidas,

 

 22:27 pois, se não tens com que pagar, por que arriscas perder a cama de debaixo de ti?

 

 22:28 Não removas os marcos antigos que puseram teus pais.

 

 22:29 Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe.

 

23 Cap. 1-35

 

 23:1 Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para aquele que está diante de ti;

 

 23:2 mete uma faca à tua garganta, se és homem glutão.

 

 23:3 Não cobices os seus delicados manjares, porque são comidas enganadoras.

 

 23:4 Não te fatigues para seres rico; não apliques nisso a tua inteligência.

 

 23:5 Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? Pois, certamente, a riqueza fará para si asas, como a águia que voa pelos céus.

 

 23:6 Não comas o pão do invejoso, nem cobices os seus delicados manjares.

 

 23:7 Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.

 

 23:8 Vomitarás o bocado que comeste e perderás as tuas suaves palavras.

 

 23:9 Não fales aos ouvidos do insensato, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.

 

 23:10 Não removas os marcos antigos, nem entres nos campos dos órfãos,

 

 23:11 porque o seu Vingador é forte e lhes pleiteará a causa contra ti.

 

 23:12 Aplica o coração ao ensino e os ouvidos às palavras do conhecimento.

 

 23:13 Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá.

 

 23:14 Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.

 

 23:15 Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu;

 

 23:16 exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas retas.

 

 23:17 Não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, no temor do SENHOR perseverarás todo dia.

 

 23:18 Porque deveras haverá bom futuro; não será frustrada a tua esperança.

 

 23:19 Ouve, filho meu, e sê sábio; guia retamente no caminho o teu coração.

 

 23:20 Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne.

 

 23:21 Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem.

 

 23:22 Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer.

 

 23:23 Compra a verdade e não a vendas; compra a sabedoria, a instrução e o entendimento.

 

 23:24 Grandemente se regozijará o pai do justo, e quem gerar a um sábio nele se alegrará.

 

 23:25 Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te deu à luz.

 

 23:26 Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.

 

 23:27 Pois cova profunda é a prostituta, poço estreito, a alheia.

 

 23:28 Ela, como salteador, se põe a espreitar e multiplica entre os homens os infiéis.

 

 23:29 Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos?

 

 23:30 Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.

 

 23:31 Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.

 

 23:32 Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.

 

 23:33 Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.

 

 23:34 Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro

 

 23:35 e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber.

 

24 Cap. 1-22

 

 24:1 Não tenhas inveja dos homens malignos, nem queiras estar com eles,

 

 24:2 porque o seu coração maquina violência, e os seus lábios falam para o mal.

 

 24:3 Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma;

 

 24:4 pelo conhecimento se encherão as câmaras de toda sorte de bens, preciosos e deleitáveis.

 

 24:5 Mais poder tem o sábio do que o forte, e o homem de conhecimento, mais do que o robusto.

 

 24:6 Com medidas de prudência farás a guerra; na multidão de conselheiros está a vitória.

 

 24:7 A sabedoria é alta demais para o insensato; no juízo, a sua boca não terá palavra.

 

 24:8 Ao que cuida em fazer o mal, mestre de intrigas lhe chamarão.

 

 24:9 Os desígnios do insensato são pecado, e o escarnecedor é abominável aos homens.

 

 24:10 Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena.

 

 24:11 Livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que cambaleiam indo para serem mortos.

 

 24:12 Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?

 

 24:13 Filho meu, saboreia o mel, porque é saudável, e o favo, porque é doce ao teu paladar.

 

 24:14 Então, sabe que assim é a sabedoria para a tua alma; se a achares, haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança.

 

 24:15 Não te ponhas de emboscada, ó perverso, contra a habitação do justo, nem assoles o lugar do seu repouso,

 

 24:16 porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos são derribados pela calamidade.

 

 24:17 Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e não se regozije o teu coração quando ele tropeçar;

 

 24:18 para que o SENHOR não veja isso, e lhe desagrade, e desvie dele a sua ira.

 

 24:19 Não te aflijas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos perversos,

 

 24:20 porque o maligno não terá bom futuro, e a lâmpada dos perversos se apagará.

 

 24:21 Teme ao SENHOR, filho meu, e ao rei e não te associes com os revoltosos.

 

 24:22 Porque de repente levantará a sua perdição, e a ruína que virá daqueles dois, quem a conhecerá?

 

23-34 Quarta coleção: “Provérbios dos sábios”

 

 24:23 São também estes provérbios dos sábios. Parcialidade no julgar não é bom.

 

 24:24 O que disser ao perverso: Tu és justo; pelo povo será maldito e detestado pelas nações.

 

 24:25 Mas os que o repreenderem se acharão bem, e sobre eles virão grandes bênçãos.

 

 24:26 Como beijo nos lábios, é a resposta com palavras retas.

 

 24:27 Cuida dos teus negócios lá fora, apronta a lavoura no campo e, depois, edifica a tua casa.

 

 24:28 Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo, nem o enganes com os teus lábios.

 

 24:29 Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.

 

 24:30 Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento;

 

 24:31 eis que tudo estava cheio de espinhos, a sua superfície, coberta de urtigas, e o seu muro de pedra, em ruínas.

 

 24:32 Tendo-o visto, considerei; vi e recebi a instrução.

 

 24:33 Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso,

 

 24:34 assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.

 

25 Símiles e lições morais 1-28

1-29.27 Quinta coleção: “Provérbios de Salomão”

 

 25:1 São também estes provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.

 

 25:2 A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las.

 

 25:3 Como a altura dos céus e a profundeza da terra, assim o coração dos reis é insondável.

 

 25:4 Tira da prata a escória, e sairá vaso para o ourives;

 

 25:5 tira o perverso da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça.

 

 25:6 Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no meio dos grandes;

 

 25:7 porque melhor é que te digam: Sobe para aqui!, do que seres humilhado diante do príncipe. A respeito do que os teus olhos viram,

 

 25:8 não te apresses a litigar, pois, ao fim, que farás, quando o teu próximo te puser em apuros?

 

 25:9 Pleiteia a tua causa diretamente com o teu próximo e não descubras o segredo de outrem;

 

 25:10 para que não te vitupere aquele que te ouvir, e não se te apegue a tua infâmia.

 

 25:11 Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.

 

 25:12 Como pendentes e jóias de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.

 

 25:13 Como o frescor de neve no tempo da ceifa, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam, porque refrigera a alma dos seus senhores.

 

 25:14 Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não fez.

 

 25:15 A longanimidade persuade o príncipe, e a língua branda esmaga ossos.

 

 25:16 Achaste mel? Come apenas o que te basta, para que não te fartes dele e venhas a vomitá-lo.

 

 25:17 Não sejas freqüente na casa do teu próximo, para que não se enfade de ti e te aborreça.

 

 25:18 Maça, espada e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo.

 

 25:19 Como dente quebrado e pé sem firmeza, assim é a confiança no desleal, no tempo da angústia.

 

 25:20 Como quem se despe num dia de frio e como vinagre sobre feridas, assim é o que entoa canções junto ao coração aflito.

 

 25:21 Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber,

 

 25:22 porque assim amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça, e o SENHOR te retribuirá.

 

 25:23 O vento norte traz chuva, e a língua fingida, o rosto irado.

 

 25:24 Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.

 

 25:25 Como água fria para o sedento, tais são as boas-novas vindas de um país remoto.

 

 25:26 Como fonte que foi turvada e manancial corrupto, assim é o justo que cede ao perverso.

 

 25:27 Comer muito mel não é bom; assim, procurar a própria honra não é honra.

 

 25:28 Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.

 

26 Cap. 1-28

 

 26:1 Como a neve no verão e como a chuva na ceifa, assim, a honra não convém ao insensato.

 

 26:2 Como o pássaro que foge, como a andorinha no seu vôo, assim, a maldição sem causa não se cumpre.

 

 26:3 O açoite é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas dos insensatos.

 

 26:4 Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele.

 

 26:5 Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos.

 

 26:6 Os pés corta e o dano sofre quem manda mensagens por intermédio do insensato.

 

 26:7 As pernas do coxo pendem bambas; assim é o provérbio na boca dos insensatos.

 

 26:8 Como o que atira pedra preciosa num montão de ruínas, assim é o que dá honra ao insensato.

 

 26:9 Como galho de espinhos na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos insensatos.

 

 26:10 Como um flecheiro que a todos fere, assim é o que assalaria os insensatos e os transgressores.

 

 26:11 Como o cão que torna ao seu vômito, assim é o insensato que reitera a sua estultícia.

 

 26:12 Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele.

 

 26:13 Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas.

 

 26:14 Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim, o preguiçoso, no seu leito.

 

 26:15 O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.

 

 26:16 Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que sabem responder bem.

 

 26:17 Quem se mete em questão alheia é como aquele que toma pelas orelhas um cão que passa.

 

 26:18 Como o louco que lança fogo, flechas e morte,

 

 26:19 assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira.

 

 26:20 Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda.

 

 26:21 Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.

 

 26:22 As palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre.

 

 26:23 Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno.

 

 26:24 Aquele que aborrece dissimula com os lábios, mas no íntimo encobre o engano;

 

 26:25 quando te falar suavemente, não te fies nele, porque sete abominações há no seu coração.

 

 26:26 Ainda que o seu ódio se encobre com engano, a sua malícia se descobrirá publicamente.

 

 26:27 Quem abre uma cova nela cairá; e a pedra rolará sobre quem a revolve.

 

 26:28 A língua falsa aborrece a quem feriu, e a boca lisonjeira é causa de ruína.

 

27 Cap. 1-27

 

 27:1 Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz.

 

 27:2 Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios.

 

 27:3 Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra.

 

 27:4 Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja?

 

 27:5 Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto.

 

 27:6 Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos.

 

 27:7 A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce.

 

 27:8 Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lar.

 

 27:9 Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial.

 

 27:10 Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade. Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe.

 

 27:11 Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que eu saiba responder àqueles que me afrontam.

 

 27:12 O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.

 

 27:13 Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por mulher estranha.

 

 27:14 O que bendiz ao seu vizinho em alta voz, logo de manhã, por maldição lhe atribuem o que faz.

 

 27:15 O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes;

 

 27:16 contê-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão.

 

 27:17 Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.

 

 27:18 O que trata da figueira comerá do seu fruto; e o que cuida do seu senhor será honrado.

 

 27:19 Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem.

 

 27:20 O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.

 

 27:21 Como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, assim, o homem é provado pelos louvores que recebe.

 

 27:22 Ainda que pises o insensato com mão de gral entre grãos pilados de cevada, não se vai dele a sua estultícia.

 

 27:23 Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos,

 

 27:24 porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração.

 

 27:25 Quando, removido o feno, aparecerem os renovos e se recolherem as ervas dos montes,

 

 27:26 então, os cordeiros te darão as vestes, os bodes, o preço do campo,

 

 27:27 e as cabras, leite em abundância para teu alimento, para alimento da tua casa e para sustento das tuas servas.

 

28 Provérbios antitéticos 1-28

 

 28:1 Fogem os perversos, sem que ninguém os persiga; mas o justo é intrépido como o leão.

 

 28:2 Por causa da transgressão da terra, mudam-se freqüentemente os príncipes, mas por um, sábio e prudente, se faz estável a sua ordem.

 

 28:3 O homem pobre que oprime os pobres é como chuva que a tudo arrasta e não deixa trigo.

 

 28:4 Os que desamparam a lei louvam o perverso, mas os que guardam a lei se indignam contra ele.

 

 28:5 Os homens maus não entendem o que é justo, mas os que buscam o SENHOR entendem tudo.

 

 28:6 Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso, nos seus caminhos, ainda que seja rico.

 

 28:7 O que guarda a lei é filho prudente, mas o companheiro de libertinos envergonha a seu pai.

 

 28:8 O que aumenta os seus bens com juros e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre.

 

 28:9 O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.

 

 28:10 O que desvia os retos para o mau caminho, ele mesmo cairá na cova que fez, mas os íntegros herdarão o bem.

 

 28:11 O homem rico é sábio aos seus próprios olhos; mas o pobre que é sábio sabe sondá-lo.

 

 28:12 Quando triunfam os justos, há grande festividade; quando, porém, sobem os perversos, os homens se escondem.

 

 28:13 O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.

 

 28:14 Feliz o homem constante no temor de Deus; mas o que endurece o coração cairá no mal.

 

 28:15 Como leão que ruge e urso que ataca, assim é o perverso que domina sobre um povo pobre.

 

 28:16 O príncipe falto de inteligência multiplica as opressões, mas o que aborrece a avareza viverá muitos anos.

 

 28:17 O homem carregado do sangue de outrem fugirá até à cova; ninguém o detenha.

 

 28:18 O que anda em integridade será salvo, mas o perverso em seus caminhos cairá logo.

 

 28:19 O que lavra a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que se ajunta a vadios se fartará de pobreza.

 

 28:20 O homem fiel será cumulado de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não passará sem castigo.

 

 28:21 Parcialidade não é bom, porque até por um bocado de pão o homem prevaricará.

 

 28:22 Aquele que tem olhos invejosos corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a penúria.

 

 28:23 O que repreende ao homem achará, depois, mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua.

 

 28:24 O que rouba a seu pai ou a sua mãe e diz: Não é pecado, companheiro é do destruidor.

 

 28:25 O cobiçoso levanta contendas, mas o que confia no SENHOR prosperará.

 

 28:26 O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo.

 

 28:27 O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os olhos será cumulado de maldições.

 

 28:28 Quando sobem os perversos, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam.

 

29 Cap. 1-27

 

 29:1 O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.

 

 29:2 Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira.

 

 29:3 O homem que ama a sabedoria alegra a seu pai, mas o companheiro de prostitutas desperdiça os bens.

 

 29:4 O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna.

 

 29:5 O homem que lisonjeia a seu próximo arma-lhe uma rede aos passos.

 

 29:6 Na transgressão do homem mau, há laço, mas o justo canta e se regozija.

 

 29:7 Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber.

 

 29:8 Os homens escarnecedores alvoroçam a cidade, mas os sábios desviam a ira.

 

 29:9 Se o homem sábio discute com o insensato, quer este se encolerize, quer se ria, não haverá fim.

 

 29:10 Os sanguinários aborrecem o íntegro, ao passo que, quanto aos retos, procuram tirar-lhes a vida.

 

 29:11 O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime.

 

 29:12 Se o governador dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos.

 

 29:13 O pobre e o seu opressor se encontram, mas é o SENHOR quem dá luz aos olhos de ambos.

 

 29:14 O rei que julga os pobres com eqüidade firmará o seu trono para sempre.

 

 29:15 A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.

 

 29:16 Quando os perversos se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os justos verão a ruína deles.

 

 29:17 Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma.

 

 29:18 Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.

 

 29:19 O servo não se emendará com palavras, porque, ainda que entenda, não obedecerá.

 

 29:20 Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele.

 

 29:21 Se alguém amimar o escravo desde a infância, por fim ele quererá ser filho.

 

 29:22 O iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgressões.

 

 29:23 A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra.

 

 29:24 O que tem parte com o ladrão aborrece a própria alma; ouve as maldições e nada denuncia.

 

 29:25 Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no SENHOR está seguro.

 

 29:26 Muitos buscam o favor daquele que governa, mas para o homem a justiça vem do SENHOR.

 

 29:27 Para o justo, o iníquo é abominação, e o reto no seu caminho é abominação ao perverso.

 

30 As palavras de Agur. Sexta coleção 1-33

 

 30:1 Palavras de Agur, filho de Jaque, de Massá. Disse o homem: Fatiguei-me, ó Deus; fatiguei-me, ó Deus, e estou exausto

 

 30:2 porque sou demasiadamente estúpido para ser homem; não tenho inteligência de homem,

 

 30:3 não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo.

 

 30:4 Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?

 

 30:5 Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam.

 

 30:6 Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso.

 

 30:7 Duas coisas te peço; não mas negues, antes que eu morra:

 

 30:8 afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário;

 

 30:9 para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o SENHOR? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus.

 

 30:10 Não calunies o servo diante de seu senhor, para que aquele te não amaldiçoe e fiques culpado.

 

 30:11 Há daqueles que amaldiçoam a seu pai e que não bendizem a sua mãe.

 

 30:12 Há daqueles que são puros aos próprios olhos e que jamais foram lavados da sua imundícia.

 

 30:13 Há daqueles -- quão altivos são os seus olhos e levantadas as suas pálpebras!

 

 30:14 Há daqueles cujos dentes são espadas, e cujos queixais são facas, para consumirem na terra os aflitos e os necessitados entre os homens.

 

 30:15 A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam, sim, quatro que não dizem: Basta!

 

 30:16 Elas são a sepultura, a madre estéril, a terra, que se não farta de água, e o fogo, que nunca diz: Basta!

 

 30:17 Os olhos de quem zomba do pai ou de quem despreza a obediência à sua mãe, corvos no ribeiro os arrancarão e pelos pintãos da águia serão comidos.

 

 30:18 Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo:

 

 30:19 o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar e o caminho do homem com uma donzela.

 

 30:20 Tal é o caminho da mulher adúltera: come, e limpa a boca, e diz: Não cometi maldade.

 

 30:21 Sob três coisas estremece a terra, sim, sob quatro não pode subsistir:

 

 30:22 sob o servo quando se torna rei; sob o insensato quando anda farto de pão;

 

 30:23 sob a mulher desdenhada quando se casa; sob a serva quando se torna herdeira da sua senhora.

 

 30:24 Há quatro coisas mui pequenas na terra que, porém, são mais sábias que os sábios:

 

 30:25 as formigas, povo sem força; todavia, no verão preparam a sua comida;

 

 30:26 os arganazes, povo não poderoso; contudo, fazem a sua casa nas rochas;

 

 30:27 os gafanhotos não têm rei; contudo, marcham todos em bandos;

 

 30:28 o geco, que se apanha com as mãos; contudo, está nos palácios dos reis.

 

 30:29 Há três que têm passo elegante, sim, quatro que andam airosamente:

 

 30:30 O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém torna atrás;

 

 30:31 o galo, que anda ereto, o bode e o rei, a quem não se pode resistir.

 

 30:32 Se procedeste insensatamente em te exaltares ou se maquinaste o mal, põe a mão na boca.

 

 30:33 Porque o bater do leite produz manteiga, e o torcer do nariz produz sangue, e o açular a ira produz contendas.

 

31 Conselhos para o rei Lemuel. Sétima coleção 1-9

 

 31:1 Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe.

 

 31:2 Que te direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que te direi, ó filho dos meus votos?

 

 31:3 Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis.

 

 31:4 Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte.

 

 31:5 Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos.

 

 31:6 Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargurados de espírito;

 

 31:7 para que bebam, e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lembrem mais.

 

 31:8 Abre a boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados.

 

10-31 Apêndice: “O louvor da mulher virtuosa”

 

 31:9 Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados.

 

 31:10 Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias.

 

 31:11 O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho.

 

 31:12 Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida.

 

 31:13 Busca lã e linho e de bom grado trabalha com as mãos.

 

 31:14 É como o navio mercante: de longe traz o seu pão.

 

 31:15 É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas.

 

 31:16 Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com as rendas do seu trabalho.

 

 31:17 Cinge os lombos de força e fortalece os braços.

 

 31:18 Ela percebe que o seu ganho é bom; a sua lâmpada não se apaga de noite.

 

 31:19 Estende as mãos ao fuso, mãos que pegam na roca.

 

 31:20 Abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado.

 

 31:21 No tocante à sua casa, não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate.

 

 31:22 Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e de púrpura.

 

 31:23 Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra.

 

 31:24 Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, e dá cintas aos mercadores.

 

 31:25 A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações.

 

 31:26 Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua.

 

 31:27 Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça.

 

 31:28 Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa; seu marido a louva, dizendo:

 

 31:29 Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.

 

 31:30 Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada.

 

 31:31 Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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