* 12.1 Quem ama a disciplina ama o conhecimento. Lit.,
"amar a disciplina é amar o conhecimento". A forma deste provérbio,
tal como em 13.3 e 14.2, agrupa as coisas que se pertencem sem declarar
explicitamente a relação existente entre elas. Essas coisas são então contrastatdas
com seus opostos. A pessoa sábia aceita a correção, e, em conseqüência, fica
mais sábia, mas aquela que não aceita críticas não chega a lugar algum.
* 12.2 o favor. Ver a nota em 8.35.
Senhor. Ver a nota
em 1.7.
* 12.4 Ver a extensa
apreciação da esposa virtuosa, em 31.10-31.
* 12.5 O caráter
de uma pessoa estabelece princípios para as suas ações. Há uma advertência
implícita contra confiar em pessoas com base nas aparências.
* 12.6 Ver 1.11.
Este versículo ressalta o poder das palavras para o bem ou para o mal.
livra homens. Em outras
palavras, elas resgatarão as vítimas dos ímpios.
* 12.7 Ver 10.25
e nota.
* 12.8 entendimento. Um bom senso prático.
A exibição de domínio sobre a vida ganha louvores.
o perverso de coração. A frase
sugere a incapacidade de pensar retamente; mais confusão mental do que mesmo
maldade.
* 12.9 Vários
provérbios que têm essa forma de comparação direta, usando a fórmula do
"melhor... do que" (15.16,17; 16.8,19,32; 17.1,12; 19.1).
o que se estima em pouco. Uma pessoa
sem posição social ou sem reputação.
e faz o seu trabalho. A
Septuaginta (Antigo Testamento grego) traduz essa frase por: "que trabalha
para si mesmo". O sentido da frase é "Melhor uma prosperidade humilde
do que a pobreza ocultada pela pretensão"; ou então: "É melhor
trabalhar sem ser valorizado do que passar fome enquanto se sonha em
riquezas".
* 12.10 Deus leva
em conta o tratamento que damos aos animais (1Rs 4.33). Isso é coerente com a
preocupação pela correta ordem de coisas no mundo.
O justo. Ver a nota
em 8.18.
o coração dos perversos é cruel. A pessoa
iníqua é incapaz de bondade, até com o seu gado.
* 12.11 Uma
variante do v. 9, este versículo contrasta os benefícios do trabalho duro e
honesto com fantasias que nada produzem. Ver 6.6-11; 20.4; 24.30-34; 28.19.
* 12.12 Embora o
hebraico deste versículo seja difícil, o contraste básico — os benefícios da
retidão em contraposição aos efeitos da iniquidade — está claro.
* 12.13 Ver
10.11,14,31.
* 12.14 O
princípio da recompensa, expresso, por exemplo, no v. 21, está enfocado sobre a
fala sábia. Tal linguagem cria bons relacionamentos e mostra cuidado pela ordem
de coisas capaz de fomentar a vida. Suas recompensas são tão tangíveis como
aquelas do labor físico.
* 12.15 O
insensato pensa que sabe mais do que as demais pessoas. A pessoa sábia é
humilde o bastante para aprender da experiência alheia e tem a capacidade de
discernir os bons conselhos (v. 1).
* 12.16
O domínio próprio é uma das características dos sábios. O insensato reage
por demais fortemente e com precipitação, destruindo relacionamentos. A pessoa
sábia deixa o caminho aberto para a reconciliação.
* 12.17 À primeira
vista, este provérbio expressa aquilo que deveria ser óbvio, mas ilustra
eficazmente o inevitável relacionamento entre o caráter e os atos (v. 5, nota).
* 12.18,19 Estes dois
provérbios podem ter sido postos juntamente com o v. 17 porquanto expandem o
mesmo tema. O v. 18 considera os efeitos das palavras em nossos relacionamentos
com outras pessoas, enquanto que o v. 19 considera a força da verdade em
comparação com a fraqueza das mentiras, que inevitavelmente cede terreno (cf. o
v. 13).
* 12.20 fraude. O contraste com a
"alegria" parece requerer que isto significa fraudar-se a si mesmo.
a paz. Essa
palavra (no hebraico, shalom) refere-se à totalidade; trata-se de um
termo que aplica-se mais aos relacionamentos, que propriamente uma referência a
alguma experiência particular de tranqüilidade.
* 12.21 Nenhum agravo. Essa
condição básica dos justos refere-se tanto às calamidades naturais quanto aos
julgamentos de Deus. Ver a nota em 11.8.
* 12.22 O caráter
e as atitudes auto-revelados de Deus provêem um forte motivo para a verdade.
* 12.23
oculta o conhecimento. Não por
motivo de egoísmo mas a fim de que não faça espetáculo de seu conhecimento. A
sabedoria sabe quando é certo manter o silêncio e quando é certo falar (26.4,5;
Ec 3.7; Tg 3.17,18).
proclama a estultícia. O
insensato não somente tem um conceito exagerado de sua própria esperteza (v.
15), mas também não pode resistir demonstrá-la. Tal disposição deixa entrever
sua real insensatez.
* 12.25 O
ministério de encorajamento é mais do que uma palavra superficial (Tg 2.15,16),
mas a palavra falada continua sendo um aspecto importante do cuidado mútuo.
Deus age para conosco mediante feitos interpretados pela sua Palavra.
* 12.27
assará. É difícil dizer se a
tradução devia ser que o homem é preguiçoso demais para assar a sua caça, ou se
ele é preguiçoso demais para apanhá-la, em primeiro lugar. A segunda linha
elogia a diligência sem continuar a metáfora da caça.
* 12.28 a vida. Ver 3.2,18 e notas.
não há morte. No
hebraico "não morte". Ver 2.18 e nota, e também 3.2. As consoantes
hebraicas traduzidas por "não", também podem significar
"para"; em contraste com "a vereda da justiça", que conduz
à vida, temos aqui "há uma vereda que conduz à morte".
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sergiovalentin