* 13.1 A capacidade de aprender da criança ou do
aluno contrasta com a propensão do insensato em zombar e em recusar a correção
(1.8,22 e notas).
* 13.2 fruto da boca. O poder
das palavras é um tema freqüente da sabedoria. Ver 10.11, 13, 19; 12.14 e
notas. As palavras sábias são construtivas, e quem as diz se beneficia
pessoalmente disso.
pérfidos. Essa
palavra sugere os enganadores traiçoeiros, cuja consciência social está
torcida.
* 13.3 O que guarda a boca. Exercendo
controle sobre o que diz, a fim de que aquilo que é dito seja cuidadosamente
considerado quanto a seus efeitos possíveis.
o que muito abre os lábios. Explosões
de palavras, precipitadamente ou maliciosamente, sem preocupar-se com as suas
conseqüências.
* 13.4 O preguiçoso. Ver 6.6-11
e notas. A responsabilidade humana não pode ser evitada. Nem o mundo e nem Deus
tem a obrigação de nos sustentar a vida.
diligentes.
Compreendendo corretamente as recompensas do trabalho honesto, a pessoa
diligente é sustentada.
* 13.5 O justo. Ver a nota em 8.18.
* 13.6 Ver 10.9;
11.3-9.
* 13.7 Uns se dizem. Ou
"fingem ser". Embora seja notada a disparidade das possessões, o
ponto central do provérbio parece ser a similaridade do fingimento. Cada qual
representa mal os fatos sobre si mesmo.
* 13.8 Uma pessoa
rica poderá ser seqüestrada para se obter pagamento de resgate, mas tais
ameaças não dizem respeito aos pobres. Por detrás de cada situação está o
princípio de que a segurança das riquezas pode ser ilusória, enquanto que a
insegurança da pobreza tem suas vantagens.
* 13.9 brilha intensamente. A metáfora
apresenta dois tipos de casas: uma delas é bem iluminada e feliz; a outra é
escura e abandonada. Essas casas simbolizam vidas humanas; uma pessoa prospera
e vive muito tempo, enquanto que a outra tem sua vida cortada precocemente
(10.27, nota).
* 13.11 A
sabedoria do trabalho duro honesto é contrastado com a insensatez do lucro
desonesto.
* 13.12 Uma
experiência humana comum: as expectações frustradas causam uma perda de moral e
um senso de desamparo. Isso não dá a entender que a gratificação instantânea
seja boa, mas antes, que deveríamos nos esforçar honestamente em busca dos
alvos desejáveis da vida.
árvore de vida. Ver 3.18 e
nota.
* 13.13 a palavra. A palavra de sábia
instrução.
o mandamento. Ver 3.1 e
nota. Os efeitos opostos da obediência e da desobediência são temas constantes.
* 13.14 fonte de vida. A mesma
palavra hebraica foi traduzida por "manancial de vida", em 10.11
(10.11, nota).
* 13.15 pérfidos. Ver o v. 2 e nota.
* 13.16 A verdade
contida neste provérbio parece ser óbvia, mas ver 12.17 e nota.
* 13.17 O mau mensageiro. Alguém que
traz uma mensagem enganadora.
mal. Ou
"infortúnio". Tal mensageiro foi o amalequita que, esperando
conquistar o favor de Davi, afirmou falsamente ter matado a Saul, mas foi
executado para sua desgraça (2Sm 1.1-16). As declarações paralelas deste
provérbio sugerem que o mensageiro fiel, talvez por ser um enviado da parte de
alguém, promove o bem-estar de outras pessoas.
* 13.19 Ver o v.
12 e nota. A concretização de um alvo digno traz benefícios à vida do
indivíduo. Os insensatos, porém, não abandonarão o mal para seguirem tais
alvos.
* 13.20
A lição simples é que nos tornamos como aqueles em cuja companhia nos
mantemos.
* 13.21 A
sabedoria dos hebreus, com seu enfoque sobre as lições derivadas da experiência
humana (cap. 4, nota), salienta a relação geral de causa e efeito, entre os
estilos de vida e os seus respectivos resultados. Embora isso possa ser
considerado uma retribuição natural por causa dos padrões observáveis da
experiência humana, há uma suposição subjacente que a ordem que domina o mundo
é uma conseqüência do governo de Deus.
* 13.22 deixa herança. Na vida, a
sabedoria tem efeitos duradouros, especialmente na própria família.
depositada para o justo. As
riquezas do ímpio podem ser-lhe tiradas e entregues a alguém mais merecedor do
que ele (28.8; Jó 27.13-19). Este versículo talvez indique a dissipação
irresponsável das riquezas por causa da insensatez, ou a retribuição divina do
rico ímpio, devido a outros pecados (cf. Tg 5.1-3).
* 13.23 A relação
natural entre a diligência e a suficiência (vs. 4, 11, nota) é quebrada pela
opressão e pela injustiça.
* 13.24 a vara. Embora essa palavra possa
simbolizar qualquer tipo de correção disciplinar, pouca dúvida há de que a
punição corporal era aprovada em algumas situações (10.13; 22.15; 23.13,14;
29.15). Disciplina com amor impede a vara de ser destrutiva (3.11,12 e notas).
* 13.25 Ver os vs.
13, 18, 21, e notas.
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sergiovalentin