*          16.1 Ocasionalmente, os sábios nos relembram que faz parte da responsabilidade humana raciocinar e agir, e que isso não contradiz a soberania de Deus (vs. 2,9).

 

a resposta... vem do SENHOR. Essa frase significa ou que Deus nos capacita a dar a resposta certa e efetuar os nossos planos, ou que a resposta de Deus (sua palavra de decisão) é o poder real que amolda os acontecimentos (19.21; cf. Fp 2.12,13).

 

*          16.2     espírito. As pessoas são capazes de racionalizar quase qualquer tipo de comportamento, quando se esforçam por justificar-se (12.15; 30.12). O conhecimento de Deus é uma advertência contra tal auto engano (Hb 4.12; cf. 1Co 4.3-5).

 

*          16.3     Confia. Em Hebraico: "Rola". A expressão é incomum. Pode significar que nossos planos deveriam ser entregues aos cuidados do Senhor (Sl 37.5), ou planejados com a aplicação consciente dos princípios da Palavra de Deus.

 

*          16.4     para determinados fins. Lit., "para sua resposta". A totalidade da criação, incluindo os ímpios e seus atos, está sujeita à soberania de Deus e servem a seus propósitos (cf. Rm 9.17-23). 

 

*          16.5 Ver 11.20,21.

 

*          16.6     Pela misericórdia e pela verdade. Essa expressão resume a atitude dos sábios para com o Senhor (3.3; 14.22; 20.28). A declaração é uma reprimenda à religiosidade formal, desacompanhada da verdadeira fé.

 

*          16.7     agradável ao SENHOR. Seguir o caminho de Deus produz efeitos reconciliadores e curadores sobre os relacionamentos pessoais.

 

*          16.8 Ver 15.16,17 e notas.

 

*          16.9 Ver os vs. 1,2 e notas.

 

*          16.10 decisões autorizadas. A palavra de um rei era lei, e ele tinha o direito de buscar a orientação do Senhor em seus julgamentos. Davi falou como um mensageiro de Deus (2Sm 14.17,20), e Salomão desejou possuir um coração discernidor (1Rs 3.9). O dom da sabedoria que Deus deu ao rei não o dispensava da responsabilidade de buscar sabedoria e de agir de acordo com a justiça.

 

*          16.11 Ver 11.1; 20.10,23; Am 8.5. Por detrás desta afirmativa há a visão da sabedoria de Deus como aquele que estabelece e mantém a ordem justa que torna a vida significativa. Quanto à lei contra os pesos falsificados, ver Lv 19.35,36; Dt 25.13-16.

 

*          16.12-15 A sabedoria concernente à realeza não reflete somente o ideal de Salomão e de seu sábio governo, mas também exprime o poder do rei para estabelecer a ordem justa em seu reino.

 

*          16.15   a nuvem que traz chuva serôdia. Ver a nota em Am 4.7,8. O favor do rei pode fazer a vida do indivíduo florescer como as plantações durante a primavera.

 

*          16.16 As comparações que usam a fórmula "melhor... do que" afirmam, sem qualquer ambigüidade, a superioridade de uma coisa sobre outra, embora sem dizer o por quê (12.9, nota). Que a sabedoria é melhor do que as riquezas materiais é um tema comum da sabedoria (3.13-15; 8.10,11,19). Isso não significa que as riquezas sejam, por si mesmas, indesejáveis (3.9,10; 1Rs 3.10-13; 10.7-9), mas somente que devem ser adquiridas como o fruto da sabedoria.

 

*          16.18 Ver 11.2 e nota. Os soberbos são incapazes de aprender e, por isso, dirigem-se para a destruição.

 

*          16.19 Ver o v. 16; 15.16 e notas.

 

*          16.21   a doçura no falar. "Palavras de mel"; palavras que refletem a aptidão para a comunicação.

 

*          16.22   fonte de vida. Ver 10.11 e nota.

 

a sua estultícia lhe é castigo. Em outras palavras, é uma insensatez corrigir os tolos, porque eles não darão ouvidos. O hebraico também pode significar que a própria insensatez deles torna-se um castigo apropriado para insensatos.

 

*          16.23   O coração. Ver a nota em 2.2. A pessoa sábia fala de uma mente informada pela verdade.

 

*          16.24   Palavras agradáveis. Ver a nota no v. 21. Tais palavras têm um valor curativo para os relacionamentos humanos e para o bem-estar pessoal.

 

*          16.26   A fome do trabalhador. O mais básico incentivo contra o ócio é a ameaça da fome (2Ts 3.10-12).

 

*          16.27   O homem depravado. Ver a referência lateral; e também a nota em 6.12.

 

fogo ardente. Esta metáfora enfatiza o poder destruidor das palavras vindicativas e caluniosas.

 

*          16.30   Quem fecha os olhos. Ver a nota em 6.13.

 

*          16.31   quando se acham. A vida reta é a vida sábia que promove a longevidade (3.2, nota). Os idosos são honrados por sua sabedoria, aprendizado e experiência.

 

*          16.32   Melhor é o longânimo. Tal pessoa traz calma e bom juízo, em qualquer crise (Tg 1.19,20).

 

*          16.33   A sorte. Ver a nota em Jn 1.7 e a nota teológica "Providência", índice .

 

do SENHOR procede toda decisão. Quando o lançar sorte era usado devidamente a resposta não era uma questão do acaso, mas vinha de Deus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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