*          24.1,2  Ver o v. 19.

 

*          24.2     o seu coração maquina violência. Existem pessoas deliberadamente más que usam todo o seu intelecto e determinação para prejudicar o próximo.

 

*          24.3,4  sabedoria... inteligência... conhecimento. Essas três palavras são usadas como sinônimos da percepção e dos cuidados com os corretos relacionamentos. A verdadeira sabedoria aplica-se ao profissional hábil nas construções (tal como em Êx 36.1), aos relacionamentos humanos e à obtenção legítima da prosperidade material.

 

*          24.3     edifica-se a casa. "Casa" refere-se literalmente a uma casa na qual devemos viver, ou é uma metáfora para indicar a família,  ou mesmo uma dinastia (2Sm 7.11,12).

 

*          24.4     bens. Ou as riquezas materiais (p.ex., as riquezas de Salomão), ou metaforicamente, a beleza de bons relacionamentos familiares.

 

*          24.5,6 Ver 11.14; 21.22 e notas.

 

*          24.7     alta demais. É inalcançável para os insensatos, por não se deixarem ensinar.

 

no juízo. Ou seja, no portão da cidade, o lugar tradicional para conselho ou julgamento.

 

*          24.8     mestre de intrigas lhe chamarão. Em uma sociedade bem ordenada, os valores sociais atuam beneficamente para suprimir o mal. Aqui aquele que planeja intrigas sai envergonhado.

 

*          24.9     Os desígnios do insensato são pecado. Ver v.2 e nota. A insensatez não é falta de intelecto, mas a rebelião ativa contra a verdade e a ordem que se deriva dele.

 

é abominável aos homens. Ver v.8 e nota.

 

* 24.10 A força moral do indivíduo é vista somente quando ele é verdadeiramente testado.

 

* 24.11,12       É melhor tratar destes dois versos juntos. Ninguém pode usar a desculpa de ignorância para evitar a responsabilidade ao outro em necessidade.

 

* 24.12 aquele que pesa os corações. A prestação de contas de alguém a Deus é ressaltada. Aqui é considerado o eterno mais do que as conseqüências meramente sociais na falha em ajudar os outros.

 

* 24.13 saboreia o mel. Esta referência ao mel não é meramente uma metáfora. Boa comida, uma parte da vida próspera, é um interesse de sabedoria (25.16; Ec 9.7,8; Ct 5.1).

 

* 24.14 sabe que assim é a sabedoria. A sabedoria sustenta nossa vida interior como o mel sustenta o corpo.

 

bom fruto. Isto é, esperança para o futuro (ver referência lateral; também 23.18 e nota).

 

* 24.15,16       A idéia é que Deus não permite ao injusto prosperar permanentemente. Por outro lado, o justo pode sofrer muitas adversidades, até que Deus, por fim, venha a vindicá-los.

 

*          24.17   não te alegres. Por si mesmo, este versículo faria perfeito sentido, ao subentender que a compaixão não deveria ser negada inteiramente a qualquer outro ser humano. Apesar do motivo citado no v. 18 parecer inicialmente ser vindicativo ensina que quando não demonstramos bondade para com um nosso inimigo, merecemos a ira de Deus mais do que o nosso inimigo.

 

*          24.19   aflijas. Lit., "ficar quente", ou seja, ficar agitado ou vexado.

 

nem tenhas inveja. Ver o v. 1.

 

*          24.20 não terá bom futuro. Ou seja, "esperança futura" (v. 14; 23.18 e nota).

 

*          24.21   Teme ao Senhor. Ver 1.7 e nota.

 

e ao rei. Na sociedade israelita, baseada na aliança, o rei tornava-se o exemplar de sabedoria e o agente do governo de Deus (cf. Dt 17.14-20 e notas).

 

*          24.22   a ruína que virá daqueles dois. Isto é, a justa retribuição de Deus e do rei.

 

*          24.23-25         A justiça é essencial. Uma sociedade bem ordenada, é aquela na qual a justiça é feita e é vista ser feita. Isso complementa as normas dadas nos vs. 21,22.

 

*          24.26   Como beijo nos lábios. Esta comparação com a mais íntima expressão de amizade, ilumina o valor de uma resposta justa e certa (cf. 27.6).

 

*          24.27   edifica a tua casa. Ou a estrutura física, ou a família (v. 3, nota). Ambas essas coisas requerem uma firme base econômica, como aquela que é provida pelos produtos da colheita, antes que possam ser feitas.

 

*          24.28,29          Se, conforme parece provável, esses dois versículos formam um par, há mais em jogo do que a necessidade de se evitar dar falso testemunho (6.16,19). A vingança nasce da ira e do calor da paixão. A perda do controle, descrito no v. 29, é o contrário do domínio próprio exigido pela sabedoria bíblica.

 

*          24.30-34 Ver 6.6-11 e notas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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