* 25.1 provérbios de Salomão. Ver
Introdução: Autor; nota em 1.1.
Ezequias. Ele foi
rei de Judá no tempo da destruição do reino do norte de Israel. Ezequias
executou reformas rigorosas quanto às práticas religiosas corruptas de Judá.
Esta introdução de uma nova seção do livro de Provérbios mostra que Ezequias
não somente promoveu um retorno à lei de Moisés, mas também encorajou o
movimento de sabedoria através da atividade literária.
transcreveram. O
desenvolvimento de uma classe escribal em Israel foi ditado pelas necessidades
religiosas e administrativas da nação. A palavra hebraica aqui usada indica
transmissão e pode significar submeter a tradição oral à forma escrita, ou
então transcrever algo que já estava escrito.
* 25.2 Desde a
criação já se pode ver que a sabedoria de Deus ultrapassa todo o conhecimento
humano (Sl 92.5; 147.5; Is 40.12-17; Rm 1.20). O rei, na qualidade de servo de
Deus, fazia inquirições investigando quanto às questões que diziam respeito ao
seu governo, e ele deve ser admirado por seu sucesso ao descobrir o que ele
precisa saber (16.12-15; 20.8,26; 25.3,5 e notas).
* 25.3 insondável. O mesmo
verbo usado no versículo dois foi usado aqui na forma negativa. O conhecimento
que o rei havia adquirido através de esforços e das decisões reais baseados
sobre esses esforços são reflexões do governo de Deus, alicerçado na sua
sabedoria. Entende-se que o rei governava mediante a nomeação de Deus (cf. Rm
13.4).
* 25.4,5 Sem importar quão hábil seja o artífice, ele
precisa ter um bom material com o qual trabalhar. Por semelhante modo, o rei
precisa de uma sociedade expurgada de maus elementos, se ele tiver de
estabelecer um governo justo. A boa ordem na sociedade não pode simplesmente
ser ordenada do trono.
* 25.6,7 A
sabedoria da corte real observa um protocolo não-declarado. Ela repreende a
vaidade pessoal e o interesse próprio que se exacerba e leva à humilhação. É
melhor começarmos humildes e então sermos exaltados. Jesus adaptou essa
instrução para falar de nosso lugar no reino de Deus (Lc 14.7-11).
* 25.8 a litigar. (Ver referência lateral).
Esse princípio pode aplicar-se mais amplamente à necessidade de prudência no
falar que reflite no caráter de outras pessoas.
* 25.9
não descubras o segredo de outrem. Não
envolvas outros em uma disputa.
* 25.10 e não se te apegue a tua infâmia. A traição
da confiança levará a uma reputação de deslealdade.
* 25.11 Lit.,
"maçãs de ouro em salvas de prata, uma palavra aptamente dita". Esse
tipo de comparação proverbial simplesmente coloca duas coisas ou mais lado a
lado (cf. v. 18), deixando que o leitor solucione a natureza da comparação. A
importância das palavras bem escolhidas, um tema de sabedoria comum, é
iluminada por sua comparação com objetos de arte que são obras-primas.
* 25.12 Uma
comparação semelhante de idéias acha-se no v.11. Duas peças de joalheria são postas
juntas como paralelo a uma boa relação entre a reprimenda do mestre sábio e um
aluno receptivo. A comparação implícita diz que ou uma reprimenda é tão valiosa
como finas jóias de ouro, ou que uma reprimenda sábia e um ouvido receptivo
andam juntas, como jóias que se complementam.
* 25.13 Como o frescor de neve. O quadro
não vê uma nevasca sem razão, que seria desastrosa para a colheita, e, sim, um
refrigério (cf. o v. 25).
* 25.14 Os
habitantes da Palestina com freqüência tinham a experiência de nuvens que
prometiam chuvas, mas que se mostravam secas (Jd 12). Tal provérbio pode ser
aplicado hoje em dia àqueles que buscam exercer poder e influência, quer
política quer pessoal, fazendo promessas que não são cumpridas.
* 25.15 A longanimidade. Ou seja,
mostrando-se lento em irar-se e não reagindo às provocações.
esmaga ossos. Mediante
uma diplomacia gentil, uma forte resistência é quebrada.
* 25.16,17 O que mui
provavelmente eram declarações distintas foi aqui aglutinado para reforçar a
mensagem que elas têm em comum: Deves saber quando parar; o mel é bom para
qualquer pessoa, mas em exagero adoece a pessoa; a amizade entre vizinhos é
boa, mas uma familiaridade excessiva pode abusar da privacidade alheia. Os
relacionamentos precisam ser sabiamente definidos.
* 25.18 O falso
testemunho pertence ao mesmo grupo que as armas de guerra, porquanto são todos
instrumentos letais, usados para assaltar o bem-estar de outrem.
* 25.20 vinagre sobre feridas. Uma outra
tradução possível é "vinagre sobre a soda" (um agente purificador
como a soda para cozer). Da mesma maneira que tirar a capa de alguém ou
derramar vinagre sobre feridas causa dor, assim também o faz a frivolidade na
presença da tristeza (Sl 137.3,4; Rm 12.15).
* 25.22 amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. O
significado dessa metáfora deve ser determinado por seu contexto (ver o v. 21).
O apóstolo Paulo (Rm 12.2) usa-a aqui como uma figura para vencer o mal com o
bem. Sl 140.10 usa também essa frase como uma descrição do castigo. O sentido
mais provável é a penitência através de um doloroso senso de vergonha. Alguns
associam essa figura com um rito penitencial egípcio no qual brasas eram
transportadas na cabeça para mostrar contrição. Mas este provérbio comenta
sobre a recompensa divina: "O Senhor te retribuirá". Ver a nota em
1.7.
À
parte Êx 23.4,5, Israel raramente foi ordenado se mostrar bondoso para com seus
inimigos. Provavelmente isso se dava por causa do significado dos adversários
como aqueles que não somente se opunham ao reino de Deus, mas também ameaçavam
a sobrevivência de Israel como o povo messiânico. Jesus desenvolveu as
implicações do evangelho para o tratamento dos inimigos pessoais, em Mt
5.43-48.
* 25.23 Note a
inevitável relação de causa e efeito expressa em ambas as linhas.
* 25.24 Ver 21.9 e
nota.
* 25.25 Quanto à
forma deste provérbio, ver a nota no v. 11.
* 25.26 o justo. Ver a nota em 8.18.
* 25.28 Esta
comparação (ver o v. 11, nota) ilustra a vulnerabilidade da pessoa que perde o
domínio próprio.
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sergiovalentin