*          30.1     Palavras de Agur, filho de Jaque. A identidade desse homem é desconhecida, mas muitos o consideram um estrangeiro. Ver a nota em 22.17 - 24.22; e Introdução: Autor.

 

De Massá. Essa palavra também aparece em 31.1. Isso significaria que tanto Agur quanto Lemuel eram ismaelitas de Massá, que alguns pensam que ficava na Arábia (Gn 25.14).

 

fatiguei-me... estou exausto. Uma tradução alternativa reconheceria dois nomes próprios nestas palavras no hebraico "a Itiel e a Ucal", que seriam nomes de pessoas a quem o provérbio teria sido endereçado.

                                                               

*          30.2,3 Esta declaração não exprime apenas modéstia ou humildade, mas é um reconhecimento do mistério do ser e dos caminhos de Deus, como aqueles que se encontram nos livros de Jó e Eclesiastes. O escritor estava severamente consciente dos limites do conhecimento e da sabedoria humanos. Deus não é um objeto de nossa investigação ou especulação, mas ele é o Criador infinito e pessoal em quem devemos confiar. Pode haver uma nota de ironia na confissão de ignorância aqui, mas o v. 4 indica o verdadeiro sentido.

 

*          30.4 Essas perguntas expressam a convicção de que o conhecimento baseado exclusivamente na observação da criação nunca poderá compreender realmente a Deus. No capítulo 38 do livro de Jó, o mesmo ponto é tratado no decurso da resposta de Deus a Jó.

 

*          30.5,6 Com essas palavras Agur nos oferece seu parecer da Palavra de Deus dentro de estrutura da lei e dos escritos proféticos de Israel. Ele cita Sl 18.30 e ecoa Dt 4.2. O pleno conhecimento de Deus vem através da revelação especial e é recebido por meio da fé (1.7, nota).

 

*          30.5     é pura. Ou seja, é testada e fica desvendado que ela é plenamente digna de confiança.

 

*          30.6     Nada acrescentes às suas palavras. Adicionar algo à palavra de Deus é julgá-la e achá-la falha, de acordo com os padrões humanos. Isso muda a base do conhecimento e da verdade de Deus para nós mesmos. Esse orgulho da criatura é a mola mestra do pecado (Gn 2.9, nota).

 

*          30.7-9 Esta oração reflete o desejo de aprender do tipo de sabedoria que se acha em Provérbios.

 

*          30.8     o pão que me for necessário. O pedido visa uma suficiência que evita ambos os extremos: da pobreza e das riquezas desnecessárias.

 

*          30.9     Quem é o SENHOR? As pessoas que possuem um excesso de possessões materiais em breve se esquecem de sua dependência no Senhor (Dt 8.10-18; Lc 12.16-21).

 

*          30.10 Esta declaração só é superficialmente vinculada ao que antecede ou segue. O ponto do provérbio é que a interferência nas questões domésticas dos outros pode ser como um tiro pela culatra.

 

*          30.12   puros aos próprios olhos. Ver 16.2; 21.2.

 

*          30.15-31 Quanto à forma desses ditos numéricos, ver as notas em 6.16-19.

 

*          30.15   sanguessuga... Dá, Dá. As duas extremidades da sanguessuga são extraordinariamente parecidas, e o animal parece não ter outra função senão a de sugar sangue. As declarações numéricas seguintes compartilham do tema da ganância.

 

*          30.17   Os olhos de quem zomba. Os olhares de desprezo podem ser tão venenosos quanto as palavras. A desonra contra os pais, uma evidência do colapso no relacionamento humano mais básico, merece o pior tipo de maldição.

 

corvos... os arrancarão. Essas palavras retratam a sorte do cadáver que fica insepulto, com atenção especial aos olhares ofensivos.

 

*          30.18,19 Os quatro caminhos não podem ser entendidos, ou porque não deixam vestígios ou porque são tão fáceis, mas misteriosamente, dominados. Alguns estudiosos têm sugerido que a ênfase recai sobre o quarto caminho, as relações sexuais humanas, das quais os outros três caminhos podem ser metáforas.

 

*          30.20   come, e limpa a boca. Essa expressão é uma metáfora para o contato sexual (7.18; 9.17) — para ela, o adultério tornou-se tão natural quanto o ato de comer. Este versículo não faz parte da declaração anterior.

 

*          30.21   estremece a terra. Os quatro itens dos vs. 22 e 23 dificilmente parecem ser capazes de produzir tão terríveis consequências sobre a ordem natural das coisas. Provavelmente temos aqui uma figura de linguagem que aponta para um estado de coisas intolerável.

 

*          30.24-28 Se esta afirmação não fosse além da história natural, ainda assim cumpriria um propósito da sabedoria: a percepção da ordem e como as coisas cooperam juntas. Muitos provérbios exibem um interesse pela natureza como se fosse uma parábola sobre a vida humana (p.ex., 6.6-11). O fato que a sabedoria é atribuída a essas criaturas implica em alguma unidade com a existência humana. As criaturas são sábias por serem capazes de vencer algumas sérias fraquezas inerentes, e assim, podem sobreviver muito bem. Esses dons da sabedoria, a cada qual de acordo com seu tipo, são concedidos pelo Criador de todos.

 

*          30.29-31 A inclusão de um rei com os animais sugere um paralelo humano com a natureza, e a coerência subjacente de toda a criação. A observação da existência de governo e de ordem na sociedade, tanto dos animais quanto dos seres humanos, indica que ambos são produtos do mesmo gênio Criador.

 

*          30.32   põe a mão na boca. Em outras palavras, pára de falar; cessa em teus esquemas e em tuas provocações.

 

*          30.33   o bater do leite... o torcer do nariz... o açular a ira. Lit., "pressionar... pressionar ... pressionar”. A repetição enfatiza o paralelo em cada situação. Neste provérbio temos uma advertência que a provocação conduz à contenda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-----------------------------------------------------------------------------

www.sergiovalentin.teo.br

[email protected]

LOGO FACE cópia.jpgsergiovalentin