*          31.1     Palavras do rei Lemuel, de Massá. Ver a nota em 30.1. Lemuel não foi um rei israelita. A natureza desta seção (vs. 1-9) sugere uma origem egípcia, ou, talvez, babilônica. Sua intenção aparente era vocacional, o equipamento do governante para a sua tarefa. A forma é similar às instruções dos capítulos 1—9 (Introdução: Características e Temas). Neste caso, o ensino foi dado por sua mãe (1.8; 4.1,3). Enquanto o pai possa ter sido o principal professor das crianças, mulheres piedosas também assumiam esse papel (cf. 14.1, nota) e em Israel havia mulheres dotadas de notável sabedoria (2Sm 14.2; 20.16).

 

*          31.2     filho dos meus votos? Essa expressão pode referir-se a um voto feito antes do nascimento (cf. 1Sm 1.11).

 

*          31.3     às que destroem os reis. O paralelo indica que talvez a fornicação esteja em vista.

 

*          31.4     Não é próprio dos reis beber vinho. As responsabilidades reais não davam ao rei qualquer lazer para ser gasto com a ingestão de vinho.

 

*          31.6     Dai bebida forte... e vinho. Enquanto que o rei devia evitar o uso de bebidas alcoólicas como meio de escapar das preocupações de seu elevado ofício, elas podiam ser dadas àqueles cujos sofrimentos eram demais para serem suportados.

 

*          31.8,9 A tarefa do rei era sustentar a justiça na sociedade. Em Israel, essa tarefa era vista dentro do contexto da aliança com o Senhor (Dt 17.14-20).

 

*          31.10-31 Esta seção é um poema acróstico que exalta as virtudes de uma esposa que exemplifica os princípios da sabedoria, tanto prática quanto espiritualmente. A sequência das virtudes é governada mais pelas exigências do acróstico (a primeira palavra de cada versículo começava com letras sucessivas do alfabeto hebraico) do que pela lógica. Não obstante, o efeito total é uma descrição coerente de uma mulher embelezada pelas suas virtudes de sabedoria prática e de caridade. O fato que a casa descrita vivia na abundância não diminui a aplicabilidade universal dos princípios da sabedoria feminina.

 

*          31.10   quem a achará? Tal esposa não é um sonho impossível, mas pode ser difícil de encontrar.

 

*          31.11   não haverá falta de ganho. Esse estado de coisas resultada da astúcia da esposa quanto às questões domésticas.

 

*          31.12 Ver 18.22 e notas.

 

*          31.14   como o navio mercante. Conforme indica os vs. 16 e 18, ela se ocupava no comércio.

 

*          31.15   a tarefa. Sob a forma de alimentos ou de deveres.

 

*          31.16 Ela era capaz no mundo dos negócios, e reinvestia os seus ganhos.

 

*          31.18   a sua lâmpada não se apaga. Essas palavras são ou uma metáfora que indica a prosperidade (13.9), ou uma referência à sua diligência em usar as horas da noite para trabalhar.

 

*          31.19   ao fuso. O significado é incerto. O contexto indica a capacidade de fabricar suas próprias linhas.

 

*          31.21   lã escarlate. Se "lã escarlate" é a leitura correta, provavelmente isso indica tecidos de alta qualidade, que são quentes.

 

*          31.22   de linho fino e de púrpura. Como no v.21, estão em pauta artigos de alta qualidade.

 

*          31.23 O que fica implícito é que a habilidade e a diligência da esposa nos negócios domésticos removia, da mente de seu marido, todas as preocupações quanto a isso. Ele estava livre para buscar seu lugar, como ancião respeitável na vida pública.

 

entre os juízes. Ver 1.21 e nota.

 

*          31.25   A força e a dignidade são os seus vestidos. Essas palavras referem-se ou ao caráter da mulher, ou, conforme está mais provavelmente em vista, na segunda linha, à estima conquistada por seus feitos econômicos. Ela não tinha preocupações excessivas quanto ao futuro. Ambas essas interpretações são coerentes com a sabedoria.

 

*          31.28,29 O resultado de sua habilidade e sabedoria era que as relações familiares ficavam solidificadas. Os elogios de seu marido e de seus filhos são a sua grande recompensa.

 

*          31.30,31          que teme ao SENHOR. Até este ponto, o poema concentra a sua atenção sobre a sabedoria prática. Agora é enfatizada a base de toda verdadeira sabedoria. O livro de Provérbios termina conforme começara: a observação da ordem criada pode prover alguma sabedoria e conhecimento de Deus (Rm 1.20-23), mas somente a auto-revelação do Criador capacita-nos a conhecer e a apreciar o sentido de realidade centrado em Deus. A verdadeira sabedoria é vista como a vida vivida em obediência de todo coração à revelação divina em sua Palavra, que é "o temor do Senhor" (1.7 e nota). Essa confiança é o alicerce e a vereda contínua da sabedoria, pois ela nos conduz à perfeição final em Cristo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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