* 4.1-27 Este
capítulo normalmente se divide em três declarações de instrução, cada qual
começando com as palavras dirigidas usualmente por um pai a seu filho (vs. 1,
10, 20). A primeira declaração vê a sabedoria como a mais preciosa aquisição
(vs. 1-9), a segunda como a vereda para a verdadeira vida (vs. 10-19), e a
terceira como o caminho para a retidão (vs. 20-27). Não há referência direta à
religião.
As
tradições de sabedoria são compartilhadas por pessoas de diferentes culturas e
religiões. Ver as notas em 22.17—24.22. Salomão discutia a sabedoria com
pessoas provenientes de outras nações (1Rs 4.29-34; 10.1-7), mostrando como
certas características da sabedoria eram compartilhadas, sem importar
fronteiras nacionais e religiosas. Em Israel, o discernimento da sabedoria
empírica era usado dentro da estrutura do relacionamento do pacto e não podem
ser separadas de revelação especial (1.7 e notas).
* 4.2 doutrina. Ou
"ensinamento". Os termos hebraicos correspondentes enfatizam a
atividade de receptividade do aprendiz.
* 4.3,4 Os sábios
continuam a tradição de sabedoria passando às gerações seguintes a sabedoria
que aprenderam de seus pais. Idade e experiência não são autoridades absolutas,
mas são fatores importantes e devem ser tidas em alto grau (Lv 19.32).
* 4.4 e vive. Ver as
notas sobre 2.18 e 3.2.
* 4.6 Note a
estrutura paralela deste versículo, onde a segunda linha diz quase a mesma
coisa que a primeira, no entanto, com algum desenvolvimento do pensamento.
"Não desampares" torna-se a injunção positiva de "amar". A
sabedoria é muito mais do que um acúmulo de fatos. Envolve confiança e
comprometimento.
* 4.7 O princípio da sabedoria é. Conforme
está traduzido, este versículo quer dizer: "A sabedoria é de magna
importância; não a negligencies". Um outro sentido possível é este:
"A sabedoria é o primeiro interesse" para o aprendiz. A sabedoria
está pronta, e aquele que quiser aprendê-la deve começar imediatamente.
com tudo o que possuis. Jesus usou
uma declaração similar sobre como alguém deveria buscar o reino de Deus (Mt
13.45,46).
* 4.9 Ver a nota em 1.9.
* 4.10 Ver a nota
em 3.2.
* 4.11 A metáfora
da vida como um caminho ou vereda é comum na sabedoria israelita.
* 4.13 porque ela é a tua vida. A vida não
pode existir sem a sabedoria. No Novo Testamento, Cristo é chamado de nossa
sabedoria (1Co 1.30) e de nossa vida (Cl 3.4).
* 4.14 na
vereda dos perversos. Tipicamente, a sabedoria contrasta caminhos e idéias em
oposição (especialmente nos provérbios concisos dos caps. 10-22). Esse
artifício de ensino acentua a vereda da sabedoria opondo vários de seus
aspectos com a vereda da insensatez e do mal. Aqui estão contrastados os vs.
11-13 com os vs. 14-17, e o v. 18 com o v. 19.
* 4.16 não dormem. O mal se
assemelha a um tóxico qualquer. Aqueles que são adeptos dele descobrem que, sem
a sua dose diária, eles se tornam incapazes de dormir.
* 4.17 comem... bebem. A
iniqüidade e a violência tornam-se seu alimento diário.
* 4.18,19 Estes
versículos usam a figura de uma luz que vai crescendo de intensidade para
caracterizar a justiça, e uma escuridão impenetrável para a maldade (Jo 8.12;
Ef 5.8-13).
* 4.20-27 Esta
instrução contrasta os dois caminhos da sabedoria e da insensatez, mesmo sem
usar esses vocábulos. A ênfase recai sobre a concentração mental e sobre a
atenção ao ensino da sabedoria, que conduz à vida.
* 4.21 coração. Ou a mente (2.2, nota).
* 4.22 saúde. Integridade e saúde que
incluem o corpo físico (3.8).
* 4.23 dele procedem as fontes da vida. Nossos
pensamentos, por sua vez, amoldam a maneira de falarmos e de vivermos. Ver Mt
12.35; Mc 7.21; Rm 2.29.
* 4.25-27 A
sabedoria capacita o indivíduo a manter-se dentro da vereda da vida, sem
desviar-se para o lamaçal.
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sergiovalentin