*          5.1-23 Esta passagem deve ser considerada como uma única unidade. Embora os vs. 15-23 concebivelmente são uma composição distinta, o tema é um desenvolvimento lógico do que vem antes. A sabedoria aconselha-nos a evitar a adúltera, destruidora de vidas, e encontrar satisfação sexual e emocional dentro da fidelidade aos laços do matrimônio.

 

*          5.1-6 Estes versículos descrevem o caráter da adúltera sedutora. À superfície ela pode parecer toda doçura e luz, mas no profundo de seu ser ela emana o odor da morte.

 

*          5.2                   os teus lábios guardem o conhecimento. O sentido pode ser que a pessoa deve aprender a manter um discreto silêncio, sempre que isso for necessário, ou possivelmente, que a pessoa deve ter algo de substância a ser dito (Ml 2.7).

 

*          5.3 Em contraste com o v. 2, a sedutora começa a sua com palavras de encanto enganador. Cf. a doçura do verdadeiro amor, em Ct 4.11.

 

*          5.4                   o fim. A frase fala do resultado final para a vítima da sedução.

 

amargoso como o absinto. Uma planta especialmente amargosa para o paladar, o absinto é usado como uma metáfora para a experiência da aflição (Dt 29.18).

 

espada de dois gumes. A suavidade das palavras da adúltera engana (v. 3), e o ludíbrio só conduz à injúria.

 

*          5.5                   morte. Não está em pauta somente uma morte prematura, produzida pela vida dissoluta. Neste contexto, "morte" é tudo quanto não promove a "vida", conforme ela é definida por Deus.

 

inferno. Lugar dos mortos (no hebraico, sheol). A vida desordenada leva à morte física. Quanto ao "sheol", ver Is 14.9-11, nota.

 

*          5.6                   anda errante nos seus caminhos. A censura moral aqui é inseparável da idéia da sabedoria que a insensatez e a iniquidade envolvem a rejeição da ordem e plano de Deus para as coisas.

 

*          5.7-14              Estes versos providenciam uma descrição mais detalhada do fruto da imoralidade e o seu exato preço.

 

*          5.8       Afasta o teu caminho... e não te aproximes. Os sábios farão uma escolha consciente para evitar qualquer contato com a imoralidade, mantendo-se fora do caminho da tentação.

 

*          5.9-11 Aqueles que tolamente se engajam na imoralidade pagam um elevado preço por ela.

 

*          5.9                   a cruéis. Talvez o ultrajado marido da adúltera (6.34,35).

 

*          5.10 Este versículo refere-se, literalmente, ao elevado custo de manter uma amante (uma "estranha"). Ou a advertência pode ser que a imoralidade arrebata de sua vítima as riquezas e a força (ver a referência lateral).

 

*          5.11 Tal dissipação leva o indivíduo a lamentar-se quando ele reflete no desperdício e na futilidade da vida que ele tem vivido.

 

*          5.12,13 A imoralidade sexual é o epítome do caminho da insensatez, que rejeita a disciplina da instrução sábia.

 

*          5.14     assembléia. Está aqui em pauta ou a desgraça pública ou o castigo pela comunidade do pacto.

 

*          5.15     Bebe a água da cisterna. O contexto sugere que temos aqui uma metáfora das relações maritais entre marido e mulher.

 

*          5.16     as tuas fontes... os ribeiros. O quadro sugere o desperdício de uma vida promíscua.

 

*          5.18     o teu manancial. Outra metáfora para a esposa, talvez indicando que ela tem tido muitos filhos.

 

a mulher da tua mocidade. A esposa que tomaste quando ainda eras jovem.

 

*          5.19 A linguagem poética deste versículo parece-se com a linguagem dos Cantares de Salomão. O quadro de um gracioso animal de rara beleza enfatiza o prazer físico como parte integral das relações maritais. Ver Ct 1.2,3; 4.1-7.

 

*          5.21-23           Até este ponto, as advertências contra o adultério não têm tido qualquer ligação com a lei de Deus. Exortações semelhantes podem ser encontradas em outras tradições de sabedoria. Agora o escritor explica que as conseqüências naturais da insensatez, especialmente da insensatez sexual, são punições ordenadas por Deus.

 

*          5.21     ele considera. Ou então, "toma nota de". Nossa conduta está sob um escrutínio constante. O texto não ensina que todo pecado é visitado com uma penalidade imediata. Preferivelmente, Deus supervisiona a ordem criada de tal modo que os pecadores são apanhados em sua própria insensatez (vs. 22 e 23).

 

*          5.23     Ele morrerá. Ver a nota no v. 5 e em 2.18.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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