* 7.1-27 Este
capítulo compõe-se de três partes, possivelmente independentes, ligadas pelo
tema comum do adultério. A primeira (vs. 1-5) e a terceira partes (vs. 24-27)
estão sob a forma de instruções, e ambas avisam sobre o envolvimento com a
adúltera. A seção do meio (vs. 6-23) aparece como uma narrativa dramática que
funciona como um reforço imaginativo da instrução.
* 7.1 os meus mandamentos. Ver a nota
em 3.1.
* 7.2 e vive. Ver as
notas em 2.18 e 3.2.
como a menina dos teus olhos. Lit.,
"o homenzinho de teu olho", uma referência à pupila, onde a imagem do
observador é refletida. A pupila admite a entrada da luz no olho, e deve ser
protegida de todo dano (cf. Dt 32.10; Sl 17.8; Zc 2.8).
* 7.3 Ver 3.3 e notas. Os modos de proceder
esboçados nos vs. 1-3 são um aspecto do método usado pela sabedoria. As
tradições são transmitidas a fim de moldar a vida e o caráter.
* 7.4 minha irmã... teu parente. Alguém
devia pensar sobre a sabedoria e o entendimento como parentes chegados.
Provavelmente isso visa a retratar a desejada intimidade com a sabedoria, em
lugar de contrastá-la com a adúltera do v. 5.
* 7.7 simples... carecente de
juízo. Ver a nota em 1.4. O jovem era ingênuo e sem habilidade na
arte de viver. O ensino da sabedoria tem por alvo um tipo assim impressionável
(1.2-4).
* 7.10 A sedução envolve um espetáculo
enganador que atrai a vítima, ao mesmo tempo em que oculta a intenção real.
* 7.14 Sacrifícios pacíficos. O alimento
dessas oferendas religiosas proveram oportunidade para a glutonaria (Lv 7.12-18).
Ver 17.1; 21.27.
* 7.15
As palavras são lisonjeadoras, assegurando ao jovem que ele fora
especialmente escolhido para aquele encontro.
* 7.17 Mirra, aloés e cinamomo.
Especiarias aromáticas usadas para perfumar vestes e leitos.
* 7.18 Embriaguemo-nos com as delícias do amor. Essa é a
mais fraudulenta proposição de todas. Sugerir que o sexo casual e ilícito possa
satisfazer profundos anelos por um compromisso mútuo e amoroso é uma mentira
destruidora.
* 7.19,20
A mulher tinha consciência de que aquela relação ilícita envolvia a ambos
em um engano. Eles esperavam inutilmente que poderiam evitar a fúria do marido
ciumento (6.33-35).
* 7.21 O poder
sedutor das palavras é um tema constante (2.16; 5.3; 6.24; 9.16,17). Em
contraposição temos o poder curador das palavras da sabedoria (2.1-6; 3.1,2;
5.1,2; 7.24,25).
* 7.22 Como o boi que vai ao matadouro. O pobre
animal não tem consciência de sua sorte, e permite ser levado ao matadouro.
Como o cervo que corre para a rede. A
incerteza desta linha não obscurece o sentido geral do versículo: o homem
caminha para uma armadilha.
* 7.23 Até que a flecha lhe atravesse o coração. Um
ferimento mortal.
* 7.25 O teu coração. Ver a nota
em 2.2.
não andes perdido nas suas veredas. A receita
do homem sábio é manter seus pensamentos (coração) longe do adultério,
mantendo-se afastado de lugares onde haja tal tentação.
* 7.26,27 Um motivo
de prudência consiste em evitar a carnificina que resulta da insensatez.
* 7.27 a sepultura... morte. Ver 1.12;
2.18; 5.5 e notas.
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sergiovalentin