*          9.1-18 Esta seção consiste na disputa de dois convites, um da sabedoria, e o outro da insensatez. Ambas foram retratadas como mulheres que convidam as pessoas para entrarem em suas casas. A sabedoria convida os simples para comerem de seu alimento vivificante (vs. 1-12). Mas a insensatez oferece um alimento que conduz à morte (vs. 13-18).

 

*          9.1                   as suas sete colunas. O sentido dessas "sete colunas" não é claro. Pode apenas indicar o esplendor arquitetônico da casa. Entretanto, "sete" com freqüência simboliza a perfeição ou o estado completo, pelo que aqui pode representar as perfeições da sabedoria divina.

 

*          9.2                   misturou o seu vinho. É provável que essa mistura fosse de vinho e especiarias (Ct 8.2).

 

*          9.3                   suas criadas. As servas da sabedoria são enviadas para recolher qualquer pessoa que ouça o convite dela para a vida.

 

desde as alturas da cidade. O convite é aberto e universal (Is 52.7).

 

*          9.4                   Quem é simples. Ver 1.4, e nota. Note a disputa da chamada por parte da insensatez, no v. 16.

 

Aos faltos de senso. Lit., "aos que faltam o coração", ou seja, a vontade de pensar e de agir corretamente.

 

*          9.5                   Vinde, comei. Um banquete era a ocasião própria a refeição distribuída pela sabedoria. A idéia do banquete foi usada mais tarde para retratar as bênçãos dos remidos (Is 55.1,2; Mt 22.1-13; 26.29; Ap 19).

 

*          9.6                   Deixai os insensatos, e vivei. Ver 1.4,22; 2.19; 3.2,18; 8.35 e notas.

 

*          9.7-12 Estes versículos contrastam os sábios com os insensatos, não somente quanto ao ponto da decisão de entrarem nas casas da sabedoria ou da insensatez, mas também quanto ao tipo de vida que resulta dessas decisões.

 

*          9.7                   o escarnecedor. O escarnecedor além da falta de discernimento, toma uma decisão consciente para o mal.

 

traz afronta sobre si. O esforço por corrigir tal pessoa fracassará e poderá ser um tiro pela culatra.

 

o que censura. Essa frase paralela é sinônima, quanto ao significado, à primeira parte do versículo.

 

*          9.8       Aqui a estrutura paralela é antitética (isto é, as duas partes são postas em contraste).

 

repreende o sábio. Enquanto que um insensato é fechado à sabedoria, um sábio alegra-se pela oportunidade de fechar-se à insensatez. A sabedoria percebe o lado positivo da correção; a sabedoria não vive na defensiva e nem se ofende facilmente, mas mostra-se humilde e responsiva.

 

*          9.9 A sabedoria reconhece um importante princípio da natureza humana: não há ponto de parada; progredimos na direção de nossa escolha. A sabedoria acumula mais sabedoria (cf. Mt 13.12).

 

*          9.10     O temor do SENHOR. Ver 1.7 e nota: "A Sabedoria e a Vontade de Deus", em Dn 2.20.

 

Santo. Lit., "dos santos". Esta tradução é baseada no paralelo com "o Senhor", na linha anterior (cf. 30.3, onde a mesma forma plural é usada).

 

*          9.11 Ver 3.2 e nota.

 

*          9.12     Se és sábio, para ti mesmo o és. Em outras palavras, tu mesmo te beneficiarás (3.13-18; 4.9-13; 8.34,35).

 

*          9.13-18 A descrição da insensatez é o oposto direto da descrição da sabedoria, nos vs. 1-6.

 

*          9.13     apaixonada. Ver 7.11,12.

 

é ignorante, e não sabe coisa alguma. O apelo sensual da insensatez contrasta com a sabedoria como mestra.

 

*          9.14     nas alturas da cidade. A insensatez falsifica os atos da sabedoria, a fim de parecer sábia (cf. o v. 3).

 

*          9.15,16            Os convites insistentes da insensatez imitam os convites da sabedoria (cf. o v. 4).

 

*          9.17     As águas roubadas. Qualquer coisa proibida, especialmente o sexo ilícito (5.3,15; 7.16-18).

 

o pão comido às ocultas. Por haver sido furtado ou por ser proibido. Existe uma perversidade na natureza humana que é despertada pela proibição ou pela lei (Rm 7.7-11).

 

*          9.18     os mortos. No hebraico, rephaim, de derivação incerta. Essa palavra é usada por oito vezes na Bíblia, todas elas na poesia hebraica, referindo-se aos espíritos de pessoas que partiram.

 

inferno. No hebraico, sheol, lit., "a sepultura". Ver 1.12; 5.5; 7.27 e notas. Em Provérbios, o sheol é o destino apropriado dos tolos, não por ser um lugar de tormento, conforme o inferno é posteriormente descrito (Ap 14.9-11), mas simplesmente porque aqueles que vão lá perderam a possibilidade de relacionamento com o Deus vivo. Ver também 2.18 e nota.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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