* 13.1 Os crentes têm uma base racional distinta
para se submeterem, de modo apropriado, às autoridades governamentais: o
reconhecimento de que o próprio Deus é a fonte do governo na sociedade humana
(Pv 8.15,16; Dn 2.21). Ver a nota teológica, "Os Cristãos e o Governo
Civil", índice.
* 13.2,3 Rebelar-se contra as autoridades
civis implica em rebeldia contra a ordenança divina.
* 13.4 ministro de Deus para teu bem. A
autoridade do estado visa ao benefício da sociedade; essa é a sua função
normal, e Paulo pressupõe que isso pode ter lugar em termos práticos, mesmo
quando as autoridades do governo sejam professadamente não-cristãs.
a espada. Ou seja, o
poder de vida e morte. Sem dúvida está em pauta a punição capital. Em outro
lugar, Paulo também aceita tal punição, em princípio, quando a mesma é
apropriada (At 25.11).
para castigar o que pratica o mal. O que um
indivíduo não pode fazer por motivo de vingança (12.19), o estado pode fazer de
modo legítimo, na busca pela justiça.
* 13.6 Por esse motivo, também pagais tributos. A
submissão cristã é uma reação diante da consciência instruída pela revelação
divina. Visto que a tarefa do governo é divinamente ordenada e requer apoio
financeiro, o crente pode pagar imposto com um motivo distintivo e com grande
compreensão, como um elemento de sua devoção a Deus.
* 13.7 Pagai a todos o que lhes é devido. Ver Mt
22.21. Paulo estava, como é evidente, familiarizado com a declaração de Jesus,
e aqui indica como essa declaração é empregada.
* 13.8-10 Paulo agora aplica um pouco mais o
seu princípio fundamental de consagração cristã. O elo de ligação entre os vs.
7 e 8 encontra-se na exortação do v. 7, que o crente tem uma obrigação
financeira diante do estado. Essa é uma aplicação de um princípio geral agora
declarado, que todas as obrigações do crente devem ser cumpridas por ele. E há
uma obrigação permanente — amar o próximo.
* 13.8 tem cumprido a lei. Ver
"Antinomismo", em 1Jo 3.7.
* 13.9 Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Ver Lv
19.18; "Amor" em 1Co 13.13. Não temos aqui uma exortação para que o
crente ame a si mesmo, mas antes que ele se preocupe com o próximo como alguém
que foi criado segundo a imagem de Deus (Gn 1.26,27). Essa é a atitude que
devemos demonstrar para com os nossos semelhantes (Lc 6.31).
* 13.11 conheceis o tempo. O
discernimento espiritual está arraigado na apreensão da revelação divina. A
saliência de Paulo no papel desempenhado pela mente se evidencia de novo.
salvação. Aqui no
sentido de redenção final, no futuro (8.23).
* 13.12 Vai alta a noite. Paulo fala
aqui da "noite" desta era presente. A "luz do mundo" já
veio (Jo 8.12), e nos devemos preparar para o Segundo Advento de Cristo e para
a era vindoura.
Deixemos, pois, as obras das trevas
e revistamo-nos. O uso da metáfora das "armas da luz"
salienta que o desenvolvimento das graças espirituais positivas, e não a mera
rejeição dos vícios, é algo essencial para a defesa espiritual.
* 13.13 Andemos dignamente. Ver a
referência lateral. A advertência de Paulo contra um estilo de vida pecaminoso
inclui, notavelmente, não somente os pecados tradicionais da carne ("em
orgias e bebedices"... em impudicícias e dissoluções") mas também os
vícios insidiosos, que podem ser abrigados ou mesmo exibidos no coração da
igreja ("em contendas e ciúmes").
* 13.14 mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo. Outra
exposição do que significa "revestir-se das armas da luz" (v. 12),
mostrando que aqueles que estão em Cristo devem viver de modo coerente com a
sua nova posição espiritual (Ef 4.1).
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sergiovalentin