* 14.1 Acolhei ao que é débil na fé. A atitude
básica do crente para com um colega cristão deve ser a atitude da boa acolhida
e da aceitação, com base na atitude de Deus para conosco, em Cristo (v. 3;
15.7). Deve haver caridade para com os "débeis", cuja consciência
continua presa a escrúpulos dos quais o evangelho, normalmente, nos liberta (v.
2).
não, porém, para discutir opiniões. Nesta
instância, questões de alimentos, bebidas e observância religiosa de dias. Se
Paulo não considerava insolúveis essas controvérsias, ele considerava a unidade
da comunhão na igreja como mais importante do que resolvê-las (cf. 12.5,10,16).
As questões aqui em vista não faziam parte do evangelho, mas da força ou
fraqueza relativas da fé do indivíduo no evangelho. Sempre que princípios
essenciais do evangelho estavam em jogo, a reação de Paulo era muito diferente
(p.ex., Gl 1.6,7; 3.1-5; Fp 3.2,18,19).
* 14.2 mas o débil come legumes. Um regime
vegetariano não era requerido pelo Antigo Testamento, embora apareça ali
(p.ex., Dn 1.12).
* 14.3 não despreze... não julgue. A
tendência daqueles que compreendem melhor o evangelho consiste em mostrarem-se
impacientes com as inibições dos "débeis" à escravidão do legalismo.
A tentação dos "débeis" é condenar os "fortes" por um
comportamento que parece ser uma licença sem lei. Essas reações equivocadas
deveriam ceder diante da luz da graciosa aceitação, da parte de Deus, tanto dos
"débeis" quanto dos "fortes". Ademais, um irmão na fé é
servo de Deus, e não nosso, e responderá a ele, e não diante de nós. Devemos
compreender que as questões nessas disputas possíveis não envolvem questões
realmente morais, mas são moralmente indiferentes.
* 14.5 Um faz diferença entre dia e dia. Um padrão
de dias santos, que era uma característica do ano judaico, sendo provável que
Paulo se referisse aqui a esses dias santos, e não ao sábado. Se o sábado
estivesse em vista seria mais natural dizer: "Um considera o sábado acima
dos outros dias".
Cada um tenha opinião bem definida
em sua própria mente. Ver 4.21.
* 14.6,7 Um apelo àquilo que era
compartilhado por ambos os grupos (v. 3), a saber, o desejo de honrar o mesmo
Senhor. O fato que pessoas de ambos os grupos pertencem a Cristo põe em
perspectiva pequenas diferenças. Ver "O Reino de Deus", em Lc 17.20.
* 14.9-12 Somente Cristo é o Senhor (v. 8) e o
Juiz de seu povo (ver "O Julgamento Final", em Mt 25.41). O custo em
torno desse privilégio de Cristo foi imenso, e desmascara quão impróprio é que
os crentes julguem ou desprezem aos irmãos. Devemos prestar conta de nossas
próprias vidas ao Senhor como aqueles que estão sendo julgados, e não como
aqueles que julgam.
* 14.13—15.4 Enquanto a própria consciência de Paulo
havia sido liberada pelo ensino de Cristo (v. 14; cf. Mc 7.18,19), ele
reconhecia que nem todos os crentes tinham chegado a desfrutar dessa
libertação. A consideração por tais crentes ("andar segundo o amor",
v. 15) significa evitar um comportamento que poderia entristecê-los ou
pressioná-los. Duas injunções específicas, quanto a essa questão, seguem-se nos
vs. 15 e 16.
* 14.15 Por causa da tua comida, não faças perecer
aquele a favor de quem Cristo morreu. No contexto da fé judaica,
"destruir" significa cortar da comunidade da aliança (Dt
28.21,45,48,51,61,63). Encorajar um comportamento que a consciência do crente
débil proíbe é encorajá-los a agirem contra as suas consciências, um ato sério
e perigoso.
* 14.16-18 Os crentes fortes são exortados a pesar
quão importante é exercitar a sua liberdade cristã em face de duas
considerações: (a) o uso dessa liberdade pode trazer divisão e descrédito sobre
a igreja; (b) o reino de Deus (e, portanto, a nossa liberdade) não é uma
questão de alimentos e bebidas, mas das bênçãos da graça (5.1,2). Visto que a
liberdade não consiste nessas coisas, não podemos perdê-la se nos refrearmos delas.
* 14.18 aprovado pelos homens. Ver o v.
16. Enquanto Deus é o nosso único Juiz (v. 12), o impacto de nossos atos sobre
outras pessoas desempenha um papel vital na comunhão e no evangelismo.
* 14.19-21 A responsabilidade do crente é agora
declarada de modo positivo: evitar a destruição de outros crentes é
complementado pela promoção da "paz" e das coisas que
"edificam" (v. 19). Quanto aos "fortes" (15.1), isso inclui
tanto manter comunhão com os "débeis" como também encorajá-los a
compreender a liberdade de que eles gozam em Cristo. Quando esses alvos estão
em mira, a liberdade de comer e beber tornar-se-á subserviente para eles; e o
bem-estar de um irmão tomará precedência sobre o aprazimento de carne ou vinho.
* 14.22,23 Paulo também exorta os crentes
"fortes" (15.1) a desfrutarem
do fato de sua liberdade de consciência na presença de Deus (apesar de se
restringirem do uso público dessas coisas). Ver "A Consciência e a
Lei", em 1Sm 24.7.
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sergiovalentin