*          15.1-4             nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos. Paulo considera-se um dos "fortes". Ele percebe a consciência mal formada dos "fracos" como uma fraqueza real; não obstante, ele enfatiza a responsabilidade dos "fortes" em dar apoio aos "fracos". E não encoraja sentimentos de orgulho, e nem que o crente forte se vangloriasse de sua liberdade em questões ofensivas para os crentes débeis.

 

*          15.2     Ver 14.19; 1Co 8.1; 10.23.

 

*          15.3     Paulo cita aqui Sl 69.9, um dos salmos  mais freqüentemente citados no Novo Testamento. A disposição do Messias em negar a si mesmo e a sofrer em favor de outros homens deveria servir de exemplo aos crentes de Roma.

 

*          15.4     para o nosso ensino foi escrito. É ensino básico do Novo Testamento que as Escrituras do Antigo Testamento foram escritas, pela inspiração divina, para benefício dos crentes (1Co 10.11; 2Tm 3.15-17; 1Pe 1.10-12).

 

*          15.6     para que concordemente e a uma voz. Ver 10.9,10. A unidade na Igreja é algo essencial se o objetivo é glorificar a Deus. Paulo já havia demonstrado que a humanidade, que está destituída da glória de Deus, é restaurada a essa glória mediante a obra reconciliadora de Cristo (1.21,23; 3.23; 5.2,11; 8.17,30).

 

*          15.8     Cristo... ministro da circuncisão. A aceitação mútua dos crentes está arraigada na humildade de Cristo (Mc 10.45).

 

*          15.13 Ver "Esperança", em Hb 6.18. O que foi descrito como o efeito das Escrituras, no v. 4 (ter esperança) é agora atribuído à operação do Espírito Santo. Paulo segue aqui um padrão evidente por todo o Novo Testamento, segundo o qual os atos salvíficos de Deus são atribuídos tanto à Palavra de Deus como à operação do Espírito Santo (p.ex., a regeneração, 1Pe 1.23; a santificação, Jo 17.17; a salvação, Rm 1.16; e o discernimento do coração, Hb 4.12).

 

*          15.14-22         Paulo começa agora a levar sua epístola ao encerramento, retornando ao tema de sua introdução — o seu próprio ministério e a sua visão quanto à expansão da influência do evangelho.

 

*          15.14   meus irmãos. Uma outra indicação de uma emoção profunda (1.13; 7.1,4; 11.25; 12.1). Graciosamente, Paulo assegura aos crentes romanos de que sua longa exposição do evangelho não tencionava levantar dúvidas sobre a compreensão espiritual deles. Não estava em questão o seu conhecimento do evangelho e nem a capacidade deles aplicarem o evangelho de modo prático em admoestações mútuas ("aptos para vos admoestardes uns aos outros"; cf. Cl 3.16).

 

*          15.16   anunciar o evangelho de Deus. Paulo vê a pregação do evangelho como o meio mediante o qual os gentios seriam conduzidos a Deus como uma oferenda agradável de ação de graça (12.1).

 

*          15.17-20         Paulo descreve o seu ministério, mui naturalmente, em termos trinitarianos (Deus Pai, vs. 17,18; o Filho, vs. 17-20; e o Espírito Santo, v. 19; cf. o v. 16).

 

*          15.19   por força de sinais e prodígios. Ver Êx 7.3; Dt 4.34; 6.22; 7.19; Is 8.18; Dn 6.27. Uma frase arraigada na autenticação do ministério de Moisés no tempo do Êxodo. Deus realizava periodicamente tais milagres, em conjunturas críticas da história da redenção, como no êxodo de Israel do Egito, e nos ministérios proféticos de Elias e Eliseu, ou na preservação de seu povo, nos tempos de Daniel, e no ministério de Cristo e seus apóstolos. Esses acontecimentos são incomuns, e não normais, e apontam para sucessivos estágios da história da redenção e da nova revelação que os acompanha.

 

desde Jerusalém e circunvizinhanças, até ao Ilírico. As viagens de Paulo, de acordo com o livro de Atos, se estenderam desde a parte oriental do mar Mediterrâneo até o distante Oeste como a Macedônia. Não há nenhum registro histórico de seu ministério no Ilírico (noroeste da Macedônia). Apesar de Paulo ter podido fazer isso, parece mais provável que ele quis dizer que fora até à Macedônia. Paulo estabelecia centros missionários, em lugar de pregar pessoalmente em cada local. A partir de tais centros, até o Ilírico pode ter sido atingido com o evangelho.

 

*          15.23,24          Duas coisas tornavam agora possível uma visita a Roma: (a) a atual fase da comissão de Paulo fora cumprida; (b) a nova fase que envolvia uma visita à Espanha estava iminente, e Paulo busca a comunhão com os crentes que habitavam na cidade de Roma.

 

*          15.24   Espanha. Essa era a extremidade ocidental do mundo antigo. Alguns sugerem que Paulo pensava na Espanha como a Társis de Is 66.19, e via a extensão de sua pregação até à Espanha como uma fase significativa da missão cristã (Mt 24.14; At 1.8).

 

*          15.25-33         Paulo desvenda agora seus planos imediatos de visitar Jerusalém, levando as dádivas que as igrejas tinham levantado para os crentes de Jerusalém. Jerusalém era uma cidade empobrecida de maneira geral; em adição, os crentes dali sofriam de durezas particulares, como uma minoria suspeita. Mas Paulo vê uma significação mais profunda do que a mera caridade nessa dádiva. Isto é um dever (v. 27), uma obrigação solene da parte dos gentios, em face do privilégio por terem sido enxertados na oliveira de Deus (11.17). Isso se conforma ao princípio geral de que aqueles que recebem bênçãos espirituais devem repartir suas bênçãos materiais (1Co 9.3-14; Gl 6.6).

 

*          15.29   irei na plenitude da bênção de Cristo. Um notável comentário à vista da maneira como se cumpriram as aspirações de Paulo (ver At 28.11-16).

 

*          15.31   A preocupação de Paulo é dupla: (a) que ele fosse protegido da hostilidade dos judeus, que tinha marcado a totalidade de seu ministério; (b) que os crentes judeus, em Jerusalém, correspondessem à dádiva dos crentes gentios, selando o ministério do apóstolo Paulo (v. 32).

 

*          15.33   E o Deus da paz. Uma das designações favoritas de Paulo para indicar Deus (16.20; 2Co 13.11; Fp 4.9; 1Ts 5.23; 2Ts 3.16), mas particularmente apropriada aqui, em relação à sua luta presente (v. 30).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-----------------------------------------------------------------------------

www.sergiovalentin.teo.br

[email protected]

LOGO FACE cópia.jpgsergiovalentin