*          16.1-27           As epístolas de Paulo tipicamente terminam com notícias e saudações pessoais. O capítulo final da epístola aos Romanos é notável pelo grande número de crentes que foram mencionados. Estes versículos nos dão um certo discernimento quanto ao calor das relações pessoais do apóstolo, bem como quanto à comunhão entre os crentes primitivos.

 

*          16.1     Febe. Provavelmente foi ela a portadora da epístola de Paulo. O nome é comum na mitologia grega, e indica um pano de fundo gentílico.

 

que está servindo. A palavra usada por Paulo (no grego, diákonos) tem sido diferentemente traduzida por "servo", "ministro" (1Tm 4.6) ou "diácono" (Fp 1.1; 1Tm 3.8). É incerto se o apóstolo usou o termo para referir-se ao ofício eclesiástico específico ou se ele estava descrevendo Febe como uma serva da igreja, em um sentido mais genérico.

 

Cencréia. O porto de Corinto, no golfo Sarônico, indicando onde Paulo estava quando foi enviada a epístola aos Romanos.

 

*          16.3     Priscila e Áquila. Esse casal tinha por profissão a fabricação de tendas, como Paulo (At 18.3). Ele estava com eles em Corinto. Eles tinham deixado Roma, depois do decreto de Claudio, e acompanharam Paulo a Éfeso (At 18.18). Eles ensinaram a Apolo (At 18.24-26), e mais tarde retornaram a Roma.

 

*          16.5     Epêneto. Evidentemente foi o primeiro de uma colheita de convertidos na Ásia.

 

*          16.6     Maria, que muito trabalhou por vós. Paulo reconhece o dedicado serviço das mulheres (v.12).

 

            16.7     a Andrônico e a Júnias. Os primeiros comentadores compreendiam que esses dois eram marido e mulher. Eram judeus como Paulo e se tinham convertido a Cristo antes do próprio Paulo. Ao que tudo indica, tinham estado na prisão por algum tempo com Paulo (cf. 2Co 11.23), e tinham servido com distinção como enviados especiais ("apóstolos") das igrejas. Esse uso da palavra "apóstolo" é mais amplo que o sentido estrito que ocupavam os doze, além de Paulo (ver 2Co 1.1, nota).

 

*          16.8     Amplíato. Esse pode ser Amplíato, provavelmente um escravo, cujo nome aparece em um túmulo na catacumba de Domitila, sobrinha do imperador Domiciano.

 

*          16.9     Urbano... Estáquis. Nomes comuns de escravos. O primeiro desses nomes era romano, e o segundo era grego.

 

*          16.10   Apeles. Um comum nome grego, nome de um crente que se havia distinguido por meio da tribulação mas tinha permanecido fiel (12.2).

 

Aristóbulo. Esse homem pode ter sido neto de Herodes o Grande e amigo do imperador Cláudio.

 

*          16.11   Herodião. Talvez um da casa de Herodes, visto que estes tomavam o nome de seu senhor.

 

*          Narciso. Talvez deva ser identificado com o Narciso que foi ajudante de Cláudio, o qual foi forçado a cometer suicídio por Agripina, após Nero ter subido ao trono.

 

*          16.12   Trifena e Trifosa, as quais trabalhavam no Senhor. Duas mulheres com nomes derivados de uma única raiz ("gentil" e "delicada"), e, portanto, possivelmente irmãs.

 

*          16.13   Rufo, eleito no Senhor. Um dos nomes mais intrigantes dos aqui alistados, em vista de Marcos 15.21, um evangelho possivelmente escrito em Roma. "Eleito" pode refletir as circunstâncias ímpares que puseram sua família em contato com Cristo. A alusão de Paulo à mãe de Rufo, como "a sua mãe, que também tem sido mãe para mim", sugere uma profunda afeição do apóstolo pela família de Rufo.

 

*          16.16   com ósculo santo. O ósculo era um sinal comum de saudação nos países do oriente. Aqui Paulo exorta os crentes a santificarem suas saudações como símbolos de comunhão.

 

*          16.17-20         A reflexão sobre o conhecimento que Paulo tinha daqueles crentes, seus problemas em Roma (cap. 14) e a atividade de divisão de Satanás (v. 20), evoca uma urgente convocação para que eles guardassem sua unidade (Ef 4.3). Eles deveriam evitar aqueles que "provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes". Aparentemente, Paulo indica que o espírito de divisão dos tais é pecaminoso, um sinal da vida carnal, e uma forma de auto-indulgência (Gl 5.19,20). Os crentes devem aprender a não se deixar enganar por "suaves palavras e lisonjas" (v. 18).

 

*          16.19   símplices. Ver a referência lateral. Os crentes romanos precisavam de sabedoria e de corações espirituais, sem qualquer mistura com o mal.

 

*          16.20   Antes das saudações finais e da doxologia, Paulo inclui uma promessa de natureza profética, arraigada na primeira promessa bíblica de livramento, em Gn 3.15. Satanás é a origem de todo o "mal" (v. 19; cf. Gn 3.12; ver também "Satanás", em Jó 1.6). O "Deus da paz" (conjuntamente integridade e tranqüilidade) agiria como o Guerreiro divino para vencer o diabo. Isso teria lugar "em breve". Paulo podia estar falando aqui de questões relativas a seu futuro próximo, ou podia estar falando sobre as últimas coisas, as quais, pela fé, sempre parecem estar às portas.

 

A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco. Um encerramento de epístola caracteristicamente paulino (ver Gl 6.18; 1Ts 5.28).

 

*          16.21   Juntamente com Silas, Timóteo tornou-se o principal cooperador de Paulo, depois do desacordo com Barnabé (At 15.36-40), e é mencionado em dez das epístolas de Paulo. Lúcio (que alguns estudiosos identificam com Lucas), Jasom (talvez hospedeiro de Paulo em Tessalônica, At 17.5-9) e Sosípatro (At 20.4), talvez fossem delegados da igreja que acompanhavam a Paulo para entregar a coleta em Jerusalém.

 

*          16.22   Eu, Tércio. Paulo usava regularmente um amanuense, identificando as epístolas como suas mediante uma breve saudação escrita de próprio punho (1Co 16.21; Gl 6.11; Cl 4.18; 2Ts 3.17).

 

*          16.23   Paulo talvez estivesse residindo na companhia de Gaio, no tempo da escrita desta epístola. Presumivelmente, ele deve ser identificado com o Gaio referido em 1Co 1.14, e também pode ter sido o (Gaio?) Tito Justo, de At 18.7. Um certo Erasto foi mencionado em At 19.22 e 2Tm 4.20. Não sabemos dizer se ele é o mesmo homem. De maior interesse ainda é o fato de que um cristão ocupasse posto de tanta responsabilidade no governo local de Corinto. Acerca de Quarto, nada se sabe.

 

*          16.25-27         A autenticidade desta doxologia final é questionada por alguns estudiosos em face de seu comprimento, de sua ênfase sobre um mistério, e de sua história textual (encontra-se em diferentes pontos da epístola, ou mesmo é completamente omitida em vários manuscritos antigos). Todavia, o comprimento desta doxologia é, até certo ponto, apropriado, vindo no fim de uma epístola como a dos Romanos. Seus temas levam a uma adequada conclusão muito daquilo que já tinha sido dito. Em particular, Paulo chama a atenção para o seu próprio ensino do evangelho (2.16; cf. 1Ts 1.5; 2Tm 2.8), e para o seu poder de edificar (1.11), para a revelação do mistério de Deus (11.25; cf. Ef 3.2-6), para a fé e a obediência entre as nações (1.5) e para a sabedoria de Deus na redenção (11.33; cf. Ef 3.10-12).

 

*          16.26   e que agora... foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas. A palavra "agora", usada por Paulo, pode sugerir que ele se referia às Escrituras do Novo Testamento, mas a sua ênfase é que somente agora, à luz da vinda de Cristo, a mensagem já contida no Antigo Testamento, foi difundida às nações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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