* Sl
105 Ao passo que o Salmo
104 louva os atos de Deus na criação do mundo, este cântico medita sobre os
seus atos na história contínua do mundo. Os primeiros quinze versículos são
citados (juntamente com Sl 96 e parte do Sl 106) em 1Cr 16, talvez indicando o
uso deste salmo na adoração.
* Sl
105.1 entre os povos. Israel não podia esconder sua luz "debaixo do
alqueire" (Mt 5.15). O verdadeiro povo de Deus presta por todo mundo
testemunho jubiloso sobre a graça divina.
* 105.2 narrai todas as suas maravilhas. Estão em
pauta aqueles atos de graça e de juízo que Deus realiza ao longo da História.
Deus entra na História e age graciosamente em favor de seu povo, notavelmente
através da vida, da morte, da ressurreição e da ascensão de seu Filho
unigênito.
* 105.4 buscai perpetuamente a sua presença. Que os
crentes busquem viver na presença do Senhor. O salmista com freqüência
testificava sobre o horror associado à perda da amizade de Deus (Sl 22.1;
28.1).
* 105.5 Lembrai-vos. Lembrar-se
das obras de Deus é mais do que rememorar os acontecimentos; significa reagir
com fé e obediência ao que elas significam.
* 105.8 Lembra-se perpetuamente. Uma vez
mais (v. 5) as lembranças envolvem fazer, tanto quanto saber. Neste caso, Deus
age no presente baseado nas promessas feitas a Abraão.
sua aliança. A aliança
específica aqui em foco é o pacto abraâmico (Gn 12.1-3; 15 e 17).
* 105.9,10 a Isaque... a Jacó. Deus
reafirmou seu relacionamento segundo a aliança com os descendentes de Abraão.
Ver Gn 26.3.
* 105.11 Dar-te-ei a terra de Canaã. Ver Gn
15.17-20.
* 105.12 forasteiros. Abraão, Isaque e Jacó
viveram na Terra Prometida como estrangeiros. Eles perambulavam de lugar para
lugar na terra de Canaã.
* 105.14 repreendeu a reis. Ver Gn
12.10-20; 26.
* 105.15 os meus profetas. Abraão é
referido como um profeta, em Gn 20.7.
* 105.16-22 Deus
promoveu José a uma posição de autoridade, no Egito.
* 105.16 Fez vir fome. Deus dirigiu os
acontecimentos no Egito, de tal modo que quando veio a fome, ameaçando aquele
país, José já estava no poder, capaz de conservar "muita gente em
vida" (Gn 50.20).
* 105.23 Então, Israel entrou no Egito. Ver Gn 46.
na terra de Cam. Um outro
nome para o Egito.
* 105.28 Enviou trevas. O salmista
enfatiza aqui a nona praga do Egito, mencionando-a primeiro.
* 105.31 moscas e piolhos. Estas são
a terceira e a quarta pragas, na ordem inversa de sua ocorrência real no Egito.
* 105.32 saraiva. A quinta e a sexta pragas não são
mencionadas neste salmo. A praga da saraiva foi a sétima.
* 105.36 os primogênitos. Esta foi a
décima e final praga, depois da qual o Egito permitiu que Israel saísse de
Gósen.
* 105.37 com prata e ouro. Podemos
ver aqui a grande misericórdia e a generosidade de Deus. Como nação escravizada
pelo Egito, Israel tinha poucas posses. Através das pragas, no entanto, Deus
lançou o temor nos corações dos egípcios, pelo que não somente deixaram que
Israel saísse do Egito, mas dispuseram-se a entregar seus objetos valiosos para
encorajar a saída (Êx 12.33-36).
* 105.40 pão do céu. O maná. A misericórdia
providencial de Deus foi além de tirar os israelitas do Egito — ele proveu para
eles no deserto, dando-lhes o que comer e o que beber.
* 105.42 sua santa palavra. A aliança
com Abraão incluía a promessa de que Deus faria de Israel "uma grande
nação" (Gn 12.2).
* 105.45 para que lhe guardassem os preceitos. O
relacionamento entre Deus e seu povo segundo a aliança foi estabelecido e
mantido por Deus exclusivamente por meio de sua graça. Seu povo (e, de fato,
toda a humanidade) tem o dever de corresponder, não meramente por meio da
observância formal de mandamentos específicos, mas apropriadamente, com todo o
seu ser (Mc 12.29-34; cf. 10.20-22).
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