* Sl
114 As tradições judaicas
atribuíam este salmo ao oitavo dia da Páscoa. Em oito breves versículos, e com
uma sutileza poética sem rival, o salmista descreveu o tremendo poder da
auto-revelação visual (teofania) de Deus, ao tempo em que Israel foi salvo do
Egito e quando entrou na terra de Canaã (Êx 13.21).
* 114.1 Quando saiu Israel do Egito. O êxodo
foi a mais tremenda demonstração do poder Redentor de Deus durante o período do
Antigo Testamento. Foi um evento constantemente relembrado e tornou-se uma
fonte de encorajamento para as gerações futuras, incluindo os crentes que se
percebem como "estrangeiros e peregrinos" em busca de sua própria
"terra natal" (Hb 11.13,14).
* 114.2 o seu santuário. O povo de
Israel e sua terra foram o santuário de Deus porque Deus preferiu fazer-se
presente com eles. O tabernáculo e, mais tarde, o templo, foram símbolos de sua
presença.
* 114.3 O mar viu isso. O mar
Vermelho é aqui personificado (Êx 14 e 15), descrevendo poeticamente a
travessia do mar como um conflito entre ele e o Senhor.
* 114.4 Os montes. Os montes eram símbolos de
poder, de firmeza e de constância (Sl 46). O aparecimento de Deus, entretanto,
deixou-os a tremer como se fossem carneiros assustados.
* 114.5 Que tens, ó mar. O salmista
perguntou ao mar e aos montes, poeticamente personificados, tornando explícito
o que era apenas implícito nas duas primeiras estrofes do poema.
* 114.7 Estremece. Quando Deus vem com poder,
para julgar, os habitantes da terra devem temer, porque eles são os objetos de
seu juízo. Coisa alguma pode resistir ao avanço de Deus.
* 114.8 converteu a rocha em lençol de água. A provisão
de Deus em Cades (Nm 20.1-13) demonstrou o seu poder e compaixão.
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