* Sl
118 Este salmo conclui a seção associada à celebração da Páscoa
(113 - 118). Na qualidade de último cântico do grupo, pode ter sido o salmo
final na mente de Jesus quando ele celebrou a Páscoa na companhia de seus
discípulos (Mc 14.26). Jesus citou os vs. 22 e 23 que falavam sobre ele mesmo
(Mc 12.10,11; Mt 23.29; Lc 13.35; cf. At 4.11). O povo saudou a entrada
triunfal de Jesus com gritos de alegria, tomados deste salmo (Mc 11.9,10; Lc
19.38; Jo 12.13). O principal orador provavelmente foi o rei (vs. 5-21), mas o
salmo como um todo é uma liturgia, havendo outros oradores, igualmente (vs.
21-27). As referências ao altar, ao templo e ao cortejo (vs. 19,20,27) mostram
que este salmo era usado na adoração coletiva.
* 118.1 a sua misericórdia dura para sempre. Este é um
refrão deste salmo e do Sl 136.
* 118.5 invoquei. O rei.
* 118.6 O SENHOR está comigo. Esse é o
âmago da aliança da graça: Deus se põe ao lado dos seus remidos. Para o
salmista, a implicação era que ele nada tinha a temer da parte de quem quer que
fosse, porquanto Deus estava no controle das coisas. A vitória não estava
garantida por forças superiores ou por armas; é um dom de Deus.
* 118.12 fogo em espinhos. Esta
símile tem dois lados: Os espinhos, com suas pontas agudas, são boas descrições
do inimigo; mas também queimam rapidamente, como se fossem um inimigo em fuga.
* 118.14 ele me salvou. Para o
salmista, a "salvação" em foco é a vitória em batalha.
* 118.15 voz de júbilo. Israel
corresponde à ajuda de Deus cantando cânticos de vitória que se regozijam na
salvação recebida de Deus.
a destra do SENHOR. O braço
usado para empunhar a espada em batalha (v. 16; cf. Êx 15.6,12).
* 118.19 as portas da justiça. A entrada
do santuário, que levava à presença de Deus, onde o salmista ofereceria agradecimentos.
As portas eram da justiça porque aquele que residia por detrás delas é justo, e
aqueles que ali entram também devem ser justos (Sl 15 e 24).
* 118.21 foste a minha salvação. Ver nota
no v. 14.
* 118.22 A pedra que os construtores rejeitaram. A
metáfora, provavelmente, refere-se ao rei, que era o representante do seu povo.
A pedra foi posta em desespero, quando a derrota parecia inevitável, e a
vitória não era mais uma esperança realista (mas ver a nota seguinte).
a principal pedra. A pedra pequena
e insignificante, apesar de ter sido rejeitada, foi exaltada ao lugar
principal. Mais tarde, Jesus aplicou esta passagem a si mesmo (Mt 21.42; Mc
12.10; Lc 20.17; At 4.11 e 1Pe 2.7). Jesus é a pedra angular (Ef 2.20),
rejeitada pelos governantes terrenos de seus dias, mas exaltado à mão direita
de Deus Pai. Para alguns essa é uma causa de escândalo (Is 8.14; 1Pe 2), mas
para outros é a base de sua esperança.
* 118.24 o dia que o SENHOR fez. Por causa
da vitória de Deus, seu povo deve transformar um dia de desespero em um dia de
adoração na presença do Senhor.
* 118.26 Bendito o que vem em nome do SENHOR. Mais
tarde, esse clamor foi reverberado pelas multidões, ao aclamarem o verdadeiro
Rei, Jesus Cristo, ao entrar ele em Jerusalém (Mt 21.9). De uma maneira ainda
fora do entendimento deles, Jesus estava prestes a derrotar o pecado e a morte
na cruz do Calvário.
* 118.27 adornai a festa com ramos. O
sacrifício foi oferecido em meio à adoração pública, perante o Senhor.
* 118.29 Rendei graças ao SENHOR. Este salmo
termina tal e qual começou
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