*          Sl 18 Este salmo agradece ao Senhor por um grande livramento. O mesmo salmo aparece em 2Sm 22 com minúsculas diferenças.

 

*          18:Título. Ver Introdução: Autor; Características e Temas. O título atribui este salmo a Davi.

 

*          18.1     Eu te amo. Não é a palavra hebraica usual para "amar"; enfatiza a intimidade, expressando a devoção pessoal de Davi.

 

*          18.2     minha rocha. Este termo conota proteção. Quando fugia de Saul, Davi achava refúgio nas cavernas e penhascos dos leitos secos dos rios.

 

força da minha salvação. "Força", é lit., "chifre".

 

*          18.4     Laços de morte. Os tentáculos da morte elevam-se do seol, do inferno, para arrastar para baixo o salmista.

 

torrentes de impiedade. Os poderes do mal e da morte são freqüentemente comparados a um dilúvio avassalador (Is 28.15,17,18; Mt 16.18; Sl 46.2, nota; 69.1,2, nota).

 

*          18.6     do seu templo. Lugar da presença especial de Deus. Por ocasião da dedicação do templo, Salomão deu a entender que aquela era a solução apropriada para as tribulações (1Rs 8).

 

*          18.7     a terra se abalou. Quando Deus se revela como um guerreiro a natureza se convulsiona (Is 24.4-13; Na 1.5).

 

montes. Os montes simbolizam tudo quanto é firme e estabelecido no mundo, mas estremecem perante o poder de Deus.

 

*          18.8     narinas... boca. As narinas e a boca são figuras de linguagem padronizadas sobre a ira. Fumaça e fogo com freqüência acompanham uma teofania (uma auto-revelação pessoal de Deus: Gn 15.17; Êx 19.18; Na 1.6.).

 

*          18.9     sob os pés densa escuridão. Deus é retratado como quem viera à batalha com as nuvens de tempestade. Esse retrato é frequente na Bíblia (Sl 68.4; 104.3; Na 1.3; Dn 7.13). No Novo Testamento, Cristo é retratado como quem voltará à terra entre nuvens (Mc 13.26; Ap 1.7).

 

*          18.10   um querubim. Os seres angelicais são mencionados pela primeira vez em Gn 3.24. O papel deles, em Gn 3, e sua representação simbólica em lugares-chaves no tabernáculo (Êx 26.1,31), indicam que eles são guardiães da santidade de Deus (cf. Ez 1 e 10).

 

*          18.13   a voz. O trovão; cf. Sl 29.3-9.

 

*          18.14   suas setas. Os relâmpagos.

 

*          18.15   se viu... se descobriram. Quando Deus aparece como o defensor de seu povo, as águas, que representam o caos e o mal, retrocedem. Cf. 77.16-19 (um reflexo do êxodo do Egito; Na 1.4; Ap 21.1).

 

tua repreensão. Deus controla as águas caóticas do mar (Sl 106.9). Jesus mostrou ser a segunda pessoa da Trindade ao silenciar as águas caóticas com sua repreensão (Lc 8.22-25).

 

*          18.16   muitas águas. Símbolos da tribulação e aflição (Sl 69.2).

 

*          18.19   um lugar espaçoso. Isso pode ser uma alusão ao êxodo e à conquista da terra de Canaã. Deus livrou Israel de muitas águas (o mar Vermelho) e trouxe os israelitas a um lugar espaçoso (a Terra Prometida). O lugar espaçoso contrasta com o lugar estreito, de onde seria difícil ou mesmo impossível escapar de um inimigo.

 

*          18.21   os caminhos do SENHOR. A lei da aliança com Deus.

 

*          18.25   benigno te mostras... também íntegro. O termo traduzido aqui por "benigno" refere-se à bondade especial de Deus para com aqueles que estão na aliança.

 

*          18.27   tu salvas o povo humilde. Um ensino constante do Antigo Testamento e dos Salmos, mais notavelmente Sl 113.7-9.

 

*          18.29   desbarato exércitos. Um vislumbre daquilo que serviu de inspiração original do versículo. Parece que o salmista estava guerreando.

 

*          18.30   a palavra do SENHOR. Sua revelação ao seu povo. Visto ser este um salmo de Davi, em um pano-de-fundo guerreiro, talvez a referência mais específica seja a 2Sm 7,a aliança com Davi, onde Deus prometeu ser o Pai e o Deus de Davi.

 

*          18.31   senão o SENHOR? O uso dessas perguntas retóricas é enfático: não há outro como o Senhor (Êx 15.11).

 

*          18.34   um arco de bronze. Os arcos antigos eram feitos primariamente de madeira, às vezes reforçados com metal. O arco de bronze tem por finalidade sugerir a força do salmista, dada por Deus.

 

*          18.36   os meus pés não vacilaram. As veredas são estreitas e rochosas em Israel, levando um soldado a escorregar e se ferir. Isso ilustra a confiança de Davi, divinamente sustentada e inabalável.

 

*          18.38-40         sob meus pés... puseste em fuga os meus inimigos. Tábuas e memoriais em pedra do antigo Oriente Próximo mostram inimigos debaixo dos pés dos conquistadores, e prostrados diante de seus captores.                                              

                                                                         

*          18.41   Gritaram... clamaram ao SENHOR. Essas palavras indicam que o salmista estava combatendo contra compatriotas israelitas.

 

*          18.43   me livraste. A marca pessoal de Davi é forte aqui. Deus lhe concedeu vitórias sobre nações circunvizinhas que foram postas debaixo de seu governo (2Sm 8.1-14).

 

*          18.49   entre os gentios. Versículo citado por Paulo, em Rm 15.9, como cumprido em Cristo, que chamou os gentios para compartilharem de seus louvores a Deus Pai.

 

*          18.50   seu ungido. Por ocasião de sua coroação, o rei era ungido com óleo pelo sacerdote. Jesus Cristo, o Senhor e descendente de Davi, cumpriu este salmo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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