* Sl
2 O tema do reinado permeia este salmo. Ao passo que a maioria
dos salmos do reinado enfoca a atenção sobre a monarquia divina ou humana, o Sl
2 integra artisticamente a ambas, contrastando o Rei divino e sua contraparte
humana com os hostis "reis da terra". Este salmo não tem título, mas
o Novo Testamento o atribui a Davi (At 4.25). O Novo Testamento com freqüência
cita e alude a este salmo (Mt 3.17; 17.5; At 4.25-27; 13.33; Rm 1.4; Hb 1.5;
5.5). Jesus Cristo é o Filho de Davi e o Filho de Deus; nele as promessas dadas
a Davi se cumprem.
* 2.2 Os reis. As nações
estão se organizando por meio de seus líderes políticos.
o seu Ungido. Embora o
rei davídico vivo certamente esteja em vista aqui, para o salmista, a
referência final do cântico é ao Cristo, o Rei dos reis.
* 2.3 Rompamos os seus laços. Uma
metáfora que indica uma atitude de rebelião.
* 2.4-6
O Senhor responde a seus inimigos com a instalação do Rei.
* 2.6 o meu Rei. O Senhor
anula os planos dos reis apontando para o estabelecimento de seu Rei
messiânico, prefigurado na monarquia temporal de Jerusalém.
monte Sião. Sião era a
colina ao norte da cidade davídica de Jerusalém. A colina não é importante por
causa de suas dimensões, mas por estar ali localizado o templo. Algumas vezes,
a inteira cidade de Jerusalém é chamada de Sião. A Sião terrestre era um sinal
da Sião celeste. Grande parte do simbolismo do templo prenunciava as realidades
celestiais.
* 2.7 Tu és meu Filho. A fala
divina dirigiu-se ao Filho de Deus (cf. Hb 1.5), tendo Davi como testemunha,
refletindo a promessa de 2Sm 7.14 — a "Aliança davídica", o qual tem
em vista não meramente os descendentes terrenos de Davi, mas o Filho de Deus,
de quem Davi também era um antepassado.
* 2.8
Ver "Deus Reina: A Soberania Divina", índice.
* 2.12 Beijai o Filho. Beijar o
Filho é um ato de submissão (cf. 1Sm 10.1). A palavra "Filho" não é o
termo hebraico usual, mas é um inesperado vocábulo aramaico.
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