* Sl
46 Este salmo tem algumas afinidades com os Sl 48; 76; 84 e 87,
que são chamados "Cânticos de Sião". Embora Sião não seja
especificamente mencionada, é aludida nos vs. 4 e 5. Martinho Lutero foi
impulsionado por este salmo a compor o famoso hino: "Castelo Forte é Nosso
Deus".
* 46.1
fortaleza. Ver "Onipresença e Onipotência", índice.
* 46.2
os montes... mares. Este
versículo descreve um violento terremoto; pode haver aqui um retrato do antigo
Oriente Próximo e Médio sobre a violência cósmica. Deus vence o mar para
realizar os seus propósitos (cf. Sl 18; 74; 77; Na 1).
* 46.4 Há um rio. A antiga e
a atual cidade de Jerusalém não tem rio. Havia um rio no jardim do Éden (Gn
2.10), bem como um "rio da água da vida", que flui do trono de Deus,
na Nova Jerusalém (Ap 22.1,2).
o santuário. Quando os
israelitas olhavam na direção do templo, sentiam segurança nesse símbolo da
proteção divina. Mais tarde, em sua história, o povo de Israel considerava o
templo como se fosse um ídolo que o salvaria dos babilônios (Jr 7). Neste
salmo, entretanto, a confiança era fiel e obediente, prefigurando a segurança
desfrutada pelo povo de Deus na futura cidade eterna (Ap 22.3).
* 46.5 jamais será abalada. A antiga
cidade de Jerusalém realmente caiu diante dos babilônios, em 586 a.C. Mas a
Nova Jerusalém permanecerá "pelos séculos dos séculos" (Ap 22.5).
desde antemanhã. Nas
campanhas militares, a luta começava ao alvorecer. A ajuda divina também não
seria tardia.
* 46.6 a terra se dissolve. Diante da
voz de Deus, o tumulto da rebelião se cala para sempre.
* 46.7 está conosco. O refrão
(novamente no v. 11) reflete a consolação do povo de Deus, que desfruta de sua
proteção.
* 46.10 Aquietai-vos. No
verdadeiro conhecimento de Deus e de seu livramento, há paz, o que contrasta com
as "nações" perturbadas (v. 6).
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