* Sl
49 Este salmo pertence à tradição sapiencial (vs. 3,4), pois
trata de questões típicas dos livros de sabedoria. O salmista lida com dois
problemas: a prosperidade dos ricos e a morte. Este salmo é um dos mais
difíceis de traduzir e de interpretar corretamente. Poucos lugares do Antigo
Testamento exprimem tão diretamente a esperança da ressurreição dentre os
mortos. A doutrina plena da ressurreição só foi revelada quando Jesus
ressuscitou e subiu à mão direita de Deus.
* 49.1 Povos todos. Este salmo
se aplica não somente ao povo que tem relacionamento redentor com Deus, mas a
todos os povos, em todos os lugares.
* 49.2 ricos e pobres. O salmista
sentia-se perturbado diante da acomodação dos ricos.
* 49.3 falarão sabedoria. O salmo
oferecerá discernimento prático quanto ao problema em pauta. O salmista
identifica-se com os sábios de Israel.
* 49.4 uma parábola... meu enigma. Essas
palavras localizam o sábio dentro da tradição de sabedoria.
* 49.5 nos dias da tribulação. Os dias
já próximos da morte do indivíduo (cf. Ec 12.1).
* 49.6 confiam nos seus bens. Em lugar
de confiarem em Deus.
* 49.7 Ao irmão... ninguém o pode remir. Nenhuma
quantia em dinheiro pode impedir a morte, ninguém pode escapar dela.
* 49.10 vê-se morrerem os sábios... como o inepto. Esse
pensamento nos faz lembrar de Ec 2.12-16. O salmista classifica o rico opressor
juntamente com os insensatos e ineptos.
* 49.11 as suas moradas, para todas as gerações. Os ricos
gastam grande parte da vida edificando lares, comprando terrenos e juntando
riquezas. Mas todas essas coisas desaparecem rapidamente.
* 49.12 como os animais, que perecem. Ao fazer a
comparação dessa experiência entre os seres humanos e os animais irracionais, o
salmista fez um paralelo com o pensamento de Ec 3.18-21.
* 49.14
como ovelhas.
Inconscientemente, os ricos, que confiam em si mesmos, estão caminhando para o
abate.
* 49.15 Deus remirá a minha alma... da morte. Embora
Deus não aceite um resgate pela morte (v. 7), ele proveu uma redenção para o
salmista. A chave para essa consciência veterotestamentária da redenção da
morte é o reconhecimento da eternidade de Deus e de seu eterno relacionamento
com o seu povo: "ele me tomará para si". Ver Mc 12.26,27.
* 49.16-20 Os ricos ímpios não podem transportar
suas riquezas para a eternidade escura e sem alegria para a qual são enviados.
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