* Sl
55 Tal como muitos outros lamentos, este salmo pranteia por
causa do ataque de inimigos. Realmente incomum é a tristeza devido à traição
perpetrada por um amigo. Este salmo desce aos abismos do desespero, mas
finalmente volve-se para o Senhor com esperança. Este salmo antecipa os
sofrimentos de Cristo, que foi traído por Judas Iscariotes, um discípulo do
círculo mais íntimo (Mt 26.47-56).
* 55.3 inimigo. O salmista refere-se aos
inimigos mediante o uso de termos gerais, porque sabia que este cântico seria
usado por outras pessoas em outras situações (v. 22).
* 55.6 Voaria. O autor sentia o impulso de
escapar da causa de sua aflição, mas era incapaz de fugir.
* 55.9 confunde os seus conselhos. O salmista
alude aqui ao juízo divino contra a geração ímpia que erigiu a torre de Babel
(Gn 11.1-9).
* 55.10 giram nas suas muralhas. Homens
desregrados estavam soltos e ativos nas muralhas, a principal defesa da cidade.
* 55.11 suas praças. Essa
descrição de uma antiga cidade de Israel, presumivelmente Jerusalém, durante o
reinado de Davi, pode ser aplicada às violentas cidades de hoje em dia.
* 55.13 Os termos vão ficando crescentemente mais
íntimos, desde "homem meu igual", passando por "meu
companheiro", e terminando em "meu íntimo amigo".
* 55.14 Juntos andávamos. A parte
mais dolorida era que o amigo íntimo era um adorador junto com o salmista, na
casa de Deus.
* 55.15 vivos desçam à
cova. Isto é, ao seol, à sepultura.
* 55.18 dos que me perseguem. Embora este
salmo possa ter tido a sua origem em uma batalha, é mais provável que a
perseguição seja uma metáfora das lutas que o salmista mantinha contra seus
inimigos e amigos que o cercavam.
* 55.19 desde a eternidade. Deus ouvia
as orações do salmista de seu trono real, nos céus.
* 55.20 sua aliança. O salmista
descreve aqui o rompimento voluntário de um acordo formal existente entre
amigos. Uma aliança é um acordo solene sob sanções.
* 55.21 mais macia que a manteiga... mais brandas que
o azeite. Uma poderosa descrição poética da hipocrisia e do engano.
* 55.22 jamais permitirá que o justo seja abalado. O contexto
do salmo mostra que não há promessa inábil de que os justos sempre serão
felizes e prósperos. O salmista entoa este lamento ao Senhor por estar
desesperado. Este versículo deve significar que Deus não permitirá que os
justos fiquem na posição caída para sempre, mas que, no fim, haverá de
vindicá-los.
* 55.23 à cova profunda. O
sepulcro.
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