*          Sl 58 Os salmos de lamentação por muitas vezes contêm seções que são maldições dirigidas contra os maldosos e os injustos. Parece que os objetos do desprezo do salmista eram governantes humanos (v. 1, nota), especialmente os juízes injustos. A primitiva tradição cristã vinculava este salmo ao sumo sacerdote e ao Sinédrio, por haverem condenado Jesus (Mt 26.57-68).

 

*          Sl 58.1 ó juízes. A palavra assim traduzida se assemelha ao vocábulo hebraico para "deuses". E a palavra "deuses" poderia ser usada para indicar os juízes corruptos deste versículo, de conformidade com o exemplo em Sl 82.1 (ver referência lateral em Sl 82.1).

 

*          58.3     desde a sua concepção. Davi reconheceu esse fato em si mesmo, em Sl 51.5. Todos os homens nascem com uma natureza que se rebela contra Deus — esse é o significado da doutrina do pecado original. Davi quis dizer que a maldade dos maus juízes remonta ao começo de suas vidas.

 

*          58.4,5  peçonha da serpente. O salmista comparou os governantes iníquos às serpentes. A história da queda no pecado (Gn 3), iniciada pela serpente, focaliza o quadro mental. As palavras dos governantes são tão marcantes como o veneno das serpentes, e eles fazem ouvidos surdos aos argumentos lógicos e até à condenação que Deus lance contra eles.

 

*          58.7     ao dispararem flechas, fiquem elas embotadas. Que Deus reduzisse a nada os maus esquemas, e a violência dos ímpios contra os inocentes.

 

*          58.10   Alegrar-se-á o justo. A eternidade mostrará que a condenação divina dos ímpios é justa. Esse castigo causará regozijo, visto que a alternativa seria inconcebível: o céu povoado com os inimigos de Deus (Ap 16.5,6; 19.1-3; 21.27).

 

*          58.11   há recompensa. Quando os ímpios prosperam ou os justos sofrem, a fé fica abalada. As promessas da aliança, em Dt 28, provêem maldições para o ímpio e bênçãos para o justo. O juízo final endireitará novamente todas as coisas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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