* Sl
69 Este salmo é bem-conhecido por causa de sua aplicação, no
Novo Testamento, à angústia de Jesus, o Servo Justo de Deus, quando ele buscava
a vontade de seu Pai, durante o seu ministério terreno.
* 69.1 as águas. O salmista retrata a sua
aflição como alguém que se afundava lentamente nas águas de um rio. As águas
buliçosas são uma freqüente ilustração bíblica de caos social ou pessoal. Ver
notas em Sl 18.4; 46.2,3.
* 69.2 a corrente me submerge. A
linguagem poética desta seção pode ser comparada a uma prova de água, na qual
uma pessoa suspeita de um crime podia ser lançada em um rio. Do rio os homens
esperavam que suas águas avassalassem e carregassem com a pessoa culpada, mas
que liberasse a pessoa inocente.
* 69.5 as minhas culpas. Embora o
salmista fosse inocente das acusações aludidas no v. 4, ele não alegava não ter
pecado.
* 69.6 os que esperam em ti. O salmista
preocupava-se não somente consigo mesmo, mas também por outros, em Israel, que
poderiam ser prejudicados de alguma maneira através dos pecados dele. A
possibilidade que os seus pecados afetassem a outras pessoas era fomentada pelo
seu poder e proeminência na sociedade.
* 69.9 o zelo da tua casa. Este
versículo foi aplicado a Jesus quando ele tirou do templo os cambistas (Jo
2.17), e assim, ao fazer um bem, atraiu o ódio dos ímpios. A inimizade contra
Deus pode causar sofrimento para aqueles que se parecem com ele (Rm 15.3).
* 69.11 Pus um pano de saco por veste. Quando o
salmista realizava atos religiosos, tais como o jejum, ele tinha que agüentar a
ridicularização, de ricos e pobres igualmente (v. 12).
* 69.15 poço. Ver Pv 1.12; Is 5.14 e notas.
* 69.21 fel... vinagre. O gosto
amargo do fel é proverbial. Quando o salmista sofreu tais maltratos, ele reagiu
com uma maldição (vs. 22-29). A metáfora tornou-se uma realidade quando a Jesus
Cristo foi oferecido vinagre, durante a sua crucificação (Jo 19.29). Ele
correspondeu com compaixão por aqueles que o atormentavam.
* 69.25 Fique deserta a sua morada. O
salmista solicita aqui a morte dos ímpios (v. 28). Pedro citou este versículo
em conexão com a morte de Judas Iscariotes e a vaga que ele deixou entre os
discípulos (At 1.20).
* 69.26 perseguem a quem tu feriste. O inimigo
piorava a dor dos afligidos. Quando Deus castiga a alguém, isso não é desculpa
para outros aumentarem a sua dor.
* 69.30 Louvarei. Foi abrupta a transição da
dor e da chamada para o julgamento para um louvor resoluto. Tal compressão de
pensamento não é incomum na poesia bíblica.
* 69.31 do que um boi. O boi era
o sacrifício mais caro que havia em Israel. Deus interessa-se por um louvor
genuíno, e não pelas riquezas (50.12-14,23; Os 14.2; Rm 15.6; Hb 13.15).
* 69.32,33 os aflitos... aos necessitados. Deus está
sempre receptivo aos pobres e aos humildes.
* 69.35 edificará as cidades de Judá. Os últimos
versículos provavelmente foram adicionados depois de Davi, durante ou pouco
depois do exílio babilônico dos judeus, no século VI a.C.
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