*          Sl 74   Este lamento pela destruição do templo, em 586 a.C., compara-se aos poemas do livro de Lamentações.

 

*          74.1     Por que nos rejeitas. A derrota de Israel às mãos dos babilônios indicou que Deus tinha abandonado seu povo escolhido e que não continuaria a protegê-lo. Os profetas (Ez 9—11) descreveram como Deus havia abandonado o seu templo, lançando a culpa sobre o pecado e a incredulidade de Israel. Ver nota em Sl 22.1.

 

as ovelhas. O escritor sacro apelou para esta metáfora a fim de referir-se ao relacionamento entre Deus e o seu povo, a fim de pleitear a restauração. Ver Sl 23.1.

 

*          74.2     Lembra-te. O salmista indicava aqui mais do que uma memória mental; ele queria que Deus agisse com base em sua antiga promessa segundo a aliança, para salvar o seu povo.

 

monte Sião. A localização do templo e o lugar onde Deus tornava a sua presença conhecida de maneira especial. Ver Sl 2.6; 50.2; 128.5; 129.5.

 

*          74.3     Dirige os teus passos. O salmista roga a Deus que pesquise e reaja aos danos que o inimigo havia infligido às possessões divinas. Quando tomou Jerusalém, em 586 a.C., Nabucodonosor ordenou que o santuário fosse demolido.

 

*          74.9     Já não vemos os nossos símbolos; já não há profeta. O maior temor de todos era que Deus silenciasse diante da destruição. Este salmo, com toda a probabilidade, foi composto logo depois do evento, visto que vários profetas estiveram ativos durante o período de restauração.

 

*          74.10   Acaso blasfemará... o teu nome? O salmista procurava persuadir a Deus, argumentando que a sua própria reputação corria perigo. Asafe se sentia aflito pela aparente inatividade de Deus.

 

*          74.13   o mar. Nos próximos poucos versículos, o poeta alude a um conceito popular da criação e aplica-o ao Senhor. Quanto à derrota do "Mar", ver Ez 28.2 e nota. Ao usar essas figuras simbólicas, o salmista não estava endossando os mitos populares, mas usando-os para dizer que o Deus de Israel é o Criador de todas as coisas. Os deuses do Oriente Próximo e Médio eram nada, porquanto eles não existiam. Ver Sl 18.4; 29.3,10; 46.2,3; 69.1,2; Jr 14.22; 1Co 8.4.

 

*          74.14   as cabeças do crocodilo. O salmista tomou aqui, por empréstimo, a linguagem da mitologia popular, relatado em textos descobertos na antiga Ugarite, na Síria. Naqueles textos, o "crocodilo" (leviatã ou Lotã) é um monstro marinho com sete cabeças, que foi derrotado por Baal nos tempos da criação.

 

*          74.20 a tua aliança. O escritor apelou para a aliança divina, sabendo que a paciência de Deus não se exaure, a despeito da desobediência que foi a causa da queda do reino do norte, Israel, no século VIII a.C..

 

*          74.22   Levanta-te. Ver nota em Sl 7.6.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-----------------------------------------------------------------------------

www.sergiovalentin.teo.br

[email protected]