* Sl
9 Este lamento começa como se
fosse um poema de ação de graças; mas no v. 13 o salmista volta-se para o
Senhor com novas petições, e o salmo conclui nessa nota. É provável que os
Salmos 9 e 10 originalmente fossem um único salmo. Juntos eles formam um único
acróstico (ver Introdução à Poesia Hebraica).
* 9.1 as tuas maravilhas. No
original hebraico isso refere-se aos grandes atos de Deus, sua intervenção nas
atividades humanas, como por ocasião do êxodo do Egito.
* 9.3 ao retrocederem os meus inimigos. Essa é
uma declaração de esperança futura, e não de realidade passada.
* 9.4 no
trono... julgas retamente. O salmista não confiava em si mesmo, mas no
caráter de Deus como o justo Juiz.
* 9.5 lhes apagas o nome. Para nunca
mais serem lembrados, o que contrasta com o nome de Deus (v. 2), que será
louvado para sempre.
* 9.11 que habita em Sião. Ver 2.6,
nota. Os crentes aflitos devem saber que Deus está presente com eles no mundo.
* 9.12 aquele que requer o sangue. Lit.,
"busca o sangue". Deus não permite que a iniqüidade fique sem ser
castigada (Gn 9.6; Na 1.2-6).
* 9.13 portas da morte. Ver Pv
1.12, nota. Este versículo é o primeiro sinal da atual aflição do salmista.
* 9.14 portas da filha de Sião. Frase
contrastada com "portas da morte", no versículo anterior. Pela oração
respondida o salmista louvaria a Deus nos lugares mais públicos de Jerusalém, a
"filha de Sião".
* 9.15 Afundam-se as nações na cova que fizeram. Ver Sl
7.14-16. A iniqüidade de tais inimigos retornaria para caçá-los.
* 9.17 Os perversos. Melhor
definidos ainda na segunda metade do versículo como "todas as nações que
se esquecem de Deus".
inferno. No
hebraico, seol (Pv 1.12, nota).
* 9.18 o necessitado... aflitos. A frase
"os pobres e os necessitados" (35.10; 74.21; Pv 31.9; Ez 18.12) é uma
expressão fixa no Antigo Testamento, e essas palavras também aparecem com
freqüência em trechos paralelos (72.12; Jó 24.4; Is 32.7; Am 8.4). O sentido,
por muitas vezes, é a pobreza literal; mas essas palavras também podem ser usadas
figuradamente para expressar uma total dependência a Deus (40.17; 86.1; 109.22;
ver também Mt 5.3 e Lc 6.20). A pobreza, por si mesma, não é meritória, mas
Deus dá uma atenção especial aos clamores dos aflitos (12.5; 72.4, nota).
Jeremias equiparou trazer "justiça e retidão" aos "aflitos e
necessitados" com "conhecer-me" (Jr 22.15,16). Esses cuidados
faziam parte da responsabilidade explícita dos que estavam em posições de
mando.
* 9.19 Levanta-te. Ver Sl 3.7,
nota.