* 3.1-5 As referências
aqui aos profetas, sacerdotes, ao santuário, e à lei indicam que o profeta estáT
dirigindo suas palavras a Jerusalém. A acusação geral de 1.17 agora se torna
específica. Os pecados de Jerusalém foram particularmente atrozes pois foram
cometidos contra o Deus justo da aliança que havia graciosamente se revelado ao
seu povo (v. 5; Am 2.4, 10-12; 3.2).
* 3.2
Não atende a ninguém. Lit. “Ela não escuta voz alguma.” O povo
desconsiderava a voz de Deus revelada na lei (Dt 31.9-13), através dos profetas
(Jr 7.23-28; Ag 1.12), e através dos sábios (Pv 1.8).
não aceita disciplina. Ver o v.
7. A recusa em receber disciplina leva à morte (Pv 5.23), mas a disposição de
recebê-la leva à vida (Pv 6.23; Jr 2.30; 5.3; 7.28; 32.33; 35.13; Sl 50.17).
se aproxima. O verbo
hebraico aqui significa “aproximar-se corretamente de Deus em adoração” (cf. Lv
10.3). A adoração deve vir do coração, não apenas da boca (cf. Is 29.13; Jo
4.24).
* 3.3,
4 Ver Mq 3.9, 10.
* 3.3
príncipes... no meio dela. Ver nota no v. 5.
leões rugidores. As figuras
do leão e do lobo aqui descrevem a natureza predatória e feroz desses oficiais
corruptos do governo, cuja função correta seria proteger e dar estabilidade à
sociedade.
* 3.4
seus profetas... seus sacerdotes. Para condenações semelhantes dos
líderes de Israel, ver Os 4.5, 6; Is 28.7; Jr 5.31; 6.13; Mq 3.5-8, 11.
* 3.5
no meio dela. Sofonias contrasta a presença do justo Senhor dentro de
Jerusalém com a presença da liderança corrupta e injusta dentro dela (v. 3). A
essência do compromisso de Deus com sua aliança é a promessa de sua presença
com seu povo (Êx 29.42-46, nota; Nm 14.14; Is 43.2). Aqui, a presença de Deus
traz julgamento (Os 11.9), mas a mesma expressão em 3.17 significa salvação.
* 3.6-8 O enfoque
da atenção desvia-se de Jerusalém para as nações. O profeta observa o
julgamento prévio por Deus das nações (v. 6), que deveria ter sido uma lição
para Jerusalém (v. 7), antes de se voltar ao julgamento futuro que está por vir
(v. 8).
* 3.7
aceitarás a disciplina. Ver o v. 2.
* 3.9-20 A
dramática inversão. O julgamento é o prelúdio à restauração e à purificação
tanto em Israel quanto entre as nações (vs. 9, 12, 13). Em um hino final de
louvor (3.14-20), o profeta canta acerca do reino futuro do Senhor, sua vitória
sobre seus inimigos, e seu amor e presença no meio do seu povo. A igreja pode
cantar agora esta canção em celebração à vitória de Cristo na cruz (Cl 2.15) e
em antecipação de seu triunfo quando voltar (2Ts 1.5-10).
* 3.9
darei lábios puros. Ver a referência lateral. Purificar os lábios pode
significar tanto limpá-los do pecado em geral (Is 6.5) quanto remover os nomes
dos deuses estranhos dos lábios de um adorador (Os 2.17).
aos povos. Os gentios
também invocarão o seu nome (Is 52.15; 65.1; 66.18).
para que todos invoquem o nome do
SENHOR. Em contraste com os idólatras de 1.5, 6. Ver Gn 4.26; 1Rs
18.24; Jr 10.25; Jl 2.32; At 2.21; Rm 10.12, 13.
* 3.11
exultam na sua soberba. Ver Is 2.12-18.
* 3.12
modesto e humilde. Estes se contrastam com os soberbos e arrogantes do
v. 11.
* 3.13
restantes. Ver nota em 2.7.
não cometerão iniqüidade. Os
restantes semelhantes a Deus. Palavras idênticas são usadas com respeito ao
Senhor no v. 5. Um objetivo primário da salvação é estar em conformidade cada
vez maior com a imagem de Deus (Mt 5.48; 1Pe 1.15, 16).
nem proferirão mentiras. Em
contraste com os idólatras enganadores de 1.9.
serão apascentados, deitar-se-ão. Uma
expressão profética comum (Is 49.9; Mq 7.14; Jr 50.19; Ez 34.14) retratando a
segurança que resulta da confiança em Deus e do reconhecimento do seu domínio
(v. 15).
não haverá quem os espante. Ver Mq
4.4.
* 3.14
filha de Sião. Esta personificação de Jerusalém está baseada na prática
entre os profetas de personificar lugares e objetos em termos de gênero
gramatical. A palavra para “cidade” é feminina, e assim o profeta fala de Sião
como “filha.”
* 3.15
sentenças... teu inimigo. A base para o regozijo no v. 14 é justificada: tanto
o julgamento contra o povo de Deus quanto os inimigos que os ameaçavam foram
superados. Esta profecia encontra seu cumprimento final em Jesus Cristo, que
satisfez o julgamento de Deus contra o pecado e derrotou os inimigos de Deus
através de sua morte na cruz (Rm 3.23-25; Cl 2.15, nota).
O Rei de Israel... no meio de ti. Ver João
1.49. A promessa da habitação de Deus no meio do seu povo aponta mais adiante
para Cristo, o Rei de Israel (Jo 1.49) e a glória encarnada de Deus (Êx 26,
nota e Jo 1.14, nota).
* 3.17
Ele se deleitará em ti com alegria. Este deleite baseia-se no caráter
de Deus, que “tem prazer na misericórdia” (Mq 7.18).
renovar-te-á no seu amor. Ou:
acalmar-te-á. A frase pode também ser traduzida por “estar calmo” ou
“descansar.” No contexto mais amplo Deus
foi revelado como o Guerreiro “poderoso para salvar.” O anterior brado de
guerra (1.14) está agora silenciado pela vitória e pelo relacionamento amoroso
entre Deus e o seu povo. A obra purificadora e transformadora da graça do
Senhor cria um povo renovado que reconhece seu governo e confia em seu nome (v.
12).
* 3.19
um louvor e um nome. Ver o v. 20. A expressão remonta a Dt 26.18, 19, onde
Israel, como povo especial do Senhor, é privilegiado em representá-lo e em ser
o meio tangível pelo qual o louvor, a honra, e a glória são dadas ao Senhor
(cf. Is 43.7; Jr 13.11; 33.9). Paulo entende ser este o papel da igreja (Tt
2.14). Pedro também (1Pe 2.9-12).
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sergiovalentin