* 3.1-8 Depois de haver dado instruções para grupos específicos, Paulo passa agora a dar
um conselho geral a Tito, inserindo aqui e ali reflexões sobre a graça de Deus
e encorajando o povo "para toda boa obra" (v. 1).
* 3.1 aos que governam, às autoridades. Sobre a submissão cristã às autoridades
governantes, ver Rm 13.1-7; 1Pe 2.13-17; cf. 1Tm 2.2.
Toda boa obra. O tema dessa seção é a prática do bem (v. 8;
2.7, nota).
* 3.3 Esse versículo apresenta uma descrição
gráfica da depravação humana separada de Cristo (Ef 2.1-3).
* 3.4 Quando, porém, se manifestou a benignidade de
Deus, nosso Salvador, e o seu amor. Continuando com o v. 3, a maior preocupação
de Paulo aqui é com a experiência que o
pecador tem da graça de Deus e não com a próxima vinda de Cristo (2Tm 1.10).
* 3.5 Não por obras... mas segundo sua
misericórdia.
Salvação é pela graça, não por obras (v. 6; Ef 2.8,9; 2Tm 1.9).
ele nos salvou. Ver 2Tm 1.9.
lavar. Purificação espiritual da qual o batismo é o
sinal e selo (1Co 6.11; Ef 5.26).
regenerador e renovador. As duas palavras caracterizam o
"lavar". Regeneração é a nova vida que começa quando uma pessoa chega
à fé em Cristo (Jo 3.3,5; 1Pe 1.3,23). Renovação está intimamente relacionada ao novo nascimento; ela envolve a
completa transformação da vida que se
inicia quando uma pessoa é regenerada
(Rm 12.2; 2Co 5.17). Ver “Regeneração:
O Novo Nascimento” em Jo 3.3.
do Espírito Santo. O Espírito aplica às pessoas a graça de Deus
que é oferecida em Cristo (Jo 3.5, 6). Observe a estrutura trinitária nos vs.
4-6.
* 3.7 justificados. Declarados justos perante Deus.
por graça. Dependendo de nós mesmos (vs.3,4), jamais nos
apresentaríamos como justos perante Deus. O tema dos vs. 3-7 é que a justiça
vem pela graça de Deus somente (Rm
3.21-25).
herdeiros. O propósito de Deus ao oferecer a sua graça
aos pecadores não é apenas de salvá-los da condenação eterna mas também de
torná-los membros da sua família através de adoção e, assim, herdeiros das suas promessas (Rm 8.17; Gl
3.29; 4.7).
* 3.8 Fiel é a palavra. Ver nota em 1Tm 1.15. A expressão aponta para
os vs. 4-7, acima.
solícitos na prática de boas obras. Ver nota no v. 1.
* 3.9-11 Para ilustrar as diferenças com as instruções
que acabou de dar, Paulo retorna pela última vez ao problema dos falsos
mestres.
* 3.9 discussões. Uma característica marcante dos falsos
mestres era seu espírito de contenda
(1Tm 1.4; 6.4).
sobre a lei. A lei de Moisés (1.10, nota; cf. 1Tm 1.7).
não tem utilidade. Ao contrário da prática de boas obras, as
quais são “proveitosas” (v. 8).
* 3.10 A disciplina eclesiástica deve basear-se em
uma série de admoestações (Mt 18.15-17).
homem faccioso. Os falsos mestres tinham causado divisão nas
igrejas (1Tm 6.4,5).
* 3.12-15 Paulo encerra a sua carta com instruções
pessoais a Tito, saudações finais e uma bênção.
* 3.12 Ártemas. Não é mencionado em nenhuma outra parte do
Novo Testamento. Trata-se, aparentemente, de um dos cooperadores de Paulo.
Tíquico. Um cooperador de Paulo, mencionado em At
20.4; Ef 6.21; Cl 4.7; 2Tm 4.12.
vir... ao meu encontro. O ministério de Tito em Creta está chegando
ao fim (Introdução: Data e Ocasião).
Nicópolis. Uma cidade na costa oeste da província romana
de Épiro (a moderna Albânia).
Estou resolvido a passar o inverno ali. Paulo está provavelmente na Macedônia.
* 3.13 Zenas... Apolo.
Os prováveis portadores desta carta. Zenas não é mencionado em nenhuma outra
parte do Novo Testamento. Aparentemente, é um dos cooperadores de Paulo. Apolo
era natural de Alexandria e notável por sua eloqüência (At 18.24-26). Ele é bem
conhecido por causa de seu ministério em Corinto (At 18.27-19.1; 1Co 1.12;
3.4-22; 16.12).
* 3.14 distinguir-se nas boas obras. Ver nota em 2.7.
* 3.15 todos vós. Paulo, pelo que se presume, quis que a carta
fosse lida para toda a igreja (1Tm 6.21;
2Tm 4.22).
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sergiovalentin