*          11.1-3  Os estudiosos têm debatido se esta pequena seção poética pertence ao que a antecede (caps. 9—10, o julgamento das nações) ou com o que se segue (11.4-17, o julgamento de Deus contra Israel, por causa de sua rejeição ao Pastor). As metáforas sobre grandes carvalhos, densas florestas e leões ferozes são tiradas das plantas e dos animais do vale do rio Jordão. A linguagem é condizente com vários julgamentos espalhados pela história de Israel, mas o julgamento proeminente será imposto àquelas nações e àqueles indivíduos que rejeitaram o Bom Pastor, Jesus Cristo (At 4.24-28).

 

*          11.2                 cedros. Essa madeira é, com freqüência, usada como símbolo do Líbano (1Rs 5.6; Sl 104.16).

 

Basã. A área fértil a nordeste do mar Morto (Dt 3.1, nota).

 

*          11.4-17           É difícil identificarmos os atores com certeza nesta seção, embora o ensinamento em geral seja claro. O profeta foi nomeado para ser um bom pastor, mas visto que foi rejeitado ele abandonou o rebanho (v. 9). Na qualidade de um bom pastor, o profeta foi um tipo do vindouro Pastor messiânico, Jesus Cristo, o qual veio como o Bom Pastor e deu a sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11-18).

 

*          11.4                 Apascenta as ovelhas. Um mandato atribuído a Zacarias.

 

para a matança. O povo de Israel.

 

*          11.6                 já não terei piedade. Essas palavras eram apropriadas antes do exílio babilônico (Jr 13.14; 15.5; 21.7); e ocorrem aqui por causa da contínua rebelião do povo (Mt 21.33-46).

 

*          11.7                 Graça. Ver a referência lateral. Essa palavra também foi usada para indicar o próprio Deus (Sl 27.4; 90.17). As varas simbolizam a graça que Deus demonstrou para com o seu povo, em sua aliança (v. 10).

 

União. Ver a referência lateral. A unidade da nação dividida (v.14), foi prometida na Nova Aliança (Jr 30.3; 31.27,31; 33.7).

 

*          11.8    três pastores. Esses pastores são difíceis de identificar. Eles talvez simbolizem todos os líderes que deixam de satisfazer os padrões divinos. Com a passagem do tempo, o Bom Pastor escolhido por Deus deporá todos os demais governantes (Ap 2.27).

 

*          11.9                 O profeta, como um pastor, exprime o seu desgosto com a rebelião e a desobediência do rebanho.

 

*          11.10   aliança... com todos os povos. Temos aqui a obrigação divinamente imposta sobre as nações de não prejudicarem o povo de Israel, pertencente a Deus (cf. Ez 34.25; Os 2.18). Com a remoção do favor de Deus para com Israel, as nações poderiam afligir o rebanho de Deus.

 

*          11.12   trinta moedas de prata. Aparentemente, esse era o preço de um escravo (Êx 21.32). As autoridades religiosas de Judá pagaram a Judas Iscariotes a importância de trinta moedas de prata, para que ele traísse a Jesus (Mt 26.14-16).

*          11.13   as arrojei ao oleiro, na Casa do SENHOR. Uma profecia que teve cumprimento quando Judas Iscariotes lançou as trinta moedas de prata no soalho do templo de Jerusalém (Mt 27.1-10; cf. Jr 19.1-13).

 

*          11.14   romper a irmandade entre   Judá e Israel. Temos aqui a dissolução da nação que vivia sob a aliança, por terem rejeitado o Bom Pastor.

 

*          11.15-17         Com a rejeição do Bom Pastor, líderes indignos tomaram o lugar dele (cf. Ez 34.1-10). A perda do "braço" e do "olho direito" indica a perda do poder e do discernimento necessários para a liderança (v. 17). Alguns estudiosos têm sugerido que esta profecia refere-se aos líderes judeus que lideraram a nação de Israel em rebeldias desastrosas contra Roma, após a morte de Cristo (66—74, 132—135 a.C.).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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