* 4.1-14 A quinta visão descreve um
candelabro de ouro e duas oliveiras. O principal problema enfocado nessas
visões é como se completaria a reconstrução do templo. A resposta de Deus é que
Josué e Zorobabel eram seres humanos apenas finitos e limitados. O poder para
completar a tarefa viria da parte do próprio Deus.
* 4.2 candelabro todo de ouro. Esse
candelabro provavelmente foi usado para lembrar o povo de Israel do candelabro
do tabernáculo e do templo (Êx 25.31), embora o formato do mesmo fosse diferente.
O candelabro também pode ter simbolizado a responsabilidade da comunidade dos
judeus pós-exílio de que deviam ser uma "luz para os gentios" (Is
42.6; 49.6).
sete lâmpadas e sete tubos. Os números
que aparecem neste versículo são um tanto confusos, mas o mais provável é que
houvesse sete lâmpadas sobre a haste, com um depósito para levar o azeite que
alimentaria as lâmpadas. Sete tubos saídos do depósito alimentavam as lâmpadas,
enquanto que o próprio depósito era alimentado pelas oliveiras (v. 12).
* 4.3 duas oliveiras. Ver o v.
14 e nota.
* 4.4 que é isto? A atenção de
Zacarias fixou-se sobre as duas oliveiras, e não sobre o candelabro. Aqui a sua
pergunta não recebe resposta imediata, mas é respondida no v. 14.
* 4.6 Este é o
versículo-chave para se compreender essa visão.
Zorobabel. Embora esta
visão inclua Josué como uma das oliveiras, o enfoque recai sobre Zorobabel,
como é evidente pela repetição de seu nome nos vs. 6, 7, 9 e 10.
Não por força nem por poder. Ou seja, a
força militar ou qualquer outra forma de poder (à parte de Deus). Ao povo de
Deus foi repetidamente recomendado que não dependesse do poder militar nem dos
pactos com potências estrangeiras para cumprir seu chamamento (Is 31.1-3; Sl
20.7-9).
mas pelo meu Espírito. O Espírito
de Deus é retratado com freqüência, nos escritos dos profetas, como aquele que
capacita os servos de Deus a cumprirem a sua obra e vencerem os obstáculos. Até
mesmo a vinda do Servo do Senhor, o Messias, é descrita nesses termos (Is 11.2;
42.1; 61.1).
* 4.7 a pedra de remate. A
última e mais importante pedra, que, ao que se presume, seria cerimonialmente
posta em seu lugar, no templo terminado.
Haja graça e graça para ela. O templo
seria completado em meio a clamores que solicitam que o favor divino repouse
sobre o mesmo. A frase foi repetida para efeito de ênfase (Is 40.1, nota).
* 4.10 o dia dos humildes começos. Seria
fácil a um judeu desencorajar-se, face aos parcos resultados e ao pequeno
progresso. Encontramos o povo de Judá desencorajado diante do lançamento dos
alicerces do segundo templo (Ed 3.10-12), como também diante da reconstrução do
templo, nos dias de Ageu (520 a.C.; Ag 2.3). A questão que se destaca neste
versículo relembra-nos a não julgarmos a obra de Deus pelos padrões humanos.
olhos do SENHOR. Ver a nota
em 3.9.
* 4.14 ungidos. Ver a referência
lateral. Esses dois ungidos são Zorobabel e Josué. Como líderes escolhidos por
Deus, lhes seria suprido o Espírito Santo com a intensidade necessária para
terminarem o templo. Juntos, eles prefiguram o Messias, em quem estão unidos,
em uma única Pessoa, os ofícios de sacerdote e rei (bem como de profeta) (6.12,
nota). A visão completa ensina-nos tanto que Deus é a fonte originária da força
para se fazer o que ele próprio determina como também é aquele que concede o
seu Santo Espírito ao seu povo escolhido, para a obra que ele os tiver
chamado.
Senhor de toda a terra. Deus é
soberano sobre todos os negócios dos homens (Is 40.15,23,24). Por semelhante
modo, o título "Senhor Todo-poderoso" demonstra que todos os poderes
que há no cosmos estão à sua disposição (1.3, nota).
--------------------------------------------------------------------------------
sergiovalentin