*          6.1-8    A última visão, que enfoca os quatro carros, relembra os quatro chifres da primeira visão (v. 1, nota; cf. 1.7-17). Os quatro carros simbolizam os "quatro ventos do céu" (v. 5), mas além disso, a ordem e a cor dos cavalos podem não ter qualquer significação especial. O escritor do livro do Apocalipse usa um simbolismo similar em sua descrição dos quatro cavaleiros (Ap 6.1-60).

 

*          6.1                   montes... de bronze. Provavelmente, os montes simbolizem o portão do céu, embora alguns estudiosos sugiram que o bronze reflita as colunas de bronze do templo (1Rs 7.13-22). Na primeira visão, os cavaleiros saem da presença de Deus (1.10). Aqui os carros são emissários do julgamento divino, que emergem dentre os montes de bronze.

 

*          6.5                   os quatro ventos do céu. A palavra hebraica para "ventos" também pode significar "espírito". Zacarias pode ter-se aproveitado intencionalmente dessa ambigüidade para dizer que assim como os ventos cobrem a terra, assim também os anjos de Deus cobrem a terra com a presença de Deus (cf. o v. 8, nota).

 

o Senhor de toda a terra. O Deus soberano ordena a seus exércitos celestiais fazerem a sua vontade (4.14, nota).

 

*          6.7                   forcejando por andar avante, para percorrerem a terra. Os cavalos que forcejavam retratam a prontidão do julgamento de Deus.

 

*          6.8                   terra do Norte. O "norte", neste caso, representa os inimigos de Israel, visto que a geografia da Palestina exigia que qualquer um que atacasse vindo do oriente, incluindo os persas, tivessem que vir necessariamente do norte.

 

fazem repousar o meu Espírito. Se a terra do norte fosse julgada por Deus, então todas as outras terras estariam seguramente sob o seu julgamento, e a sua proteção ao seu povo era completa. Seu Espírito, por conseguinte, poderia descansar.

 

*          6.9-15  Esta seção é um apêndice adicionado às visões, oferecendo comentários adicionais referentes à quarta e à quinta visões. Ela reúne especialmente os ofícios usualmente separados de sacerdote e de rei em um única Pessoa — o Messias (v.13).

 

*          6.12                 Renovo. Um título messiânico, cuja importância explica sua ocorrência aqui e em 3.8. Quem usou o termo pela primeira vez foi Isaías, para denotar o Messias (Is 4.2). Em seguida, Jeremias desenvolveu esse título para indicar o descendente de Davi que governaria no trono de Davi (Jr 23.5,6; 33.15,16). Zacarias reúne os ofícios real e sacerdotal nesse título. Os primeiros intérpretes judeus viam nesse título uma compreensão messiânica. Tudo isso mostra a preparação, no Antigo Testamento, para a verdade de que Cristo é o nosso Sumo Sacerdote (Hb 4.14; 7.24; 9.11),  bem como o nosso Rei (Hb 1.8; Mt 22.41-46). Ele é o nosso Salvador e o nosso Senhor.

 

*          6.13                 Ele mesmo edificará o templo do SENHOR. O Messias, em sua função real, edificará o templo. Isso serviria para encorajar os judeus dos dias de Zacarias, mas seu cumprimento pode ser encontrado em Jesus, que prometeu edificar a sua Igreja como um templo (Jo 2.19-21; 1Co 3.16,17; Ef 2.19-21).

 

*          6.15                 Aqueles que estão longe virão. Essas são as nações que se reunirão em torno da tarefa de reconstruir o templo. Isso reflete o ensinamento de Ageu de que as nações trarão suas riquezas ao templo (Ag 2.7, nota). Visto que a Igreja de Cristo é o templo da presente dispensação, os gentios edificarão o templo edificando a Igreja, o corpo vivo de Cristo sobre a terra (1Pe 2.5).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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