*          7.1-14  Este capítulo trata de uma pergunta feita pelos residentes da terra de Israel acerca de continuar a jejuar. A pergunta que fizeram mostra a falta de entendimento deles quanto à questão real da obediência. Zacarias responde que obedecer é melhor do que sacrificar (cf. 1Sm 15.22).

 

*          7.1                   quarto ano... dia quarto... nono mês. A data foi 7 de dezembro de 518 a.C., pouco mais do que dois anos depois das visões dos capítulos 1-6 deste livro.

 

*          7.2                   enviados... para suplicarem o favor do SENHOR. Chegou uma delegação de Betel para inquirir se deveriam continuar a jejuar, lamentando pela destruição do templo. De acordo com 2Rs 25.8-15, o templo foi destruído no quinto mês (586 a.C.). A indagação foi respondida pelo profeta em 8.18,19. O cap. 7 de Zacarias mostra-nos que a comunidade israelita restaurada em Jerusalém, externamente era religiosa, mas faltava-lhe os frutos da verdadeira religião. Uma religiosidade verdadeira deveria resultar em boas ações (Tg 1.26,27). Ver as notas nos vs. 9 e 10.

 

*          7.5                   no sétimo mês. O jejum que lamentou pelo assassinato de Gedalias, governador de Judá, que fora nomeado pelos babilônios (2Rs 25.26, nota).

 

setenta anos. Tinham-se passado sessenta e oito anos desde a destruição do templo de Jerusalém. Zacarias falava aqui usando números redondos.

 

acaso, foi para mim que jejuastes. A pergunta enfática de Zacarias indicava a hipocrisia do jejum deles; pelo contrário, os jejuns deles eram motivados pelo egoísmo e não pelo desejo de agradar a Deus.

 

*          7.7                   o Sul. Ver a nota em Gn 12.9.

 

*          7.9                   Executai juízo verdadeiro. Zacarias convidou o povo a fazer o que seus pais tinham feito. Uma justiça autêntica significava aplicar a palavra de Deus aos problemas, tanto os de natureza pessoal quanto os de natureza social, confrontando a comunidade restaurada. Eles deviam libertar os oprimidos e punir os opressores.

 

*          7.10                 a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre. Esses quatro grupos podiam ser facilmente explorados. Deus, entretanto, os ama (Êx 22.21; Dt 10.18), e ordenou provisões para que fossem cuidados (Dt 24.17-22). Deus também proferiu maldições contra aqueles que os exploram (Dt 27.19). Injustiças feitas contra esses grupos são mencionados em Sl 94.6 e Is 10.1,2.

 

intente... o mal. O problema externo que consiste em maltratar a outros deriva-se do ódio interior e da desconsideração pelo próximo (Mt 5.21,22).

 

*          7.13                 eu não os ouvi. O julgamento divino, que consistiu no exílio babilônico, foi aplicado em proporção à desobediência dos filhos de Israel. Os profetas enfatizaram repetidamente que atos formais de adoração são anulados pela desobediência. Ver especialmente 1Sm 15.22 e Is 1.13-15.

 

*          7.14                 da terra desejável fizeram uma desolação. A desobediência dos antepassados dos israelitas atraiu o julgamento divino. Zacarias queria que o povo de Israel compreendesse que uma desobediência contínua seria penalizada pelo julgamento divino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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