1-32
1 Prefácio
e Saudação 1-15
1:1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para
ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,
1:2 o qual foi por Deus, outrora, prometido
por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras,
1:3 com respeito a seu Filho, o qual, segundo
a carne, veio da descendência de Davi
1:4 e foi designado Filho de Deus com poder,
segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus
Cristo, nosso Senhor,
5-15 O amor
do apóstolo Paulo pelos cristãos de Roma.
Seu desejo
de vê-los
1:5 por intermédio de quem viemos a receber
graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos
os gentios,
1:6 de cujo número sois também vós, chamados
para serdes de Jesus Cristo.
1:7 A todos os amados de Deus, que estais em
Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus,
nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
1:8 Primeiramente, dou graças a meu Deus,
mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é
proclamada a vossa fé.
1:9 Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito,
no evangelho de seu Filho, é minha testemunha de como incessantemente faço
menção de vós
1:10 em todas as minhas orações, suplicando
que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de
visitar-vos.
1:11 Porque muito desejo ver-vos, a fim de
repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados,
1:12 isto é, para que, em vossa companhia,
reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha.
1:13 Porque não quero, irmãos, que ignoreis
que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora,
impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre
os outros gentios.
1:14 Pois sou devedor tanto a gregos como a
bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes;
1:15 por isso, quanto está em mim, estou
pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma.
16-17 A
justiça pela fé em Jesus Cristo. A justiça de Deus para os judeus e os gentios
1:16 Pois não me envergonho do evangelho,
porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do
judeu e também do grego;
1:17 visto que a justiça de Deus se revela no
evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.
18-27 A
idolatria e a depravação dos homens
1.18-3.20 O
pecado universal da humanidade
1:18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão
dos homens que detêm a verdade pela injustiça;
1:19 porquanto o que de Deus se pode conhecer
é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
1:20 Porque os atributos invisíveis de Deus,
assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se
reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas
que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;
1:21 porquanto, tendo conhecimento de Deus,
não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em
seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.
1:22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se
loucos
1:23 e mudaram a glória do Deus incorruptível
em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e
répteis.
1:24 Por
isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu
próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;
1:25 pois eles mudaram a verdade de Deus em
mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito
eternamente. Amém!
1:26 Por
causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram
o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;
1:27 semelhantemente, os homens também,
deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua
sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a
merecida punição do seu erro.
28-32
Entregues os gentios a reprováveis sentimentos
1:28 E, por haverem desprezado o
conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental
reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,
1:29 cheios de toda injustiça, malícia,
avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e
malignidade; sendo difamadores,
1:30 caluniadores, aborrecidos de Deus,
insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,
1:31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural
e sem misericórdia.
1:32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus,
de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as
fazem, mas também aprovam os que assim procedem.
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sergiovalentin