T1-16.27
Prefácio e Saudação 1-15
1:1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para
ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,
1:2 o qual foi por Deus, outrora, prometido
por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras,
1:3 com respeito a seu Filho, o qual, segundo
a carne, veio da descendência de Davi
1:4 e foi designado Filho de Deus com poder,
segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus
Cristo, nosso Senhor,
5-15 O amor do apóstolo Paulo pelos cristãos de Roma.
Seu desejo de vê-los
1:5 por intermédio de quem viemos a receber
graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos
os gentios,
1:6 de cujo número sois também vós, chamados
para serdes de Jesus Cristo.
1:7 A todos os amados de Deus, que estais em
Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus,
nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
1:8 Primeiramente, dou graças a meu Deus,
mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é
proclamada a vossa fé.
1:9 Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito,
no evangelho de seu Filho, é minha testemunha de como incessantemente faço
menção de vós
1:10 em todas as minhas orações, suplicando
que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de
visitar-vos.
1:11 Porque muito desejo ver-vos, a fim de
repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados,
1:12 isto é, para que, em vossa companhia,
reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha.
1:13 Porque não quero, irmãos, que ignoreis
que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora,
impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre
os outros gentios.
1:14 Pois sou devedor tanto a gregos como a
bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes;
1:15 por isso, quanto está em mim, estou
pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma.
16-17 A justiça pela fé em Jesus Cristo. A justiça de
Deus para os judeus e os gentios
1:16 Pois não me envergonho do evangelho,
porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do
judeu e também do grego;
1:17 visto que a justiça de Deus se revela no
evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.
18-27 A idolatria e a depravação dos homens
1.18-3.20 O pecado universal da humanidade
1:18 A ira de Deus se revela do céu contra
toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;
1:19 porquanto o que de Deus se pode conhecer
é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
1:20 Porque os atributos invisíveis de Deus,
assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se
reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas
que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;
1:21 porquanto, tendo conhecimento de Deus,
não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em
seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.
1:22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se
loucos
1:23 e mudaram a glória do Deus incorruptível
em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e
répteis.
1:24 Por
isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu
próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;
1:25 pois eles mudaram a verdade de Deus em
mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito
eternamente. Amém!
1:26 Por
causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram
o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;
1:27 semelhantemente, os homens também,
deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua
sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos,
a merecida punição do seu erro.
28-32 Entregues os gentios a reprováveis sentimentos
1:28 E, por
haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma
disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,
1:29 cheios de toda injustiça, malícia,
avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e
malignidade; sendo difamadores,
1:30 caluniadores, aborrecidos de Deus,
insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,
1:31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural
e sem misericórdia.
1:32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus,
de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as
fazem, mas também aprovam os que assim procedem.
2. Gentios e judeus igualmente culpado 1-16
O juízo de Deus: 2.1-3.8
2:1 Portanto, és indesculpável, ó homem,
quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo
te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas.
2:2 Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo
a verdade contra os que praticam tais coisas.
2:3 Tu, ó homem, que condenas os que praticam
tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?
2:4 Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e
tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao
arrependimento?
2:5 Mas, segundo a tua dureza e coração
impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do
justo juízo de Deus,
2:6 que retribuirá a cada um segundo o seu
procedimento:
2:7 a vida eterna aos que, perseverando em
fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade;
2:8 mas ira e indignação aos facciosos, que
desobedecem à verdade e obedecem à injustiça.
2:9 Tribulação e angústia virão sobre a alma
de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego;
2:10 glória, porém, e honra, e paz a todo
aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego.
2:11 Porque para com Deus não há acepção de
pessoas.
2:12 Assim, pois, todos os que pecaram sem lei
também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão
julgados.
2:13 Porque os simples ouvidores da lei não
são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.
2:14 Quando, pois, os gentios, que não têm
lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem
eles de lei para si mesmos.
2:15 Estes mostram a norma da lei gravada no
seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos,
mutuamente acusando-se ou defendendo-se,
2:16 no dia em que Deus, por meio de Cristo
Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho.
17-24 Os judeus são indesculpáveis
2:17 Se, porém, tu, que tens por sobrenome
judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;
2:18 que conheces a sua vontade e aprovas as
coisas excelentes, sendo instruído na lei;
2:19 que estás persuadido de que és guia dos
cegos, luz dos que se encontram em trevas,
2:20 instrutor de ignorantes, mestre de
crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade;
2:21 tu, pois, que ensinas a outrem, não te
ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?
2:22 Dizes que não se deve cometer adultério e
o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos?
2:23 Tu, que te glorias na lei, desonras a
Deus pela transgressão da lei?
2:24 Pois, como está escrito, o nome de Deus é
blasfemado entre os gentios por vossa causa.
25-29 O verdadeiro israelita
2:25 Porque a circuncisão tem valor se
praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se
tornou incircuncisão.
2:26 Se, pois, a incircuncisão observa os
preceitos da lei, não será ela, porventura, considerada como circuncisão?
2:27 E, se aquele que é incircunciso por
natureza cumpre a lei, certamente, ele te julgará a ti, que, não obstante a
letra e a circuncisão, és transgressor da lei.
2:28 Porque não é judeu quem o é apenas
exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne.
2:29 Porém judeu é aquele que o é
interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a
letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.
3. Paulo responde as objeções 1-8
3:1 Qual é,
pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?
3:2 Muita, sob todos os aspectos.
Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus.
3:3 E daí? Se alguns não creram, a
incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus?
3:4 De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro,
e mentiroso, todo homem, segundo está escrito: Para seres justificado nas tuas
palavras e venhas a vencer quando fores julgado.
3:5 Mas, se a nossa injustiça traz a lume a
justiça de Deus, que diremos? Porventura, será Deus injusto por aplicar a sua
ira? (Falo como homem.)
3:6 Certo que não. Do contrário, como julgará
Deus o mundo?
3:7 E, se por causa da minha mentira, fica em
relevo a verdade de Deus para a sua glória, por que sou eu ainda condenado como
pecador?
3:8 E por que não dizemos, como alguns,
caluniosamente, afirmam que o fazemos: Pratiquemos males para que venham bens?
A condenação destes é justa.
9-18 Todos homens na condição de pecadores
9-20 Pecado universal
3:9 Que se
conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos
demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado;
3:10 como está escrito: Não há justo, nem um
sequer,
3:11 não há quem entenda, não há quem busque a
Deus;
3:12 todos se extraviaram, à uma se fizeram
inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.
3:13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a
língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,
3:14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de
amargura;
3:15 são os seus pés velozes para derramar
sangue,
3:16 nos seus caminhos, há destruição e
miséria;
3:17 desconheceram o caminho da paz.
3:18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.
19-20 O judeu não constitui exceção
3:19 Ora,
sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale
toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus,
3:20 visto que ninguém será justificado diante
dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do
pecado.
21-31 Justificação pela fé em Cristo
3.21-5.21 Justiça de Deus para justificação
3:21 Mas
agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos
profetas;
3:22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus
Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção,
3:23 pois todos pecaram e carecem da glória de
Deus,
3:24 sendo justificados gratuitamente, por sua
graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,
3:25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como
propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua
tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
3:26 tendo em vista a manifestação da sua
justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele
que tem fé em Jesus.
3:27 Onde, pois, a jactância? Foi de todo
excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé.
3:28 Concluímos, pois, que o homem é
justificado pela fé, independentemente das obras da lei.
3:29 É, porventura, Deus somente dos judeus?
Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios,
3:30 visto que Deus é um só, o qual
justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso.
3:31 Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de
maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.
4. Provada pelo exemplo de Abraão. Abraão justificado
pela fé
4:1 Que,
pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?
4:2 Porque, se Abraão foi justificado por
obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus.
4:3 Pois que diz a Escritura? Abraão creu em
Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.
4:4 Ora, ao que trabalha, o salário não é
considerado como favor, e sim como dívida.
4:5 Mas, ao que não trabalha, porém crê
naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.
4:6 E é assim também que Davi declara ser
bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras:
4:7 Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades
são perdoadas, e cujos pecados são cobertos;
4:8 bem-aventurado o homem a quem o Senhor
jamais imputará pecado.
4:9 Vem, pois, esta bem-aventurança
exclusivamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que
dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça.
4:10 Como, pois, lhe foi atribuída? Estando
ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim
quando incircunciso.
4:11 E recebeu o sinal da circuncisão como
selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai
de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse
imputada a justiça,
4:12 e pai da circuncisão, isto é, daqueles
que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve
Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.
4:13 Não foi por intermédio da lei que a
Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim
mediante a justiça da fé.
4:14 Pois, se os da lei é que são os
herdeiros, anula-se a fé e cancela-se a promessa,
4:15 porque a lei suscita a ira; mas onde não
há lei, também não há transgressão.
4:16 Essa é a razão por que provém da fé, para
que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para toda a
descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também ao que é da
fé que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós,
4:17 como está escrito: Por pai de muitas
nações te constituí.), perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os
mortos e chama à existência as coisas que não existem.
4:18 Abraão, esperando contra a esperança,
creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a
tua descendência.
4:19 E, sem enfraquecer na fé, embora levasse
em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade
avançada de Sara,
4:20 não duvidou, por incredulidade, da
promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus,
4:21 estando plenamente convicto de que ele
era poderoso para cumprir o que prometera.
4:22 Pelo que isso lhe foi também imputado
para justiça.
4:23 E não somente por causa dele está escrito
que lhe foi levado em conta,
4:24 mas também por nossa causa, posto que a
nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que
ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor,
4:25 o qual foi entregue por causa das nossas
transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.
5. Justificação pela fé e paz com Deus. Benção
garantida para os justos
1-11
5:1
Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor
Jesus Cristo;
5:2 por intermédio de quem obtivemos
igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos
na esperança da glória de Deus.
5:3 E não somente isto, mas também nos
gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz
perseverança;
5:4 e a perseverança, experiência; e a
experiência, esperança.
5:5 Ora, a esperança não confunde, porque o
amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi
outorgado.
5:6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos
fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
5:7 Dificilmente, alguém morreria por um
justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer.
5:8 Mas Deus prova o seu próprio amor para
conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.
5:9 Logo, muito mais agora, sendo justificados
pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
5:10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos
reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já
reconciliados, seremos salvos pela sua vida;
5:11 e não apenas isto, mas também nos
gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem
recebemos, agora, a reconciliação.
Adão e
Cristo
12-21 Adão e
Cristo. O novo Adão: enraizado na obediência de Cristo
5:12
Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a
morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.
5:13 Porque até ao regime da lei havia pecado
no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.
5:14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até
Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de
Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.
5:15 Todavia, não é assim o dom gratuito como
a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça
de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre
muitos.
5:16 O dom, entretanto, não é como no caso em
que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a
condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação.
5:17 Se, pela ofensa de um e por meio de um
só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da
justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.
5:18 Pois assim como, por uma só ofensa, veio
o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de
justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.
5:19 Porque, como, pela desobediência de um só
homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um
só, muitos se tornarão justos.
5:20 Sobreveio a lei para que avultasse a
ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,
5:21 a fim de que, como o pecado reinou pela
morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante
Jesus Cristo, nosso Senhor.
6. Livres do pecado pela graça 1-15
Cap. 6-8 A Graça reina através da justiça de Deus.
Quebrado o domínio do pecado e sua influência resistida
6:1 Que
diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?
6:2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no
pecado, nós os que para ele morremos?
6:3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que
fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?
6:4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte
pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela
glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.
6:5 Porque, se fomos unidos com ele na
semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua
ressurreição,
6:6 sabendo isto: que foi crucificado com ele
o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos
o pecado como escravos;
6:7 porquanto quem morreu está justificado do
pecado.
6:8 Ora, se já morremos com Cristo, cremos que
também com ele viveremos,
6:9 sabedores de que, havendo Cristo
ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre
ele.
6:10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez
para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.
6:11 Assim também vós considerai-vos mortos
para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.
6:12 Não reine, portanto, o pecado em vosso
corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;
6:13 nem ofereçais cada um os membros do seu
corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como
ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de
justiça.
6:14 Porque o pecado não terá domínio sobre
vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.
15-23 A lei, a escravidão e a graça
6:15 E daí?
Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo
nenhum!
6:16 Não sabeis que daquele a quem vos
ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois
servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?
6:17 Mas graças a Deus porque, outrora,
escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina
a que fostes entregues;
6:18 e, uma vez libertados do pecado, fostes
feitos servos da justiça.
6:19 Falo como homem, por causa da fraqueza da
vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da
impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros
para servirem à justiça para a santificação.
6:20 Porque, quando éreis escravos do pecado,
estáveis isentos em relação à justiça.
6:21 Naquele tempo, que resultados colhestes?
Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte.
6:22 Agora, porém, libertados do pecado,
transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e,
por fim, a vida eterna;
6:23 porque o salário do pecado é a morte, mas
o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.
7. A analogia do casamento 1-7
7:1
Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem
domínio sobre o homem toda a sua vida?
7:2 Ora, a mulher casada está ligada pela lei
ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei
conjugal.
7:3 De sorte que será considerada adúltera se,
vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido,
estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.
7:4 Assim, meus irmãos, também vós morrestes
relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a
saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para
Deus.
7:5 Porque, quando vivíamos segundo a carne,
as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a
fim de frutificarem para a morte.
7:6 Agora, porém, libertados da lei, estamos
mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade
de espírito e não na caducidade da letra.
7-25 A lei e o pecado
7:7 Que
diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o
pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a
lei não dissera: Não cobiçarás.
7:8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo
mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei,
está morto o pecado.
7:9 Outrora, sem a lei, eu vivia; mas,
sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri.
7:10 E o mandamento que me fora para vida,
verifiquei que este mesmo se me tornou para morte.
7:11 Porque o pecado, prevalecendo-se do
mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou.
7:12 Por conseguinte, a lei é santa; e o
mandamento, santo, e justo, e bom.
7:13 Acaso o bom se me tornou em morte? De
modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de
uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse
sobremaneira maligno.
7:14 Porque bem sabemos que a lei é
espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.
7:15 Porque nem mesmo compreendo o meu próprio
modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.
7:16 Ora, se faço o que não quero, consinto
com a lei, que é boa.
7:17 Neste caso, quem faz isto já não sou eu,
mas o pecado que habita em mim.
7:18 Porque eu sei que em mim, isto é, na
minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não,
porém, o efetuá-lo.
7:19 Porque não faço o bem que prefiro, mas o
mal que não quero, esse faço.
7:20 Mas, se eu faço o que não quero, já não
sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.
7:21 Então, ao querer fazer o bem, encontro a
lei de que o mal reside em mim.
7:22 Porque, no tocante ao homem interior,
tenho prazer na lei de Deus;
7:23 mas vejo, nos meus membros, outra lei
que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do
pecado que está nos meus membros.
7:24 Desventurado homem que sou! Quem me
livrará do corpo desta morte?
7:25 Graças
a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a
mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.
8. Nenhuma condenação. O pendor do Espírito 1-11
Aqueles que vivem pelo Espírito provam ser vitoriosos
sobre a carne
8:1 Agora, pois, já nenhuma condenação há para
os que estão em Cristo Jesus.
8:2 Porque a lei do Espírito da vida, em
Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.
8:3 Porquanto o que fora impossível à lei, no
que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em
semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou
Deus, na carne, o pecado,
8:4 a fim de que o preceito da lei se
cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
8:5 Porque os que se inclinam para a carne
cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas
do Espírito.
8:6 Porque o pendor da carne dá para a morte,
mas o do Espírito, para a vida e paz.
8:7 Por isso, o pendor da carne é inimizade
contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.
8:8 Portanto, os que estão na carne não podem
agradar a Deus.
8:9 Vós, porém, não estais na carne, mas no
Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o
Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
8:10 Se, porém, Cristo está em vós, o corpo,
na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da
justiça.
8:11 Se habita em vós o Espírito daquele que
ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus
dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu
Espírito, que em vós habita.
12-17 Filhos e herdeiros
8:12 Assim, pois, irmãos, somos devedores, não
à carne como se constrangidos a viver segundo a carne.
8:13 Porque, se viverdes segundo a carne,
caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do
corpo, certamente, vivereis.
8:14 Pois todos os que são guiados pelo
Espírito de Deus são filhos de Deus.
8:15 Porque não recebestes o espírito de
escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito
de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.
8:16 O próprio Espírito testifica com o nosso
espírito que somos filhos de Deus.
8:17 Ora, se somos filhos, somos também
herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos,
também com ele seremos glorificados.
18-25 Os sofrimentos do presente e as glórias do
porvir
8:18 Porque
para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser
comparados com a glória a ser revelada em nós.
8:19 A ardente expectativa da criação aguarda
a revelação dos filhos de Deus.
8:20 Pois a criação está sujeita à vaidade,
não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou,
8:21 na esperança de que a própria criação
será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos
de Deus.
8:22 Porque sabemos que toda a criação, a um
só tempo, geme e suporta angústias até agora.
8:23 E não somente ela, mas também nós, que
temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando
a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.
8:24 Porque, na esperança, fomos salvos. Ora,
esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?
8:25 Mas, se esperamos o que não vemos, com
paciência o aguardamos.
26-30 A intercessão do Espírito
8:26 Também
o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos
orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com
gemidos inexprimíveis.
8:27 E aquele que sonda os corações sabe qual
é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede
pelos santos.
8:28 Sabemos que todas as coisas cooperam para
o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu
propósito.
8:29 Porquanto aos que de antemão conheceu,
também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que
ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
8:30 E aos que predestinou, a esses também
chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a
esses também glorificou.
31-39 As provas e a certeza do amor de Deus
8:31 Que
diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
8:32 Aquele que não poupou o seu próprio
Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente
com ele todas as coisas?
8:33 Quem intentará acusação contra os eleitos
de Deus? É Deus quem os justifica.
8:34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem
morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também
intercede por nós.
8:35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será
tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou
espada?
8:36 Como está escrito: Por amor de ti, somos
entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
8:37 Em todas estas coisas, porém, somos mais
que vencedores, por meio daquele que nos amou.
8:38 Porque eu estou bem certo de que nem a
morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente,
nem do porvir, nem os poderes,
8:39 nem a altura, nem a profundidade, nem
qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo
Jesus, nosso Senhor.
9. Paulo e a incredulidade dos judeus 1-5
Cap. 9-11 Deus demonstra sua justiça nos judeus e
gentios
A justiça de Deus estabelecida na história
9:1 Digo a
verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha
própria consciência:
9:2 tenho grande tristeza e incessante dor no
coração;
9:3 porque eu mesmo desejaria ser anátema,
separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a
carne.
9:4 São israelitas. Pertence-lhes a adoção e
também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;
9:5 deles são os patriarcas, e também deles
descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para
todo o sempre. Amém!
6-13 A rejeição de Israel não é incompatível com as
promessas de Deus
9:6 E não
pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são,
de fato, israelitas;
9:7 nem por serem descendentes de Abraão são
todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.
9:8 Isto é, estes filhos de Deus não são
propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os
filhos da promessa.
9:9 Porque a palavra da promessa é esta: Por
esse tempo, virei, e Sara terá um filho.
9:10 E não ela somente, mas também Rebeca, ao
conceber de um só, Isaque, nosso pai.
9:11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem
tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à
eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama),
9:12 já fora dito a ela: O mais velho será
servo do mais moço.
9:13 Como está escrito: Amei Jacó, porém me
aborreci de Esaú.
14-18 A rejeição de Israel não é incompatível com a
justiça de Deus
9:14 Que
diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!
9:15 Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia
de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter
compaixão.
9:16 Assim, pois, não depende de quem quer ou
de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.
9:17 Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto
mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja
anunciado por toda a terra.
9:18 Logo, tem ele misericórdia de quem quer e
também endurece a quem lhe apraz.
19-33 A soberania de Deus
9:19 Tu,
porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua
vontade?
9:20 Quem és tu, ó homem, para discutires com
Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste
assim?
9:21 Ou não tem o oleiro direito sobre a
massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?
9:22 Que diremos, pois, se Deus, querendo
mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita
longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição,
9:23 a fim de que também desse a conhecer as
riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de
antemão,
9:24 os quais somos nós, a quem também chamou,
não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?
9:25 Assim como também diz em Oséias: Chamarei
povo meu ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada;
9:26 e no lugar em que se lhes disse: Vós não
sois meu povo, ali mesmo serão chamados filhos do Deus vivo.
9:27 Mas, relativamente a Israel, dele clama
Isaías: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o
remanescente é que será salvo.
9:28 Porque o Senhor cumprirá a sua palavra
sobre a terra, cabalmente e em breve;
9:29 como Isaías já disse: Se o Senhor dos
Exércitos não nos tivesse deixado descendência, ter-nos-íamos tornado como
Sodoma e semelhantes a Gomorra.
Israel é
responsável pela sua rejeição
9:30 Que
diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a
alcançá-la, todavia, a que decorre da fé;
9:31 e Israel, que buscava a lei de justiça,
não chegou a atingir essa lei.
9:32 Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim
como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,
9:33 como está escrito: Eis que ponho em Sião
uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será
confundido.
10. Os judeus rejeitam a justiça de Deus 1-15
Cap. 10 A justiça de Deus recebida somente pela fé
10:1
Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são
para que sejam salvos.
10:2 Porque lhes dou testemunho de que eles
têm zelo por Deus, porém não com entendimento.
10:3 Porquanto, desconhecendo a justiça de
Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de
Deus.
10:4 Porque o fim da lei é Cristo, para
justiça de todo aquele que crê.
10:5 Ora, Moisés escreveu que o homem que
praticar a justiça decorrente da lei viverá por ela.
10:6 Mas a justiça decorrente da fé assim diz:
Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu?, isto é, para trazer do alto
a Cristo;
10:7 ou: Quem descerá ao abismo?, isto é, para
levantar Cristo dentre os mortos.
10:8 Porém que se diz? A palavra está perto de
ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos.
10:9 Se, com a tua boca, confessares Jesus
como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos,
serás salvo.
10:10 Porque com o coração se crê para justiça
e com a boca se confessa a respeito da salvação.
10:11 Porquanto a Escritura diz: Todo aquele
que nele crê não será confundido.
10:12 Pois não há distinção entre judeu e
grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o
invocam.
10:13 Porque: Todo aquele que invocar o nome
do Senhor será salvo.
10:14 Como, porém, invocarão aquele em quem
não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não
há quem pregue?
10:15 E como pregarão, se não forem enviados?
Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!
16-21 Israel não pode alegar falta de oportunidade
10:16 Mas
nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na
nossa pregação?
10:17 E, assim, a fé vem pela pregação, e a
pregação, pela palavra de Cristo.
10:18 Mas pergunto: Porventura, não ouviram?
Sim, por certo: Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas palavras,
até aos confins do mundo.
10:19 Pergunto mais: Porventura, não terá
chegado isso ao conhecimento de Israel? Moisés já dizia: Eu vos porei em ciúmes
com um povo que não é nação, com gente insensata eu vos provocarei à ira.
10:20 E Isaías a mais se atreve e diz: Fui
achado pelos que não me procuravam, revelei-me aos que não perguntavam por mim.
10:21 Quanto a Israel, porém, diz: Todo o dia
estendi as mãos a um povo rebelde e contradizente.
11. O futuro de Israel 1-10
Cap. 11 A justiça de Deus revelada nos judeus e
gentios
11:1
Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum!
Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
11:2 Deus não rejeitou o seu povo, a quem de
antemão conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura refere a respeito de Elias,
como insta perante Deus contra Israel, dizendo:
11:3 Senhor, mataram os teus profetas,
arrasaram os teus altares, e só eu fiquei, e procuram tirar-me a vida.
11:4 Que lhe disse, porém, a resposta divina?
Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal.
11:5 Assim, pois, também agora, no tempo de
hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça.
11:6 E, se é pela graça, já não é pelas obras;
do contrário, a graça já não é graça.
11:7 Que diremos, pois? O que Israel busca,
isso não conseguiu; mas a eleição o alcançou; e os mais foram endurecidos,
11:8 como está escrito: Deus lhes deu espírito
de entorpecimento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir, até ao dia de
hoje.
11:9 E diz Davi: Torne-se-lhes a mesa em laço
e armadilha, em tropeço e punição;
11:10 escureçam-se-lhes os olhos, para que não
vejam, e fiquem para sempre encurvadas as suas costas.
11-24 A rejeição de Israel não é final
11:11
Pergunto, pois: porventura, tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum! Mas,
pela sua transgressão, veio a salvação aos gentios, para pô-los em ciúmes.
11:12 Ora, se a transgressão deles redundou em
riqueza para o mundo, e o seu abatimento, em riqueza para os gentios, quanto
mais a sua plenitude!
11:13 Dirijo-me a vós outros, que sois
gentios! Visto, pois, que eu sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu
ministério,
11:14 para ver se, de algum modo, posso
incitar à emulação os do meu povo e salvar alguns deles.
11:15 Porque, se o fato de terem sido eles
rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento,
senão vida dentre os mortos?
11:16 E, se forem santas as primícias da
massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos
o serão.
11:17 Se, porém, alguns dos ramos foram
quebrados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado em meio deles e te
tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira,
11:18 não te glories contra os ramos; porém,
se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti.
11:19 Dirás, pois: Alguns ramos foram
quebrados, para que eu fosse enxertado.
11:20 Bem! Pela sua incredulidade, foram
quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas
teme.
11:21 Porque, se Deus não poupou os ramos
naturais, também não te poupará.
11:22 Considerai, pois, a bondade e a
severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a
bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.
11:23 Eles também, se não permanecerem na
incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo.
11:24 Pois, se foste cortado da que, por
natureza, era oliveira brava e, contra a natureza, enxertado em boa oliveira,
quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira aqueles que são ramos
naturais!
25-32 O último designo de Deus é misericórdia para com
todos
11:25
Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais
presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que
haja entrado a plenitude dos gentios.
11:26 E, assim, todo o Israel será salvo, como
está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades.
11:27 Esta é a minha aliança com eles, quando
eu tirar os seus pecados.
11:28 Quanto ao evangelho, são eles inimigos
por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas;
11:29 porque os dons e a vocação de Deus são
irrevogáveis.
11:30 Porque assim como vós também, outrora,
fostes desobedientes a Deus, mas, agora, alcançastes misericórdia, à vista da
desobediência deles,
11:31 assim também estes, agora, foram
desobedientes, para que, igualmente, eles alcancem misericórdia, à vista da que
vos foi concedida.
11:32 Porque Deus a todos encerrou na desobediência,
a fim de usar de misericórdia para com todos.
33-36 A maravilhosa sabedoria dos designos divinos
11:33 Ó
profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão
insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!
11:34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor?
Ou quem foi o seu conselheiro?
11:35 Ou quem primeiro deu a ele para que lhe
venha a ser restituído?
11:36 Porque dele, e por meio dele, e para ele
são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!
12. A nova vida 1-2
12:1
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso
corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto
racional.
12:2 E não vos conformeis com este século, mas
transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja
a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
3-8 O devido uso de dons espirituais
12:3
Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de
si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé
que Deus repartiu a cada um.
12:4 Porque assim como num só corpo temos
muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função,
12:5 assim também nós, conquanto muitos, somos
um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,
12:6 tendo, porém, diferentes dons segundo a
graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé;
12:7 se ministério, dediquemo-nos ao
ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo;
12:8 ou o que exorta faça-o com dedicação; o
que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce
misericórdia, com alegria.
9-21 As virtudes recomendadas
12:9 O amor
seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem.
12:10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com
amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
12:11 No zelo, não sejais remissos; sede
fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;
12:12 regozijai-vos na esperança, sede
pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;
12:13 compartilhai as necessidades dos santos;
praticai a hospitalidade;
12:14 abençoai os que vos perseguem, abençoai
e não amaldiçoeis.
12:15 Alegrai-vos com os que se alegram e
chorai com os que choram.
12:16 Tende o mesmo sentimento uns para com os
outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não
sejais sábios aos vossos próprios olhos.
12:17 Não torneis a ninguém mal por mal;
esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens;
12:18 se possível, quanto depender de vós,
tende paz com todos os homens;
12:19 não vos vingueis a vós mesmos, amados,
mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é
que retribuirei, diz o Senhor.
12:20 Pelo contrário, se o teu inimigo tiver
fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto,
amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.
12:21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o
mal com o bem.
13. Da obediência às autoridades 1-7
Cap. 13 Realidades da vida política e social
13:1 Todo
homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que
não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.
13:2 De modo que aquele que se opõe à
autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si
mesmos condenação.
13:3 Porque os magistrados não são para temor,
quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a
autoridade? Faze o bem e terás louvor dela,
13:4 visto que a autoridade é ministro de Deus
para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que
ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que
pratica o mal.
13:5 É necessário que lhe estejais sujeitos,
não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.
13:6 Por esse motivo, também pagais tributos,
porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço.
13:7 Pagai a todos o que lhes é devido: a quem
tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem
honra, honra.
8-10 O amor ao próximo é o cumprimento da lei
13:8 A
ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos
outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.
13:9 Pois isto: Não adulterarás, não matarás,
não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta
palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
13:10 O amor não pratica o mal contra o
próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.
11-14 O dia está próximo
13:11 E
digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do
sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no
princípio cremos.
13:12 Vai alta a noite, e vem chegando o dia.
Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.
13:13 Andemos dignamente, como em pleno dia,
não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas
e ciúmes;
13:14 mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e
nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.
14. A tolerância para os fracos na fé 1-12
14.1-15.3 Na comunhão de fracos e fortes
14:1
Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões.
14:2 Um crê que de tudo pode comer, mas o
débil come legumes;
14:3 quem come não despreze o que não come; e
o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu.
14:4 Quem és tu que julgas o servo alheio?
Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor
é poderoso para o suster.
14:5 Um faz diferença entre dia e dia; outro
julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria
mente.
14:6 Quem distingue entre dia e dia para o
Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem
não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.
14:7 Porque nenhum de nós vive para si mesmo,
nem morre para si.
14:8 Porque, se vivemos, para o Senhor
vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos,
somos do Senhor.
14:9 Foi precisamente para esse fim que Cristo
morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.
14:10 Tu, porém, por que julgas teu irmão? E
tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de
Deus.
14:11 Como está escrito: Por minha vida, diz o
Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a
Deus.
14:12 Assim, pois, cada um de nós dará contas
de si mesmo a Deus.
13-23 A liberdade e a caridade
14:13 Não
nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não
pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.
14:14 Eu sei e estou persuadido, no Senhor
Jesus, de que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo para aquele que assim a
considera; para esse é impura.
14:15 Se, por causa de comida, o teu irmão se
entristece, já não andas segundo o amor fraternal. Por causa da tua comida, não
faças perecer aquele a favor de quem Cristo morreu.
14:16 Não seja, pois, vituperado o vosso bem.
14:17 Porque o reino de Deus não é comida nem
bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
14:18 Aquele que deste modo serve a Cristo é
agradável a Deus e aprovado pelos homens.
14:19 Assim, pois, seguimos as coisas da paz e
também as da edificação de uns para com os outros.
14:20 Não destruas a obra de Deus por causa da
comida. Todas as coisas, na verdade, são limpas, mas é mau para o homem o comer
com escândalo.
14:21 É bom não comer carne, nem beber vinho,
nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender
ou se enfraquecer.
14:22 A fé que tens, tem-na para ti mesmo
perante Deus. Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova.
14:23 Mas aquele que tem dúvidas é condenado
se comer, porque o que faz não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é
pecado.
15. A imitação a Cristo. A simpatia e o altruísmo 1-13
15:1 Ora,
nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não
agradar-nos a nós mesmos.
15:2 Portanto, cada um de nós agrade ao
próximo no que é bom para edificação.
15:3 Porque também Cristo não se agradou a si
mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre
mim.
15:4 Pois tudo quanto, outrora, foi escrito
para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação
das Escrituras, tenhamos esperança.
15:5 Ora, o Deus da paciência e da consolação
vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus,
15:6 para que concordemente e a uma voz
glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
15:7 Portanto, acolhei-vos uns aos outros,
como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus.
15:8 Digo, pois, que Cristo foi constituído
ministro da circuncisão, em prol da verdade de Deus, para confirmar as
promessas feitas aos nossos pais;
15:9 e para que os gentios glorifiquem a Deus
por causa da sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu te glorificarei
entre os gentios e cantarei louvores ao teu nome.
15:10 E também diz: Alegrai-vos, ó gentios,
com o seu povo.
15:11 E ainda: Louvai ao Senhor, vós todos os
gentios, e todos os povos o louvem.
15:12 Também Isaías diz: Haverá a raiz de
Jessé, aquele que se levanta para governar os gentios; nele os gentios
esperarão.
15:13 E o Deus da esperança vos encha de todo
o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do
Espírito Santo.
14-21 A explicação de Paulo
15.14-16.27 Os planos de Paulo e as saudações
conclusivas
15:14 E
certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais
possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos
admoestardes uns aos outros.
15:15 Entretanto, vos escrevi em parte mais
ousadamente, como para vos trazer isto de novo à memória, por causa da graça
que me foi outorgada por Deus,
15:16 para que eu seja ministro de Cristo
Jesus entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de
modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo Espírito
Santo.
15:17 Tenho, pois, motivo de gloriar-me em
Cristo Jesus nas coisas concernentes a Deus.
15:18 Porque não ousarei discorrer sobre coisa
alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os
gentios à obediência, por palavra e por obras,
15:19 por força de sinais e prodígios, pelo
poder do Espírito Santo; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças
até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo,
15:20 esforçando-me, deste modo, por pregar o
evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre
fundamento alheio;
15:21 antes, como está escrito: Hão de vê-lo
aqueles que não tiveram notícia dele, e compreendê-lo os que nada tinham ouvido
a seu respeito.
Os planos
de Paulo para visitar Roma: 22-23
15:22 Essa
foi a razão por que também, muitas vezes, me senti impedido de visitar-vos.
15:23 Mas, agora, não tendo já campo de
atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos,
Paulo pede
as orações
15:24 penso
em fazê-lo quando em viagem para a Espanha, pois espero que, de passagem,
estarei convosco e que para lá seja por vós encaminhado, depois de haver
primeiro desfrutado um pouco a vossa companhia.
15:25 Mas, agora, estou de partida para
Jerusalém, a serviço dos santos.
15:26 Porque aprouve à Macedônia e à Acaia
levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em
Jerusalém.
15:27 Isto lhes pareceu bem, e mesmo lhes são
devedores; porque, se os gentios têm sido participantes dos valores espirituais
dos judeus, devem também servi-los com bens materiais.
15:28 Tendo, pois, concluído isto e havendo-lhes
consignado este fruto, passando por vós, irei à Espanha.
15:29 E bem sei que, ao visitar-vos, irei na
plenitude da bênção de Cristo.
30-33 Paulo pede as orações
15:30
Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito,
que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor,
15:31 para que eu me veja livre dos rebeldes
que vivem na Judéia, e que este meu serviço em Jerusalém seja bem aceito pelos
santos;
15:32 a fim de que, ao visitar-vos, pela
vontade de Deus, chegue à vossa presença com alegria e possa recrear-me
convosco.
15:33 E o Deus da paz seja com todos vós.
Amém!
16. Paulo recomenda a Febe 1-2
16:1
Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia,
16:2 para que a recebais no Senhor como convém
aos santos e a ajudeis em tudo que de vós vier a precisar; porque tem sido
protetora de muitos e de mim inclusive.
3-16 Saudações de Paulo aos cristãos em Roma
16:3 Saudai
Priscila e Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus,
16:4 os quais pela minha vida arriscaram a sua
própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as
igrejas dos gentios;
16:5 saudai igualmente a igreja que se reúne
na casa deles. Saudai meu querido Epêneto, primícias da Ásia para Cristo.
16:6 Saudai Maria, que muito trabalhou por
vós.
16:7 Saudai Andrônico e Júnias, meus parentes
e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos e estavam em
Cristo antes de mim.
16:8 Saudai Amplíato, meu dileto amigo no
Senhor.
16:9 Saudai Urbano, que é nosso cooperador em
Cristo, e também meu amado Estáquis.
16:10 Saudai Apeles, aprovado em Cristo.
Saudai os da casa de Aristóbulo.
16:11 Saudai meu parente Herodião. Saudai os
da casa de Narciso, que estão no Senhor.
16:12 Saudai Trifena e Trifosa, as quais
trabalhavam no Senhor. Saudai a estimada Pérside, que também muito trabalhou no
Senhor.
16:13 Saudai Rufo, eleito no Senhor, e
igualmente a sua mãe, que também tem sido mãe para mim.
16:14 Saudai Asíncrito, Flegonte, Hermes,
Pátrobas, Hermas e os irmãos que se reúnem com eles.
16:15 Saudai Filólogo, Júlia, Nereu e sua
irmã, Olimpas e todos os santos que se reúnem com eles.
16:16
Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todas as igrejas de Cristo vos
saúdam.
17-20 As admoestações. Advertências de Paulo contra
inimigos e certeza de sua derrota
16:17 Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles
que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes;
afastai-vos deles,
16:18 porque esses tais não servem a Cristo,
nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas,
enganam o coração dos incautos.
16:19 Pois a vossa obediência é conhecida por
todos; por isso, me alegro a vosso respeito; e quero que sejais sábios para o
bem e símplices para o mal.
16:20 E o Deus da paz, em breve, esmagará
debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco.
As
saudações dos companheiros
16:21
Saúda-vos Timóteo, meu cooperador, e Lúcio, Jasom e Sosípatro, meus parentes.
16:22 Eu,
Tércio, que escrevi esta epístola, vos saúdo no Senhor.
16:23 Saúda-vos Gaio, meu hospedeiro e de toda
a igreja. Saúda-vos Erasto, tesoureiro da cidade, e o irmão Quarto.
16:24 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo
seja com todos vós. Amém!
25-27 Doxologia apostólica de Paulo
16:25 Ora, àquele que é poderoso para vos
confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a
revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos,
16:26 e que, agora, se tornou manifesto e foi
dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do
Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações,
16:27 ao Deus único e sábio seja dada glória,
por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém
-----------------------------------------------------------------------------
sergiovalentin