1-22
4 A fidelidade e o zelo da pregação 1-5
4:1 Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:
4:2 prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.
4:3 Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos;
4:4 e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.
4:5 Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.
6-8 O apóstolo prevê seu martírio
4:6 Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado.
4:7 Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.
* 4.1-5. Paulo conclui o seu apelo a Timóteo, iniciado em 1.6.
* 4.1 perante Deus. Paulo menciona testemunhas para incutir em Timóteo a máxima seriedade na sua tarefa.
Cristo Jesus, que há de julgar. Sobre Cristo como juiz, ver v. 8; Mt 25.31-46; Jo 5.22,27; At 10.42.
sua manifestação. Segunda vinda de Cristo (cf. o v. 8; 1Tm 6.14; Tt 2.13).
* 4.2 a palavra. O evangelho (cf. 2.15).
quer seja oportuno, quer não. Em toda situação, seja boa ou má, a Palavra deve ser proclamada.
* 4.3 sportarão. Possivelmente uma referência a algumas pessoas que têm ligação com a igreja.
sã doutrina. Ver nota em 1.13.
coceira nos ouvidos. Algumas pessoas têm um interminável fascínio com tudo, menos com a verdade.
* 4.4 fábulas. Ver nota em 1Tm 1.4.
* 4.5. Uma exortação final à fidelidade mesmo que outras pessoas se desviem.
* 4.6-8. A morte iminente de Paulo é a razão para este extenso apelo a Timóteo (Introdução: Data e Ocasião).
* 4.6 já. Paulo aceita sua inevitável morte mesmo que esta ainda esteja vários meses à sua frente.
oferecido por libação. Essa metáfora referente à morte (cf. Fp 2.17) é extraída da linguagem do sistema sacrificial do Antigo Testamento. Uma libação de vinho era derramada no santuário como oferenda a Deus (Nm 15.5,7,10 e 28.7). Paulo compreende sua iminente morte como uma oferenda a Cristo.
minha partida. Outra metáfora aplicada à morte (Fp 1.23). Paulo apegou-se firmemente à esperança e certeza dum destino além do sepulcro (v. 18).
* 4.7. Com essas três metáforas, Paulo expressa o fim de seu ministério. Sua preocupação não é com o sucesso que ele tenha sido, antes, que ele tenha sido fiel ao seu Senhor.