4:2 prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.
 4:3 Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos;

1-22

 4 A fidelidade e o zelo da pregação 1-5

 4:1 Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:

 4:2 prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.

 4:3 Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos;

 4:4 e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.

 4:5 Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.

6-8 O apóstolo prevê seu martírio

 4:6 Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado.

 4:7 Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.

Comentários

*  4.1-5.  Paulo conclui o seu apelo a Timóteo, iniciado em 1.6.

*  4.1  perante Deus.  Paulo menciona testemunhas para incutir em Timóteo a máxima seriedade na sua tarefa.

Cristo Jesus, que há de julgar.   Sobre Cristo como juiz, ver  v. 8; Mt  25.31-46; Jo 5.22,27; At 10.42.

sua manifestação.  Segunda vinda de Cristo (cf.  o v. 8; 1Tm  6.14; Tt 2.13).

*  4.2  a palavra.  O evangelho (cf.  2.15).

quer seja oportuno, quer não.  Em toda situação, seja boa ou má, a Palavra deve ser proclamada.

*  4.3  sportarão.  Possivelmente uma referência a algumas pessoas que têm ligação com a igreja.

sã doutrina.   Ver nota em 1.13.

coceira nos ouvidos.  Algumas pessoas têm um interminável fascínio com tudo, menos com a verdade.

*  4.4 fábulas.  Ver nota em 1Tm  1.4.

*  4.5.  Uma exortação final à fidelidade mesmo que outras pessoas se desviem.

*  4.6-8.  A morte iminente de Paulo é a razão para este extenso apelo a Timóteo (Introdução: Data e Ocasião).

*  4.6  já.   Paulo aceita sua inevitável morte mesmo que esta ainda esteja vários meses à sua frente.

oferecido por libação.  Essa metáfora referente à morte (cf.  Fp  2.17)  é extraída da linguagem do sistema sacrificial do Antigo Testamento.  Uma libação de vinho era derramada no santuário como oferenda a Deus (Nm 15.5,7,10 e 28.7).  Paulo compreende sua iminente morte como uma oferenda a Cristo.

minha partida.  Outra metáfora aplicada à morte (Fp  1.23).  Paulo apegou-se firmemente à esperança e certeza dum destino além do sepulcro (v. 18).

*  4.7.  Com essas três metáforas, Paulo expressa o fim de seu ministério.  Sua preocupação não é com o sucesso que ele tenha sido, antes, que ele tenha sido fiel ao seu Senhor.