1-29
12 Devemos imitar o exemplo de Cristo, que foi perseverante em meio às provações 1-3
12:1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,
12:2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
12:3 Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.
4-13 As provações revelam o amor paternal de Deus para com seus filhos
12:4 Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue
* 12.1 nuvem de testemunhas. Em certo sentido, os leitores estão numa corrida, assistida por uma grande multidão que já a terminou com honras ao mérito. O exemplo deles encoraja os leitores e os admoesta, se porventura tropeçarem.
todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia. Entre os pesos que devem ser lançados fora estão o medo que faz a pessoa recuar diante do sofrimento (10.38,39), o desânimo amargurado que contamina os demais através de dúvidas (v. 15) e a sensualidade que procura uma gratificação imediata (v. 16).b
corramos… a carreira. As competições atléticas dos gregos forneciam uma analogia freqüente para a vida cristã no Novo Testamento (1Co 9.24-27; Fp 2.16; 2Tm 2.5; 4.7,8). À semelhança do corredor, o cristão deve estar numa atividade constante que o leva para o final, apesar da oposição. Isso exige perseverança e esforço incansáveis, os quais são adquiridos através de uma disciplina constante.
* 12.2 olhando… Jesus. A nuvem de testemunhas do Antigo Testamento nos inspira, porém, o nosso encorajamento principal se encontra na pessoa e obra de Cristo, que nos precedeu como “o Autor e Consumador da nossa fé” e é o exemplo supremo de fé na carreira (v. 3).
Autor. Ver nota em 2.10.
Consumador da fé. Como “Consumador”, Jesus tem trazido ao alvo final a fé dos que se aproximam a Deus por seu intermédio: um culto agradecido e aceitável na sua presença (10.14; 11.40; 12.28).
da alegria que lhe estava proposta. Jesus suportou a cruz no antegozo da alegria de ser o Salvador de seu povo, depois do necessário sofrimento. No mesmo sentido em que Moisés contemplava o galardão (11.26), Jesus também foi ciente do galardão que receberia.
Embora possível, uma outra interpretação menos provável é traduzir assim: “no lugar da alegria que lhe estava proposta”. De acordo com esta tradução, Jesus escolheu o sofrimento em vez da alegria que teria sido a sua porção, se tivesse recusado a morte e ficado no céu (Fp 2.6), ou, pelo menos, evitado a cruz aqui na terra (Jo 10.17,18; 12.27).
não fazendo caso da ignomínia. A crucificação foi uma forma de morte tão repleta de ignomínia, que era proibido infligi-la ao cidadão romano; ainda mais, os judeus acreditaram que “todo aquele que for pendurado em madeiro” foi amaldiçoado por Deus (Gl 3.13; cf. Dt 21.23).
* 12.3 oposição. À semelhança de Jesus, os leitores também tinham experimentado a oposição de pecadores (10.33).
desmaiando. Uma advertência tirada de Pv 3.11,12 e citada nos vs. 5,6.
* 12.4 até ao sangue. Os leitores já conheceram a perseguição, contudo, nada tão difícil quanto ao sofrimento de Jesus e nem como os registros em 11.35-38. Não está na hora de contemplar uma desistência.